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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein EXPOINTER NO ALVODAS MOBILIZAÇÕES

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Depois de acenar com a possibilidade de realizar operação-padrão durante a 38ª Expointer, o que poderia comprometer a entrada dos animais que começam a chegar na próxima segunda-feira ao parque Assis Brasil, em Esteio , os fiscais estaduais agropecuários decidiram voltar atrás. Em assembleia realizada à noite, optaram por concentrar a mobilização em dois dias.
A primeira será na abertura dos portões, dia 29. A segunda, dia 4 de setembro, no desfile dos campeões.
– A questão do bem-estar animal e também o trabalho dos produtores rurais pesaram na decisão. Mas a gente quer deixar claro a relevância da nossa atividade durante a feira – argumenta Antonio Augusto Medeiros, presidente da Associação dos Fiscais Estaduais Agropecuários (Afagro).
Caso novo parcelamento de salários ocorra, os fiscais poderão, no entanto, paralisar as atividades entre 1º e 4 de setembro, ainda no período da feira. Hoje e amanhã, a inspeção de abates em frigoríficos da esfera estadual será mantida, ficando parada na sexta. Inspetorias e postos fixos de divisa manterão 30% das atividades.
Reconhecendo a legitimidade das reivindicações, entidades do setor se preocuparam, ontem, diante da possibilidade de redução no ritmo de entrada dos 2,3 mil animais rústicos e 4,7 mil de argola inscritos para a exposição.
– Há animais que vêm de outros Estados. Na admissão, é preciso ter presteza – afirma Eduardo Finco, presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac).
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, tem apelado ao bom senso dos servidores e diz não cogitar a hipótese da feira não sair:
– Esperamos que haja bom senso para que as coisas funcionem dentro da normalidade.
Depois do temporal que destruiu estruturas, da chuva que alagou o parque, da necessidade de elaborar o PPCI, a possibilidade de ficar sem o fundamental trabalho dos fiscais trouxe outra nuvem de preocupação sobre o parque que, por ora, se dissipou.

  • COLHEITA DE LÁ QUE MEXE AQUI

    Depois de uma primavera chuvosa, que tirou o sono dos produtores do Meio-Oeste dos Estados Unidos, a expectativa, às vésperas da colheita, é de um resultado melhor do que o imaginado.
    O excesso de umidade que alagou lavouras na região do chamado cinturão do milho – corn belt, em inglês – nos meses de abril e maio inflamou rumores de possíveis perdas na maior safra mundial de grãos, mexendo com os preços no mercado internacional. Os prejuízos, porém, tendem a ser pontuais.
    – Em dois meses, choveram 28 polegadas (o equivalente a 711 milímetros). A média do ano é de 36 polegadas (914 milímetros). Mesmo assim, teremos uma safra boa – estima Delmer Castor, gerente de grãos da Premier Cooperative, localizada em Champaign, no estado de Illinois.
    Proprietário da Parnell Farms, Richard Parnell (foto) espera colheita cheia nos mais de 600 hectares de soja e milho plantados.
    – Não será uma safra excepcional como no ano passado. Mas também não podemos reclamar – disse Parnell, ao mostrar lavouras a produtores gaúchos que participam de roteiro técnico nos EUA, organizado pela Cereais Werlang, de Ibirubá.
    Na semana passada, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos surpreendeu ao elevar a estimativa da safra americana de soja 2015-2016, superando a projeção de julho e ficando acima da expectativa do mercado. O mesmo ocorreu com as estimativas do milho, revisadas para cima.

  • ESCOLHA QUE FAZ A DIFERENÇA

    Em um momento de cautela e alta no custo de produção, a escolha da cultivar que melhor se encaixa em cada região pode garantir rendimento maior. Ensaios de cultivares em rede feitos pela Fundação Pró-Sementes em parceria com a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) mostram que, na soja, são pelo menos 20 sacas a mais. Nos 15 ensaios feitos em 10 municípios no Rio Grande do Sul, foi mapeado o desempenho de 66 das 118 cultivares registradas no Estado. Em Cruz Alta, a diferença entre o maior e o menor resultado foi de 45 sacas por hectare.
    – Pagar mais caro não significa melhor resultado. É preciso buscar a opção com melhor desempenho onde planta – diz Jorge Rodrigues, da comissão de grãos da Farsul.
    Diretor técnico e administrativo da Fundação Pró-Sementes, José Hennigen diz que o Brasil desperdiça o potencial para 150 sacas por hectare pelo descuido com fatores que são controláveis:
    – Perdemos cerca de 55 sacas por hectare desse potencial em questões como a escolha da cultivar, o vigor da semente e a gestão do plantio.

  • NO RADAR

    FALTOU GENTE para que a assembleia de credores da Promilk Laticínios fosse realizada. Com isso, a reunião foi adiada para a próxima semana. Produtores de leite que foram a Estrela, no Vale do Taquari, ontem, ficaram frustrados com o cancelamento.

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    SERÁ 35,1% MAIOR A CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DA UNIDADE DE PASSO FUNDO DA BSBIOS NO SEGUNDO SEMESTRE. COM AUTORIZAÇÃO DADA PELA ANP, O PROCESSAMENTO PASSARÁ DE 159,8 MILHÕES PARA 216 MILHÕES DE LITROS DE BIODIESEL POR ANO.

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    O valor projetado pelo Conseleite para o leite padrão em agosto é
    R$ 0,8291
    o litro, o que representa queda de 2,75% em relação ao preço consolidado em julho, que foi de R$ 0,8526.

  • O MODELO DO VIZINHO

    Por enquanto, o objetivo é só ver como funciona, na prática, o modelo adotado em 2010 por Santa Catarina, de terceirização do serviço de inspeção sanitária. Comitiva formada pelo secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, entidades do setor e os deputados Gabriel Souza (PMDB), Zilá Breitenbach (PSDB), Elton Weber (PSB) e Sérgio Turra (PP), da Comissão de Agricultura, fará visita técnica aos vizinhos. A missão é um dos desdobramentos da audiência pública que tratou do tema inspeção.
    No roteiro estão um frigorífico e uma indústria de laticínios. A ideia é ver na prática como funciona o sistema.

  • Fonte : Zero Hora