CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein MOVIMENTO ALÉM DO PARQUE

 
  • O período da Expointer costuma representar uma boa temporada, também, para a rede hoteleira da Região Metropolitana. O Sindicato de Hospedagem e Alimentação (Sindha) está finalizando um levantamento sobre a ocupação no período. Na média dos nove dias da feira, em 2014, foi de 70%, chegando a 100% nos dias de maior movimentação. O último final de semana do evento, realizado no parque Assis Brasil, em Esteio, costuma ser o de menor movimento para os hotéis.
    – A expectativa é de que a ocupação deste ano seja equivalente à do ano passado pela condição do agronegócio – avalia Ricardo Ritter, vice-presidente de hotéis do Sindha.
    Porto Alegre e a Região Metropolitana têm 25 mil leitos à disposição dos visitantes.
    O público, hoje, é mais variado do que era no passado, quando a predominância da procura por vagas era de criadores. Agora, há grande busca por parte de empresas. O tempo médio de hospedagem ficou mais curto, em média, duas noites. Costumava ser de quatro a cinco noites.
    Futuramente, pelo contrato firmado neste ano entre governo do Estado e Bolognesi, o parque contará com um hotel. Além de centro de convenções e comercial.
    – Vemos isso como positivo, porque busca revitalizar a área. O hotel só é viável se o parque tiver movimento constante – pondera Ritter.

  • OBSTÁCULOS  A VENCER A TEMPO DA EXPOINTER

    Hoje será mais um dia importante na busca do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Faltando uma semana para o início da 38ª Expointer, a liberação da área de 143 hectares onde o evento é realizado ainda não ocorreu. O 8º Comando Regional dos Bombeiros (CRB) garante que existe tempo hábil, porque o assunto é tratado como prioridade.
    Uma reunião que tem o PPCI como pauta está marcada para hoje à tarde. Ontem, a RS Prevenção de Incêndios, empresa contratada para executar o plano, entregou novo documento, com os ajustes solicitados pelos bombeiros.
    – A primeira análise foi feita, e emitimos uma notificação de correção. Apontamos a necessidade de ajustes no plano – explica o tenente-coronel Darlan da Silva Adriano, comandante do 8º CRB.
    Com os ajustes apresentados, é feita nova análise e, só então, ocorre a vistoria do espaço, etapas fundamentais para que a área seja liberada.
    – Estamos aguardando a nova manifestação dos bombeiros. Mas confiamos que vai dar – afirma André Petry da Silva, secretário-substituto da Secretaria da Agricultura.
    Por enquanto, a pasta não trabalha com a possibilidade de um canetaço para a liberação do parque. Nos demais PPCIs – de estruturas e de participantes – o ritmo está dentro da normalidade.
    Além do plano, há ainda um outro assunto sensível no caminho da Expointer: a possível paralisação dos fiscais. Se no próximo dia 31 houver comunicação do parcelamento dos salários do funcionalismo estadual, fiscais agropecuários prometem cruzar os braços durante o período de 1º a 4 de setembro, ou seja, em pleno andamento da exposição em Esteio.
    Por ora, o que está definido é uma manifestação no dia da abertura dos portões, 29 de agosto, e no desfile dos campeões, no dia 4 de setembro.

  • CONTAS REVISADAS

    A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz) está oferecendo orientação a produtores que queiram resgatar valores referentes ao período do Plano Collor. Neste ano, o Superior Tribunal de Justiça decidiu por ajuste no índice de correção monetária aplicado nos financiamentos rurais de março de 1990.
    – Toda vez que surge uma decisão na Justiça, cria-se uma expectativa. Há diferentes tipos de situações. Casos em que o produtor não tem direito, outros em que os montantes são pequenos. Nosso objetivo é dar orientação – explica Anderson Belloli, diretor-executivo da Federarroz.
    Qualquer produtor de arroz pode procurar a entidade. Os contatos podem ser feitos por telefone (55) 3422-9482 ou por e-mail federarroz@federarroz.com.br.

  • PERDAS NO POMAR

    Variedades tardias de bergamota cultivadas no Estado sofreram com a combinação de problemas climáticos e a ocorrência da doença conhecida como pinta-preta. O resultado é um prejuízo que varia entre 10% e 70% na bergamota montenegrina. A murcot também registrou problemas.
    – As três semanas de chuva influenciaram. E favoreceram a manifestação da doença. As perdas mais significativas são no Vale do Caí – explica Derli Paulo Bonine, assistente técnico regional de fruticultura da Emater.
    Variedades precoces, como a ponkan e a pareci, já haviam sido colhidas e, por isso, o resultado não foi afetado pela combinação de excesso de umidade e calor.
    A chuva em excesso provocou a morte de raízes e também levou à queda das frutas, conforme aponta levantamento da Emater divulgado ontem.

  • NO RADAR

    NOVO zum-zum-zum de possível fusão entre a Monsanto e a Syngenta levou o deputado federal Heitor Schuch (PSB) à tribuna da Câmara. A junção de duas gigantes na área de sementes e insumos agrícolas vai acabar com a concorrência saudável e necessária para o desenvolvimento tecnológico, afirmou o parlamentar.
    INDÚSTRIAS DE CARNE ENTRARAM COM PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA PARA TENTAR GARANTIR O FUNCIONAMENTO DE FRIGORÍFICOS NO ESTADO. ATÉ A NOITE DE ONTEM, A JUSTIÇA AINDA NÃO HAVIA SE MANIFESTADO. FISCAIS AGROPECUÁRIOS ESTADUAIS DETERMINARAM PARALISAÇÃO NAS UNIDADES DE INSPEÇÃO PERMANENTE HOJE.

    Fonte : Zero Hora