.........

CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein O QUE SE VIU NO PENTE-FINO DOS FRIGORÍFICOS

.........

 

  •  

    Três frigoríficos com processo para cassação de registro ou seja, que não poderão mais funcionar. Esse é o saldo do primeiro round de auditorias realizadas pelo Ministério da Agricultura após a Operação Carne Fraca. Conforme o secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, foi iniciado um procedimento para cancelar o Serviço de Inspeção Federal (SIF) de duas unidades do Peccin, uma em Jaraguá do Sul (SC) e outra em Curitiba (PR), e de uma planta da Central de Carnes, em Colombo (PR).
    Foram analisadas 302 amostras. Dessas, 31 (10,2% do total) tinham problemas classificados como de ordem econômica e oito (2,6% do total) apresentavam risco à saúde pública.
    No primeiro grupo, estavam lotes de embutidos do Frigorífico Souza Ramos com ácido sórbico, cujo uso não é permitido para salsichas e linguiças. E também frango com excesso de água produzido por BRF de Mineiros (GO) e Frango DM e excesso de amido em salsichas do Peccin.
    O risco à saúde veio de sete laudos de hambúrgueres contaminados por salmonela, do frigorífico Transmeat. Também foi constatada a presença da bactéria estafilococos na linguiça cozida do Frigosantos.
    O ministério promete seguir com a fiscalização e antecipou o calendário de auditorias. Já estão sendo avaliadas unidades em Pernambuco, Bahia, Tocantins, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Manter a vigilância faz bem e é mais do que necessário para reconquistar a confiança dos consumidores dentro e fora de casa.
    Pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o impacto da Operação Carne Fraca foi maior no mercado interno do que no externo.
    Os preços do boi gordo e da carne bovina, que já estavam enfraquecidos, caíram ainda mais após a ação da Polícia Federal. Indicador do boi gordo Esalq/BM&FBovespa (São Paulo) acumulou recuo de 3,72% em março. Entre 29 de março e 5 de abril, a queda foi de 5,5%. Nos embarques, apesar das restrições impostas, houve alta de 24%.

  • CONTRAPONTO

    O QUE DIZEM AS EMPRESAS*
    -BRF: os resultados das análises do Ministério da Agricultura foram divergentes dos obtidos nos controles realizados diariamente na unidade. A empresa solicitou contraprova.
    -Frigosantos e Frango DM: as empresas informam que não foram comunicadas oficialmente sobre os laudos do ministério. Quando isso ocorrer, deverão solicitar a contraprova das análises.

  • CABEÇA A CABEÇA

    Os estreantes no circuito do Freio de Ouro já entraram em pista no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Ontem, foi dia da prova de morfologia da seletiva que reúne animais que nunca participaram do ciclo. Ao todo, 48 machos e 48 fêmeas disputam 16 vagas na grande final da competição organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), que ocorre durante a Expointer.
    Nas fêmeas, saiu na frente Hermosura do Capão Redondo, da cabanha Capão Redondo, de Barra do Ribeiro, que teve média de 7,767.
    – O que chamou a atenção foi a proximidade de nota dos exemplares. Tivemos três quartos da prova com média morfológica parecida – diz João Arisio, um dos jurados das fêmeas.
    Entre os machos, o líder foi JA Mate Amargo, da cabanha Santa Edwiges, de São Lourenço do Sul, com média de 8,500.
    A prova de morfologia avalia os atributos físicos do cavalo crioulo. O animal precisa ter um biotipo que embase a parte funcional. Hoje começam as provas funcionais, que se estendem até domingo, quando serão conhecidos os vencedores.
    O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, participa hoje de debate sobre os impactos da Operação Carne Fraca no agronegócio brasileiro. O evento faz parte da programação do Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura do RS, da Famurs.

  • NO EMBALO DA SUPERSAFRA

    Na carona da produção recorde, a indústria de máquinas agrícolas colheu bons resultados no primeiro trimestre. As vendas somaram 9,8 mil unidades, alta de 41,1% em relação a igual período de 2016 (veja abaixo).
    – Com a supersafra, o produtor se obrigou a comprar mais máquinas. Houve demanda muito grande por colheitadeiras – analisa Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers).
    O setor se mostra preocupado, no entanto, com o novo Plano Safra. Tem sido levantada a hipótese de que o juro das linhas de financiamento passará a ser variável e ficará atrelado à taxa básica (Selic).
    – Se isso acontecer, as vendas reduzirão bastante – entende Bier.
    O pedido do segmento é para que haja um teto para o juro.

  • NEGÓCIOS ADUBADOS EM 2017

    A indústria de fertilizantes projeta crescimento de 23% nas vendas deste ano, somando R$ 7,1 bilhões, conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo).
    – É importante ressaltar que, do final do ano passado, quando foi feito o levantamento sobre as expectativas dos empresários, para o atual momento, houve uma piora na percepção do mercado em razão de alguns fatores: queda nos preços de soja e milho (quase 20% de redução), certa dúvida com relação ao crédito e incertezas no cenário político – afirma Anderson Ribeiro, diretor de Comunicação Social da Abisolo.

    Fonte : Zero Hora