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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein OPERAÇÃO DA PF PODE MEXER NO MERCADO

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    Em um intervalo de menos de dois meses, o setor de proteína animal foi sacudido por duas operações que tinham no centro das investigações empresas do segmento. Claro que há uma diferença gigantesca entre a Carne Fraca e a Bullish, deflagrada na última sexta-feira.
    A primeira foi resultado de apuração sobre a qualidade do produto colocado no mercado – e o desfecho, um tanto quanto desastroso por conta dos excessos e equívocos na divulgação dos dados, todos conhecemos. Colocou em xeque a produção brasileira e envolveu líderes de mercado.
    A segunda ação trata de questões internas de uma dessas gigantes: a JBS, dona das marcas Friboi e Seara. Conforme nota da Polícia Federal, os despejos de recursos públicos via BNDESPar tiveram tramitação recorde e foram executados “sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos”.
    O apetite insaciável da JBS sempre alimentou rumores – em 2010, em meio à crise econômica, a companhia adquiriu outras marcas que afundaram. A empresa, que se tornou líder mundial no processamento de proteína animal, se defende e nega irregularidades nas operações com o BNDES. Mas o resultado dessa operação poderá determinar uma mexida nas peças do tabuleiro do mercado hoje altamente concentrado.

    EQUILÍBRIO
    A classificatória uruguaia do Freio de Ouro carimbou o passaporte de sete conjuntos para a grande final da prova, em Esteio. Foram quatro machos. Entre as fêmeas, só três alcançaram a nota mínima necessária.
    O primeiro lugar entre os cavalos foi PG Mackenna (média 19,346). Das éguas, levou a melhor Ilusionada Constancia 1002 (foto), com média 20,206.
    – A principal característica foi o equilíbrio da prova. Se chegou a animais bastante competitivos, que podem fazer um bom papel na final do Freio de Ouro – comenta Rodrigo Py, um dos jurados.
    O circuito da competição, organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), continua. A próxima classificatória será em Esteio.

  • NO RADAR

    O Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs) está sob nova direção. João Mário Darós, que era vice-presidente, assumiu agora o comando da entidade. Ele fica no cargo até o ano de 2019.


    DEVEM SER LANÇADOS NESTE MÊS EDITAIS PARA A VENDA DAS UNIDADES DE SANTA BÁRBARA E PASSO FUNDO DA COMPANHIA ESTADUAL DE SILOS E ARMAZÉNS (CESA). A DE CRUZ ALTA É OUTRA QUE SERÁ NEGOCIADA.


    PEDRO EDUARDO DE FELÍCIO
    Médico veterinário
    O médico veterinário e professor aposentado da Unicamp Pedro Eduardo de Felício se tornou referência em qualidade de carne. Ele vem ao Estado na quarta-feira, para palestra na Exposição Nacional de Hereford e Braford, que começa hoje e vai até sexta, em Alegrete.
    Ainda há impactos da Ope­­ração Carne Fraca?
    As coisas estão caminhando bem. O Ministério da Agricultura e o ministro Blairo Maggi fizeram esclarecimentos aos exportadores. Nas vendas externas, acredito que vamos, inclusive, crescer. Existe um mercado em expansão na Ásia, principalmente para suíno e frango. Se esperava que os EUA embargassem, mas isso não ocorreu.
    Existe espaço para carne nobre mesmo com a crise?
    O potencial é bom, vinha crescendo. Inclusive o Brasil importava para dar conta da demanda. Boa parte dessa carne é produzida e consumida no Rio Grande do Sul. Existe classificação de carnes: a extra premium e a premium, que atendem a restaurantes, a grill, de cortes mais pesados, e a do dia a dia, de gado mais jovem.

  • DE VOLTA AO COMANDO DA CESA

    Afastado no mês passado por liminar, o presidente da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), Carlos Vanderley Kercher, está de volta ao cargo. Decisão referente a recurso feito pelo Estado anulou a definição anterior. A Justiça determinou que, após ouvir o presidente, o juiz de 1º grau analise outra vez o caso e dê nova sentença.
    Kercher argumenta que, quando entrou no Estado, em 2015, não havia impedimento para que ocupasse o cargo, já que a Lei da Ficha Limpa estadual foi aprovada em 2016. A liminar que levava ao afastamento decorria de ação civil movida pelo Ministério Público. A avaliação do órgão é de que Kercher não poderia exercer a função por não ser ficha limpa – está inelegível até 2022 após ser condenado por captação ilícita de votos e abuso de poder econômico na eleição de Tupandi, em 2012. Prefeito de 2009 a 2012, se reelegeu, mas teve o mandato cassado.
    – Não vejo prejuízo por eu estar na presidência. Tive essa condenação, perdi meu cargo e estou pagando multa – afirma o presidente da Cesa.

  • Fonte : Zero Hora