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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein FATOR JBS NO MERCADO DE CARNE BOVINA

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    Quase um mês depois da delação premiada da JBS vir à tona, os efeitos do escândalo se intensificam no mercado de carne bovina do país. A maior preocupação vem do Brasil Central, onde há concentração de negócios.
    – Nos locais em que a presença da empresa é maior, a situação complica. Os pecuaristas estão com medo de vender – diz Lygia Pimentel, da consultoria Agriffato.
    A JBS chega a oferecer até R$ 12 a mais por arroba no Mato Grosso para conseguir matéria-prima, segundo a consultora.
    O receio dos criadores reflete a preocupação em entregar o produto e não receber, já que os pagamentos não são à vista. No MT, apesar da insegurança, o pecuarista tem ficado refém da marca. Em muitos casos, o frigorífico alternativo fica a mais de 1,5 mil quilômetros de distância, inviabilizando a operação.
    A orientação é para que o produtor tente vender à vista e se reúna em grupos para os negócios. E, sempre que possível, negocie com frigoríficos sem dificuldades.
    – Não é boicote, mas é uma situação de risco – completa Lygia, que na última semana expôs a situação do mercado em reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
    O Rio Grande do Sul, neste caso, vive situação diferenciada, inclusive com preços superiores. O Estado não tem frigorífico de bovinos da JBS e, pode-se dizer, ficou blindado à crise.
    – Isso ocorreu pela diversificação das plantas – argumenta Gedeão Pereira, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado.
    Segundo o Sindicato das Indústrias de Carnes e Produtos Derivados do RS, são 392 unidades de abates de bovinos no Estado.
    Credores da Cerealista Aurélio Goettems, em recuperação judicial desde outubro de 2015, têm assembleia geral marcada para os dias 27 de junho e 7 de julho, em primeira e segunda convocação. será no CTG Porteira do Cadeado, em Augusto Pestana.

  • NO RADAR

    A Operação Carne Fraca segue tendo efeitos sobre as exportações brasileiras de carne bovina. Pelo menos essa é a avaliação da Associação Brasileira de Frigoríficos. Números mostram que maio foi o quarto mês consecutivo de queda nos embarques. Em volume, o recuo foi de 10%, somando 113,41 mil toneladas. Em receita, de 5%, com US$ 465,7 milhões de toneladas.

  • O CUSTO DA CHUVA

    Os estragos causados na produção pela chuva das últimas semanas já começam a cobrar seu preço. Itens como as folhosas estão mais caros em razão da oferta menor. Na Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), de Porto Alegre, a alface teve alta de 158,62% em uma semana, passando de R$ 0,58 para R$ 1,50 a unidade. Na couve, o aumento foi de 86%, passando de R$ 0,67 para R$ 1,25 o molho.
    – A qualidade desses itens está muito ruim, e o valor dobrou ou triplicou. Alguns atacadistas já estão pensando em trazer as folhosas de outros Estados – afirma Ailton Machado dos Santos, diretor técnico operacional da Ceasa.
    Em muitos locais, as plantações ficaram alagadas (nas fotos, propriedades em Ijuí, no Noroeste). A produção de leite também foi afetada. Os animais tiveram dificuldade de alimentação.
    – O impacto vai se arrastar, no mínimo, por mais três semanas – observa Antônio Cesa Longo, presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).
    Segundo o dirigente, o inverno é período de entressafra de hortifrutigranjeiros no Estado, o que acaba encarecendo os produtos:
    – A chuva antecipou a tendência natural de alta da estação.

  • NA TRILHA DA VITÓRIA

    Caminhos diferentes foram percorridos pelos dois primeiros colocados na classificatória de Pelotas do Freio de Ouro, no final de semana. Entre as fêmeas, o lugar mais alto do pódio ficou com Las Callanas B Grandeza (foto). A égua, montada pelo ginete Ricardo Wrege, teve evolução crescente ao longo da seletiva.
    Entre os machos, a vitória ficou com RZ Assim És Embustero da Carapuça-TE. O animal foi montado pelo tricampeão do Freio Lindor Collares Luiz. O conjunto obteve as maiores notas nas duas etapas de campo.
    No total, oito animais garantiram vaga na final da competição, organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

    Fonte : Zero Hora