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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – PARA O LEITE GAÚCHO SEGUIR NO PÁREO

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  • PARA O LEITE GAÚCHO SEGUIR NO PÁREO

    Da mesma forma que uniu forças para organizar a 40ª Expoleite e a 13ª Fenasul, o setor produtivo de leite promete brigar para que o Estado não leve adiante o projeto de lei do Executivo (PL 214) que permite a redução em até 30% dos créditos presumidos das indústrias. O texto voltou a tramitar em regime de urgência.
    Esse tema permeia as discussões do segmento, que está na vitrine das feiras realizadas em Esteio – veja ao lado algumas das atrações do evento, que vai até domingo e foi oficialmente aberto ontem.
    – Nosso principal desafio é buscar maior eficiência e competitividade. Nesse sentido, o que mais nos preocupa é o PL 214 – afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS).
    Jorge Rodrigues, presidente da Comissão de Leite da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), lembra que o que atinge a indústria, inevitavelmente, afeta o produtor:
    – Isso pode nos colocar em dificuldade com outros Estados. O consumidor olha o produto pela qualidade, mas também pelo preço.
    Se por um lado o secretário da Agricultura, Ernani Polo, garante haver clareza no governo de que não se pode fazer nada que impacte os negócios, por outro, o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, explica que esse projeto é importante na recuperação do equilíbrio financeiro do Estado.
    – Na configuração que está, não tem como o projeto ser votado. Tiraria a competitividade do Estado. Não adianta querer sacrificar um setor – entende Polo.
    Branco alega, no entanto, que a lei autoriza um estudo mais aprofundado da situação das empresas. E não dá indícios de que o governo deva recuar, embora se diga aberto ao diálogo:
    – Todos os setores terão a possibilidade de apresentar seus argumentos.
    Uma das razões a serem citadas certamente será a de que o segmento passa por um momento de recuperação, depois de queda, por dois anos seguidos, na produção. A expectativa é crescer 3% em 2017. Outro ponto a ser considerado é o de que 104 mil famílias vivem da produção de leite, que está presente em 95% dos municípios do Rio Grande do Sul.
    no radar
    A eficiência na produção de leite começará a ser reconhecida no Estado. A Secretaria da Agricultura definiu ontem, em reunião da câmara setorial, a criação de um prêmio para destacar o melhor produtor.
    R$ 120
    milhões
    é o investimento a ser feito pela Italac nas unidades do Estado. O governo deve anunciar na segunda-feira a novidade, que permitirá alçar a planta de Passo Fundo à condição de segunda maior em produção de leite condensado.

  • BEM DE PERTO

    A feira é uma oportunidade dos pequenos verem de perto vacas leiteiras em exposição – 115 exemplares da raça holandesa foram inscritos. Entre ontem e hoje, 400 crianças de 18 escolas da rede municipal de Esteio passarão pelo parque Assis Brasil, em Esteio.
    Além da visita aos animais, a gurizada confere peças de teatro. Por meio da vaca Mimosa, os espectadores ficam sabendo sobre a importância do consumo de leite.
    Os organizadores estimam que 30 mil pessoas devem passar pelo local até domingo. A entrada no parque é gratuita. Os portões abrem às 9h.

  • AS CAMPEÃS

    Quando se trata de Expoleite e Fenasul, não pode faltar o tradicional banho de leite. A festa serve para comemorar os resultados do concurso que premia as campeãs na produção.
    Desta vez, quem levou a melhor na categoria adulta foi a vaca Festileite P. Ferraboli 266 Damasco, com 73,34 quilos. Ela é da propriedade de Paulo Ferraboli, de Anta Gorda. Na categoria vaca jovem, foi Sini Braxton Jitske, com 63,5 quilos, de Carlos Wallauer, de Salvador do Sul.

  • À VONTADE

    Com o objetivo de estimular o consumo de derivados do leite e de atrair o público urbano, foi criado o espaço do Pub do Queijo. O tíquete custa R$ 35.
    – A estimativa é atender cem pessoas por dia, em média. Considerando que têm acesso livre à mesa e todos os pratos são feitos com queijo, devem ser usados 120 quilos do produto – afirma o chef Joaquim Aita.

  • Fonte: Zero Hora