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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein EXPECTATIVA DE DEFINIÇÃO SOBRE PASSIVO DO FUNRURAL

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    Na corrida contra o relógio na busca pelos votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, o governo federal poderá dar hoje a resposta que os ruralistas querem ouvir para o impasse criado em torno do Funrural. Proposta costurada por Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) foi entregue à Receita Federal. E estará à mesa em reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
    Como o apoio dessa bancada é crucial para a reforma, o presidente Michel Temer deve apresentar solução para o passivo criado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou constitucional o pagamento do tributo antes da votação em plenário. Por isso, há expectativa de que possa sair desse encontro de hoje anúncio sobre a questão – o meio mais rápido seria via medida provisória.
    Sem revelar detalhes, o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, afirmou:
    – Temos de fazer revisão da alíquota e formatação para pagar o endividamento que ficou nesses cinco anos.
    É uma referência ao montante acumulado no período em que, baseados em decisão judicial anterior, muitos produtores obtiveram liminares para que deixassem de recolher a contribuição. A estimativa é de que a dívida some entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, sem correção e multa.
    Ontem, o secretário da Receita, Jorge Rachid, chegou para reunião com integrantes da FPA e da CNA com minuta de medida provisória, segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). Mas o documento não chegou a ser lido.
    – Nossa proposta é de redução da alíquota do Funrural para 1% (hoje é de 2%). Seria cobrada diferença percentual para quem deixou de pagar. Pedimos ainda a não cobrança de multas e juro – explica Goergen.
    À noite, as negociações seguiam e havia apostas de que uma resolução saísse ainda ontem. Agora, é ver se a pressa do governo combina com os anseios dos produtores.

  • NA DIREÇÃO DO OTIMISMO

    Embora a temporada de remates de outono tenha registrado preços menores do que os do ano passado, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) aposta em negócios acima da média atual para a 15ª Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas. O evento será no dia 27 de maio, dentro da 40ª Expoleite e 13ª Fenasul, em Esteio. Serão cerca de 700 animais angus, hereford, braford e devon. Em 2016, as vendas somaram mais de R$ 900 mil.
    – Minha meta é chegar aos R$ 6 por quilo do terneiro, pela qualidade dos animais da feira. Ela é na Região Metropolitana, mas vende para todo Estado – afirma Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul.
    O valor é acima das médias obtidas até o momento. Conforme o Sindicato das Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler-RS), para os terneiros, o valor médio está em R$ 5,51 ante R$ 6,16 em 2016. O número de animais vendidos também é inferior. São quase 10 mil terneiros a menos.
    – Diminuiu a oferta. Um dos fatores é a venda de terneiros em pé para fora. No ano passado, foram vendidos mais de 30 mil terneiros. Neste ano, não deve chegar a 20 mil – observa Jarbas Knorr, presidente do Sindiler-RS.
    Vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira aponta ainda o aumento das vendas diretas nas propriedades como razão para a redução de animais ofertados.

  • ECOS DA CARNE FRACA

    A Operação Carne Fraca segue tendo efeito nas exportações brasileiras. Mesmo com a maior parte dos mercados já normalizada, ainda há redução entre 3,5% e 4% nos preços. A constatação é do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
    – Acho normal, até natural, que alguns países nesses momentos tentem fazer com que os preços caiam – afirmou.
    Maggi embarca hoje para a Arábia Saudita, em um roteiro que tem, entre outros objetivos, reafirmar a qualidade da carne brasileira. Ele deverá passar também pelos Emirados Árabes, Kuwait e Catar.
    Mercados que se mantêm fechados aos produtos brasileiros, disse o ministro, não causam grandes impactos no comércio da proteína animal.

  • APOSTA NA SIMPLICIDADE

    A marca indiana Mahindra aposta na simplicidade de seus produtos para ganhar terreno no mercado brasileiro – onde desembarcou oficialmente em outubro no ano passado. Antes disso, desde 2013, era representada pela Bramont.
    Com fábrica em Dois Irmãos, no Vale do Sinos, a fabricante estima produzir 500 unidades nos próximos 12 meses. Na planta gaúcha, são fabricados dois modelos de até 92 cavalos – voltados à agricultura familiar.
    – A simplicidade dos nossos produtos é um diferencial. Mas isso não quer dizer ausência de tecnologia – diz Jak Torreta Junior, diretor-geral de operações da Mahindra Brasil.
    Com 16 concessionárias hoje, pretende chegar a 20 pontos de vendas até o final do ano. Na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a Mahindra anunciou parceria com a Tatu Marchesan em implementos agrícolas.

  • NO RADAR

    SAI HOJE decisão sobre recurso da chapa 1 feito ao Conselho Federal de Medicina Veterinária para anular a eleição do Conselho de Medicina Veterinária do Estado (CRMV-RS) sob o argumento de irregularidades. A vencedora foi a chapa 2, que era de oposição.

  • US$ 534,9 milhões,

    Foi a receita das exportações de carne suína nos quatro primeiros meses do ano, alta de 38,71% segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal.

Fonte : Zero Hora