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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein NOVO PRAZO PARA REGRAS DE CRÉDITO FUNDIÁRIO

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    Não chega a ser novidade, mas a diferença entre anúncio feito e regra válida emperra o acesso ao financiamento para compra de terra no Brasil. No final de maio, quando lançou o Plano Safra familiar, o governo federal comunicou que o valor limite para os financiamentos seria ampliado de R$ 80 mil para R$ 140 mil. Até agora, no entanto, essa mudança continua sendo apenas uma promessa.
    Para que o novo teto dos financiamentos entre em vigor, é preciso que seja publicada a regulamentação.
    A previsão inicial era de que o texto fosse apresentado ao Conselho Monetário Nacional no fim de junho. Depois, que sairia ontem. Agora, segundo a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), a estimativa é de que as informações sobre o novo formato do programa saiam ainda neste mês.
    Segundo Márcio de Andrade Madalena, delegado federal da Sead no RS, reunião que ocorreria com Raquel Santori, subsecretária de Reordenamento Agrário, foi adiada. Delegados regionais foram convocados para treinamento na próxima semana, em Brasília.
    – Espero que, depois desse treinamento, saiam as datas para o regramento. Também quero discutir as particularidades do Estado no programa – afirma Márcio.
    Em 2017, foram finalizadas apenas 14 propostas de crédito fundiário no Rio Grande do Sul. Todas, no entanto, são de pedidos represados do ano passado. Em 2016, houve somente 24 contratações.
    Enquanto isso, há demanda reprimida por crédito fundiário. Só na Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), são mil interessados.
    – Trocou o governo, mas continua a mesma coisa. O programa está praticamente parado, não estamos contratando nada – afirma Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS.
    Rui Valença, coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), também se mostra preocupado com o acesso à terra:
    – O governo acaba anunciando, e na hora de regulamentar que se veem as verdadeiras dificuldades.
    Em meio ao vaivém, o produtor familiar não tem outra alternativa se não esperar. Quando anúncios são feitos, melhor aguardar que estejam em vigor para comemorar.

  • A CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DO ESTADO (CEASA) ESTÁ COM EDITAL DE LICITAÇÃO DE BOXES E LOJAS ABERTO. O PRAZO PARA ENTREGA DE PROPOSTAS E DOCUMENTOS VAI ATÉ AS 10H DO DIA 31 DESTE MÊS. INFORMAÇÕES PODEM SER OBTIDAS PELO TELEFONE (51) 2111- 6627.

  • COM INTERESSE, SEM VENDA

    Embora tenha um forte candidato à compra da unidade de Santa Rosa, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) não consegue vender a estrutura. Pela segunda vez, terminou deserta a licitação, que tinha abertura de envelopes com propostas marcada para ontem. Agora, a diretoria avaliará, em reunião que ocorre hoje ou amanhã, se ainda tenta negociar ou se entrega a filial à Justiça, para leilão.
    O grande entrave para que o acerto saia está no valor. A unidade foi avaliada em R$ 12,4 milhões. A grande interessada é a Cooperativa Tritícola de Santa Rosa (Cotrirosa), que desde o ano passado arrenda a estrutura da Cesa no município. O imóvel deverá ser retomado pela companhia.
    – Manifestamos por escrito nosso interesse. Só não concordamos com o valor – explica Eduino Wilkomm, presidente da cooperativa.
    Presidente interino da Cesa, Claudio Cava Correa diz que “não é possível baixar o preço avaliado”. A planta de Santa Rosa tem capacidade total de 40,5 mil toneladas. Os silos “estão cheinhos”, afirma Wilkomm, reflexo da supersafra colhida no Rio Grande do Sul e da comercialização lenta do grão. A venda de unidades faz parte de estratégia anunciada em março deste ano pela Secretaria da Agricultura. O objetivo é utilizar os recursos provenientes dos negócios para pagamento de acordo trabalhista fechado com o Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais do Estado do Rio Grande do Sul (Sagers). Na lista da primeira fase, estão seis unidades, avaliadas em R$ 54 milhões.
    Dessas, até o momento, só duas foram vendidas: a de Júlio de Castilhos e a de Nova Prata, totalizando R$ 8,38 milhões. Edital para venda de Cruz Alta deve sair nesta semana.

  • MATE NO CONGRESSO

    Vai ter mate quente no Congresso. Os deputados também poderão aprender como preparar a bebida típica com a ajuda da Escola do Chimarrão. A iniciativa marca o lançamento da Frente Parlamentar da Erva-Mate, amanhã, e audiência pública, na quinta.
    – Precisamos ampliar o debate sobre a cultura a fim de sanar os gargalos e promover o aumento do consumo e da produção – afirma o presidente da frente, deputado Heitor Schuch (PSB).
    Diretor-executivo do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), Roberto Ferron explica que existem várias demandas, algumas já sendo tratadas dentro da câmara setorial e da frente parlamentar da Assembleia. Seguro agrícola – que hoje não existe –, facilidade de crédito para modernização do parque industrial e políticas públicas estão na lista. Mas a grande briga é para incluir o produto na merenda escolar e nas compras institucionais.

  • NO RADAR

    A Marfrig ampliará em 25% a capacidade de abate de bovinos no país. A partir da segunda quinzena do mês, serão reabertas as unidades de Nova Xavantina (MT) e Pirenópolis (GO). Desde junho, há expansão do processamento em quatro frigoríficos. A mudança seria pela maior oferta de animais e pelo cenário macroeconômico.

  • EMBATE NA LARGADA

    Tema de reportagem do caderno Campo e Lavoura deste final de semana, o projeto de lei que permite terceirizar parte das atividades de vistoria de produtos de origem animal no Estado mal chegou à Assembleia e já provoca polêmica. A proposta foi encaminhada em regime de urgência. Para acelerar a tramitação, deputados da base tentam pular etapas, como a publicação da matéria no Diário Oficial da Assembleia. A oposição se articula para vetar essa iniciativa. Se três bancadas forem contra, o PL terá de ser publicado, o que, segundo o deputado Pedro Ruas (PSOL), poderia significar prazo de 30 dias para debate. Além do PSOL, há expectativa de que o PT e o PC do B apoiem o veto.
    – Vamos exigir a publicação para ter mais tempo de debate. As pessoas têm que saber o que representa o fiscal contratado pela própria indústria. É a saúde da população que está em jogo – afirma Ruas.

    Fonte : Zero Hora