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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein PATROCÍNIO PARA DILUIR CUSTOS COM A EXPOINTER

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    Na tentativa de evitar nova redução nas inscrições para a Expointer, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) busca patrocínio com a iniciativa privada. A medida visa a reduzir gastos de produtores para levar os exemplares ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A meta, explica Eduardo Finco, presidente da entidade, é chegar a R$ 170 mil, soma das cotas em negociação:
    – A ideia seria ajudar as associações com valores para pagar frete, jurados. Estamos pensando em colocar placas com propaganda nos caminhões que transportam animais, por exemplo. Entrando esse recurso, definiremos os critérios de distribuição.
    Ontem, em reunião do comitê gestor da feira, o dirigente manifestou preocupação com a possibilidade de nova redução no número de inscritos. Nos últimos quatro anos, a combinação de crise econômica com aumento dos gastos para levar e manter os animais durante os nove dias de Expointer impactou as inscrições (veja gráfico).
    – O custo realmente faz com que proprietários diminuam o número de animais. Mas essa também é uma tendência de outras feiras. O foco passa a ser na qualidade – avalia o secretário da Agricultura, Ernani Polo.
    Ele observa, ainda, que a feira é longa e que, talvez no próximo ano, possa ser avaliada redução do número de dias.
    Entram no custo preparação do animal, frete, mão de obra, alimentação de funcionários, deslocamento e manutenção de pessoas fora “de casa”. No ano passado, o gasto era de cerca de R$ 5 mil por exemplar.
    – Nos animais de argola, as inscrições vão diminuir de novo, pela questão econômica. As cabanhas estão vindo com menos animais, porém trazem genética de alta qualidade – opina Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    As inscrições estão abertas até o dia 31. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos já divulgou o número de animais que devem participar da 40ª Expointer: serão 718 ovinos, ante 748 no ano passado.
    Em autoliquidação desde novembro do ano passado, a Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati), com sede em Pelotas, tenta recuperar a saúde financeira. Com passivo de R$ 180 milhões, está na fase de renegociação das dívidas e de busca por parceria para obter capital de giro, com o objetivo de saldar dívidas de curto prazo.
    – Fomos a Brasília tratar da renegociação com Banco do Brasil e com Conab. Também conversamos sobre os passivos com o Estado – explica Airton Seyffert, que conduz o processo e não gosta de usar o termo legal, de presidente liquidante.
    As maiores quantias da dívida vêm de tributos e contratos com bancos. Dona da marca Danby, a Cosulati precisou fazer ajustes, reduzindo o tamanho da operação. Houve corte de 17% do número de trabalhadores e de 38% da folha de pagamento. O frigorífico de aves, assim como a fábrica de ração, seguem fechados. Foi montada, no entanto, parceria para a criação de galinhas matrizes. E houve arrendamento de estrutura para armazenagem de grãos.
    A unidade de laticínios, em Capão do Leão, está operando, recebendo cerca de 400 mil litros de leite por dia. Entre associados diretos e indiretos, a Cosulati soma cerca de 4 mil pessoas. EM BUSCA DE SOLUÇÕES

  • NO RADAR

    A Federação dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Fetar) criticou a aprovação da reforma trabalhista. Segundo a entidade, o principal problema é o fato de prevalecer o negociado sobre o legislado.
    3,5 mil
    suspeitas de influenza aviária são analisadas, por ano, pelo Ministério da Agricultura. O Brasil se mantém livre da doença. O assunto foi tema, ontem, do 2º Encontro de Mobilização sobre Medidas Preventivas de Enfermidades.

  • FORA DA FEIRA

    As aves ficarão de fora da Expointer. A medida tem como objetivo manter o Estado longe da influenza aviária, doença com focos registrados em mais de 60 países. Ordem de serviço da Secretaria da Agricultura não permite presença de aves em locais com aglomeração de público. Esse é o caso da feira.
    – É uma medida de prevenção, temporária. É uma forma de atuar diminuindo os riscos – diz Flavia Fortes, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola.
    Serão cerca de mil animais a menos, de passarinhos a pavões.
    – Os criadores se dedicam o ano todo para ter seu auge na Expointer. Mas as entidades entendem que a biossegurança neste momento é mais importante – afirma Jônatas Grellmann Breunig, presidente da Associação Brasileira de Preservadores e Criadores de Aves de Raças Puras e Ornamentais.

  • EXPORTAÇÕES DO AGRO NO RITMO DA SOJA

    Volume um pouco maior e receita menor. Esse foi o resultado das exportações gaúchas do agronegócio no primeiro semestre, com soma de US$ 5,2 bilhões, recuo de 1,4% segundo dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Principal produto da pauta, a soja teve alta de 7,8% em valor e 7,2% em volume no período. Ainda assim, o ritmo dos embarques é considerado inferior ao esperado, considerando o avanço da produção do grão.
    Em junho, a situação foi diferente. A soja puxou para baixo o desempenho das exportações do setor, mostram dados da FEE e da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). A receita do complexo soja caiu 26% na comparação com igual mês do ano passado.

  • Fonte : Zero Hora