CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE

 
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    Depois de muito barulho e muita polêmica, o governo de Goiás decidiu voltar atrás e anunciou na sexta-feira a suspensão do decreto que previa a taxação das vendas externas de milho e de soja quando o volume ultrapassasse os percentuais estabelecidos no texto 70% no caso das tradings e 60% para as indústrias.
    O argumento para a tributação era o de que faltava produto para atender o mercado interno do Estado do Centro-Oeste, que precisava recorrer a outras unidades da federação para garantir o abastecimento, vendo o ICMS migrar para vizinhos como o Mato Grosso.
    Não foram apenas as entidades locais que se manifestaram. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também tomou para si a briga, aproveitando o gancho para enfatizar a opinião de que nenhum tipo de tributo é bem-vindo.
    O temor era de que o modelo se reproduzisse país afora. Mais do que isso, incentivasse o governo federal a adotar mecanismos que comprometam o resultado do setor. Em nota, a entidade manifestou repúdio a “atos governamentais como este, cuja consequência é apenas enfraquecer um dos setores mais produtivos do Brasil, que resiste à grave crise econômica que sofremos no momento”.
    Em tempos de reforma da Previdência, circulam informações – até o momento não desmentidas nem confirmadas pelo Planalto –, de que o governo pretende retirar a isenção da contribuição quando o agricultor tem parte ou toda a produção destinada à exportação. Em uma ação preventiva, federações e associações ligadas a produtores e indústria reagiram. Argumentos para barrar a ideia não faltam.
    O desempenho do agronegócio dentro e fora do país tem sido um dos poucos alentos à economia em crise. Com os resultados colhidos no campo, mexer nas regras que ditam as condições de operação do setor produtivo é mais ou menos como fazer alterações em um time que está ganhando.

  • NOVA ETAPA NA OUTORGA

    Um novo módulo de operação do Sistema de Outorga de Água do Rio Grande do Sul (Siout) deve entrar em operação a partir de março, segundo a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini. A ferramenta foi criada em dezembro do ano passado, com o objetivo de acelerar o fluxo para autorizações de uso.
    Na primeira etapa, foi liberado o cadastramento online, autodeclaratório. Nesse segundo momento, entram em funcionamento módulos de dispensa automática e autorização prévia para perfuração de poços.
    – A ideia até o fim de junho é estar com todo o processo automático – diz Ana.
    Produtores e entidades relataram dificuldades para obtenção da outorga pelo fato de o sistema não estar funcionando a pleno.
    A propósito: aprovados no concurso da secretaria foram chamados. Dos 55 que assumiram, a maioria está atuando na Fepam.

  • NO RADAR

    FOI ADIADA novamente a data da assembleia de credores da Camera, de 3 de março para 3 de maio, em primeira convocação. A solicitação partiu da empresa, que está em recuperação judicial.

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    APROVEITANDO A PRESENÇA DOS PRODUTORES E ATENDENDO A PEDIDO DAS ENTIDADES DO SETOR, A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REALIZA NA SEGUNDA-FEIRA, DIA 7, ÀS 13H30MIN, NA EXPODIRETO, REUNIÃO SOBRE O IMPACTO DA LEI KISS PARA O MEIO RURAL. A INICIATIVA, DOS DEPUTADOS ELTON WEBER (PSB) E FREDERICO ANTUNES (PP), QUER REUNIR SUGESTÕES PARA ALTERAÇÕES.

  • FEIRA QUE FLORESCE

    No parque onde será realizada a Expodireto-Cotrijal, em Não-Me-Toque, a ordem é acelerar o ritmo dos trabalhos. Até a sexta-feira, é preciso deixar tudo pronto para a abertura dos portões, daqui a uma semana.
    A grande expectativa para o primeiro dia da feira, no dia 7, é com a vinda da ministra da Agricultura, Kátia Abreu.
    – Esperamos o anúncio de recursos para o setor – diz Nei César Mânica, presidente da Expodireto-Cotrijal.
    O ministério sinalizou que deve trazer boas novas para o evento. Seriam recursos adicionais para as linhas de financiamentos de máquinas e implementos agrícolas.
    O dinheiro disponível para o Moderfrota – oficialmente, R$ 1,5 bilhão até junho, embora no mercado se fale em valor inferior, de R$ 1 bilhão – é considerado insuficiente para atender a demanda.
    Na área internacional, está confirmada a presença de 70 países. Neste ano, haverá novamente um auditório para palestras, que serão transmitidas online. Um dos pontos altos devem ser os debates sobre energias renováveis.
    – São várias empresas africanas com interesse neste assunto – conta Evaldo Silva Junior, coordenador da área internacional da Expodireto-Cotrijal.

  • CANETA PARA MANTER DIREITOS

    No primeiro dia útil de trabalho após a posse, o presidente da Federação dos Tralhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, sabe por onde começar. A entidade coletará assinaturas para abaixo-assinado, reivindicando que não sejam feitas alterações na aposentadoria rural.
    – Queremos ver se conseguimos convencer com diálogo.
    O assunto deu o tom dos discursos durante a concorrida cerimônia de posse, realizada na sexta-feira, em Esteio. Cerca de 450 pessoas, de trabalhadores rurais ao governador José Ivo Sartori, acompanharam o evento.

  • Fonte : Zero Hora