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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein ESTADO DE OLHO NA INSPEÇÃO PRIVADA

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    Depois de conhecerem de perto o sistema implantado em Santa Catarina, deputados da Comissão de Agricultura devem montar proposta para projeto-piloto que permita a contratação de médicos veterinários privados para trabalhar na inspeção de indústrias submetidas à fiscalização estadual. Hoje, o serviço que verifica condições higiênico-sanitárias da produção é responsabilidade pública, na figura dos fiscais agropecuários.
    – Quando vemos um modelo novo, que contribui para que os gargalos do setor sejam diminuídos, precisamos testar. Devemos estudar a questão e talvez apresentar proposta conjunta – afirma o deputado Elton Weber (PSB).
    Comitiva que inclui os deputados Gabriel Souza (PMDB), Zilá Breitenbach (PSDB) e Sérgio Turra (PP), entidades ligadas à indústria e o secretário da Agricultura, Ernani Polo, foi conhecer de perto o modelo adotado em 2010 pelos catarinenses. Também receberam informações sobre o sistema paranaense, um pouco diferente.
    – Temos de avaliar o modelo. É preciso distinguir inspeção da fiscalização. A fiscalização é obrigação do setor público. Outra coisa é a inspeção – pondera o secretário gaúcho.
    Presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri diz que a decisão de adotar o sistema veio para eliminar a clandestinidade:
    – Tínhamos mais de seiscentas empresas e 40 médicos veterinários na inspeção.
    A contratação dos profissionais é feita por empresas credenciadas – hoje são 11 – que realizam o serviço, cobrando por hora trabalhada – de R$ 50 a R$ 100.
    – É seguro porque a palavra final é do serviço público, que fiscaliza – entende Barbieri.
    A terceirização da inspeção, no entanto, é criticada pelos fiscais.
    – Só o profissional concursado tem a isenção necessária. E a inspeção não pode ser separada da fiscalização – argumenta Fátima Pereira, vice-presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS.

  • AUXÍLIO PARA BANCAR CUSTOS

    Para levar animais para a 38ª Expointer, a Associação de Criadores de Gado Jersey contará com apoio financeiro do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Pela parceria firmada nesta semana, a entidade de criadores receberá R$ 20 mil. Ajuda que é bem-vinda para participação da raça, que tem 128 animais inscritos, na feira.
    Em maio deste ano, os custos com transporte e manutenção dos animais no parque Assis Brasil, em Esteio, somado ao baixo preço do leite, fizeram com que os criadores desistissem de participar da Expoleite-Fenasul.
    – Faz parte das atribuições do instituto esse apoio a ações de fomento à cadeia leiteira – explica Ardêmio Heineeck, diretor-executivo do IGL.

  • SEM PIRATAS NAS LAVOURAS

    Na tentativa de frear o avanço das sementes piratas nas lavouras, a Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov) tem recorrido à Justiça. Em ações movidas pela entidade, fecha-se o cerco à produção ilegal. Na semana passada, 100 mil quilos de sementes de soja sem procedência foram apreendidos em Cachoeira do Sul, em cumprimento à mandado de busca e apreensão da 2ª vara cível da comarca do município. O material está recolhido.
    – Estamos fazendo um trabalho mais agressivo para dar a mensagem ao mercado. O agricultor pode salvar semente, mas existem regras para isso – pondera Ivo Carrara, presidente da Braspov.
    O Rio Grande do Sul tem um dos menores percentuais de semente legal – de 30% a 40% apenas. A média brasileira é de 70%. A entidade, que representa 23 empresas, alerta para os riscos da pirataria.
    – Existe um regramento para a produção. O produtor do saco branco (como são chamados os sacos sem identificação das sementes piratas) não atende a padrões sanitários. Isso é de interesse de toda a sociedade – explica o advogado Mathieu Bertrand Struck, que representa a Braspov.

  • NO RADAR

    A indústria de leite e de carnes do Estado está fazendo toda a pressão possível para derrubar o regime de urgência do projeto de lei que altera o percentual de apropriação do crédito presumido. Ontem, reuniram-se com deputados da Frente Parlamentar do Setor Produtivo. Será feito um documento com apelo ao governo.

  • COMPETÊNCIA RECONHECIDA

    Pessoas e grupos que fazem toda a diferença nos resultados da produção agropecuária do Estado. Esses são os vencedores da segunda edição do prêmio Gente do Campo, concedido por Zero Hora e Federação da Agricultura do Estado (Farsul) durante a Expointer.
    Você pode conferir os escolhidos ao lado. Os troféus serão entregues em cerimônia que será realizada dia 29 de agosto, na Casa da Farsul.
    Na próxima terça-feira, no caderno Campo e Lavoura, a reportagem contará as histórias dos quatro agraciados.

  • OS HOMENAGEADOS

    JOVEM
    -Carolina Heller Pereira, Fazenda Montenegro, Rio Pardo
    PRODUTOR DO ANO
    -Nerlei dos Anjos, Fazenda Dois Angicos, Alegrete
    TECNOLOGIA
    -Sérgio Ferreira, Boa Vista do Cadeado
    EMPREENDEDORISMO
    -Ecocitrus, Montenegro

  • Fonte : Zero Hora