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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein MESMO CONTRATO, DIFERENTES VISÕES

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    O documento é o mesmo, mas a avaliação feita sobre o processo para a contratação emergencial da empresa RS Prevenção de Incêndios para a elaboração do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) do parque Assis Brasil, em Esteio, segue tendo avaliações distintas.
    Para a Secretaria da Agricultura, o não cumprimento de uma das três exigências – a necessidade de registro da empresa no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-RS) – não configura argumento para questionamento jurídico do contrato e, por consequência, de um eventual cancelamento do PPCI que permitiu liberar o parque, neste semana, para a 38ª Expointer.
    – Temos o maior respeito pelo conselho, mas consideramos a declaração do presidente leviana e precipitada – afirmou o secretário Ernani Polo.
    Era uma referência aos termos usados pelo presidente do Crea-RS, Melvis Barrios Junior, que classificou o procedimento como fraudulento e de valor superfaturado.
    Polo explicou que quatro orçamentos de empresas diferentes foram usados para montar um valor de referência – R$ 577 mil – para o pregão eletrônico, e a empresa escolhida fez a oferta de menor valor – que foi de R$ 442 mil.
    O procurador Alfredo Simon, da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) nas secretarias da Agricultura, Desenvolvimento Rural e na Cesa, diz que o órgão irá “estudar a possibilidade de interpelação judicial do presidente do Crea “. Em coletiva a jornalistas, foram apresentados documentos sobre o edital e também sobre PPCIs já executados pela empresa.
    A RS Prevenção de Incêndios protocolou ontem pedido de registro no Crea. A avaliação costuma demorar, em média, de 15 a 30 dias pois precisa ser aprovada em reuniões das câmaras da entidade.
    Apesar dos argumentos apresentados, Barrios Junior mantém a avaliação sobre o processo e diz que há chance de o contrato ser anulado. Afirma que a empresa não tinha registro e, portanto, não poderia ter sido selecionada. Também sustenta que os atestados de capacidade técnica “só têm validade se houver registro no Crea”:
    – Temos convicção plena de que a licitação foi ilegal.
    Até o fim do dia, o Crea encaminharia ao Ministério Público pedido de investigação sobre o processo. Ao que tudo indica, a discussão irá se estender.

  • RITMO RETRANCADO

    A venda de produtos químicos para o agronegócio engatou a marcha à ré na primeira metade do ano no Brasil. As vendas de defensivos agrícolas caíram 25% nos primeiros seis meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.
    Para o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a razão para esse resultado está em uma combinação de fatores, que vão da seca e altas temperaturas em algumas regiões do país – que diminuíram a infestação de pragas – até a alta do dólar.
    – A dificuldade de acesso ao crédito persiste e motiva o agricultor a esperar o momento certo para comprar – avalia Silvia Fagnani, vice-presidente executiva do Sindiveg.
    No cenário do Rio Grande do Sul, há ainda outras questões que influenciaram a redução das compras por parte do produtor. Uma delas é a diminuição significativa da área cultivada com trigo na safra de inverno, que se traduz em uma demanda menor.
    – Também houve ausência de financiamentos do pré-custeio e escassez e seletividade do crédito – complementa Antônio da Luz, economista do sistema Farsul.
    Para o segundo semestre, a tendência é de uma procura maior por agroquímico do que no primeiro. Ainda assim, não deverá ficar no mesmo patamar do ano passado. Essa retração na demanda não significa, no entanto, preços mais atrativos para o agricultor.
    – Mesmo que a indústria queime margens, não será possível ter os mesmos preços de 2014 por causa do câmbio – entende Luz.

  • ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA…

    No quesito pressão, a indústria está fazendo tudo que pode para tentar derrubar o projeto de lei do Executivo que reduz para 70% a apropriação de crédito presumido. Ontem, representantes dos segmentos de carnes e de leite reuniram-se com o secretário do Desenvolvimento, Fábio Branco. Ele ponderou que o ajuste fiscal passa por todos setores, mas disse haver espaço para tentar se chegar a um acordo.
    – Para votar o projeto, precisamos ter convicção de que não vamos inviabilizar nenhum setor – pondera o deputado estadual Sérgio Turra (PP), que participou do encontro.
    Uma nova reunião deverá ser marcada com o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, que hoje deve receber representantes do setor de leite – Instituto Gaúcho do Leite, Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados e Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios. O argumento é de que a medida tira a competitividade frente aos outros Estados.

  • A Expointer é um momento ímpar para as agroindústrias divulgarem seus produtos a um público diverso. Estimamos que 80% dos visitantes da feira circulem pelo pavilhão da agricultura familiar, que terá um número recorde de expositores neste ano.
    JOCIMAR RABAIOLI Assessor de agroindústria familiar da Fetag

  • NO RADAR

    A Justiça de Guarani das Missões aceitou ontem o pedido de recuperação judicial da Giovelli Cia Ltda. A indústria de óleos vegetais tem sua sede no município da região das Missões.

  • No balanço dos financiamentos do Plano Safra 2014/2015, o Ministério da Agricultura contabilizou R$158 bi em recursos liberados no período. Desse total, R$ 115,6 bilhões foram contratados para custeio e R$ 42,4 bilhões para investimentos.

  • Fonte : Zero Hora