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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – EX-FUNDAÇÃO FICA DE FORA DE EDITAL

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    Se na teoria o governo do Estado argumenta que a extinção da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) não trará nenhum prejuízo à atividade-fim, na prática, não é isso que está acontecendo. O agora Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária, vinculado à Secretaria da Agricultura, acabou ficando de fora de edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).
    O motivo? O entendimento jurídico do órgão de que a nova estrutura não pode ser considerada instituição de pesquisa. Esse é justamente um dos grandes temores de servidores do quadro, porque pode inviabilizar o trabalho. O departamento tem atualmente 13 bolsas da Fapergs, com validade até julho, explica Bernadete Radin, chefe da divisão de pesquisa:
    – Perdemos essa oportunidade.
    Como não participou da seleção, o departamento terá de esperar até o próximo ano para nova tentativa. Nesse meio tempo, ficará sem bolsistas, considerados fundamentais para o andamento do trabalho.
    – A partir desse entendimento da Fapergs, preocupa como outros órgãos de fomento à pesquisa irão se posicionar – alerta Caio Efrom, chefe de pesquisa da unidade em Taquari.
    A secretaria fez análise jurídica, a partir do posicionamento da Fapergs, enviado em memorando, e teve outra interpretação: a de que a pasta está apta a participar de editais.
    – Temos duas manifestações jurídicas em sentidos opostos – observa Luiz Fernando Krieger, procurador do Estado, agente setorial da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) na secretaria.
    A pasta encaminhou à PGE uma consulta em caráter de urgência. O tema será avaliado pelo procurador geral-adjunto para asssuntos jurídicos, Eduardo Cunha da Costa.
    Enquanto isso, pesquisadores seguem preocupados com futuros editais. Para completar, na última semana, os centros de Uruguaiana, Taquari e Santa Maria tiveram o fornecimento de energia elétrica suspenso durante três dias devido ao não pagamento de contas.
    Segundo André Petry da Silva, diretor-geral da secretaria, foi uma questão técnica, de migração do sistema da extinta fundação para a pasta que acabou ocasionando o atraso. O problema foi resolvido e a luz, restabelecida.

  • NO RADAR

    Será lançada oficialmente hoje a Expoleite/Fenasul. A feira, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, de 24 a 28 deste mês, terá nova proposta. Neste ano, a ideia é atrair maior quantidade de público urbano. Uma das ações será a elaboração do maior arroz de leite do Brasil.

  • OUTRO ÂNGULO

    A indústria de máquinas e equipamentos agrícolas chega ao mês de maio com resultados para comemorar.
    No acumulado de vendas do primeiro quadrimestre, registrou alta de 33,1%, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com a venda de 13,2 mil unidades. A Agrishow (foto), uma das principais feiras do agronegócio no país, também encerrou com cifras positivas: foram R$ 2,2 bilhões, crescimento de 13% na comparação com a edição do ano passado. Um dos destaques entre os segmentos presentes no evento foi o de irrigação, que teve aumento de 20%.
    Apenas na comparação entre abril e março é que há recuo na comercialização do setor, de 7,7%. Para Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), esse resultado reflete a sazonalidade do período de colheita e, também, um primeiro impacto da decisão que considerou constitucional a cobrança do Funrural.
    Olhando para a frente, a projeção é de que as fabricantes sigam tendo bons resultados ao longo do ano. A confirmação da estimativa depende, no entanto, do que o governo desenhará para o Plano Safra.
    – O importante é que se tenha juro fixo. Se for variável, com certeza atrapalhará os negócios – afirma Bier.

  • EMPRESA GAÚCHA MOSTRA VIGOR AOS 70

    Homenageada durante a Agrishow pelos 70 anos que comemora em 2017 e pelo diferencial no desenvolvimento de tecnologia, a gaúcha Fockinck, que produz equipamentos de irrigação, fechou a participação na feira realizada em Ribeirão Preto (SP) com negócios em alta. As vendas foram 35% superiores em relação à edição do ano passado.
    – Mudou muito o ambiente do ano passado para cá. Mesmo com a redução nos preços das commodities, as altas produtividades obtidas na safra de verão ainda tornam os negócios atrativos – pondera Siegfried Kwast, diretor superintendente da empresa.
    Pivôs com telemetria são os mais procurados pelo agricultor que, mais do que usar tecnologia, tenta suprir a carência de mão de obra.


    HOJE É O ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES NO PROGRAMA AGRINHO, DO SENAR-RS. DESDE A PRIMEIRA EDIÇÃO ESTA É A 15ª , MAIS DE 6 MILHÕES DE ALUNOS JÁ PARTICIPARAM DA INICIATIVA. A COMISSÃO JULGADORA SELECIONARÁ OS MELHORES DESENHOS E TEXTOS EM 11 DIFERENTES CATEGORIA. MAIS INFORMAÇÕES EM SENAR-RS.COM.BR.

  • GANHANDO RITMO

    As contratações de linhas de custeio e pré-custeio no Estado ainda estão engrenando. No Banco do Brasil, que responde por 60% do crédito agrícola no Rio Grande do Sul, as propostas em carteira ou com dinheiro liberado somam R$ 600 milhões.
    – Gostaríamos de já ter chegado a R$ 1 bilhão – afirma João Paulo Comerlato, gerente de mercado agronegócios do BB no Estado.
    O envolvimento com a colheita seria um dos fatores que explicam essa retração. A meta total do banco para esses financiamentos é R$ 2 bilhões. Em 2016, chegou a R$ 1,5 bilhão.


    Efeitos da Carne Fraca ainda aparecem na exportação. Em abril, a carne bovina somou 88,95 mil toneladas, queda de 18% em relação a igual mês de 2016, segundo a Abrafrigo.
    O Programa Carne Certificada Angus quer chegar à China. Na próxima semana, diretores da iniciativa desembarcam em Xangai, onde participam de uma das principais feiras de alimentação. “A China é um mercado gigante. Abrir uma pequena janela de consumo já representa ganhos exponenciais ao Brasil”, avalia Fábio Medeiros, gerente do programa.

Fonte : Zero Hora