CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein CREA QUESTIONA CONTRATO DO PPCI

 
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    Quando a novela em torno do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) do parque Assis Brasil, em Esteio, parecia ter finalmente chegado ao fim, um problema no contrato emergencial, detectado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-RS) reacendeu a discussão. Notificação decorrente de fiscalização feita pelo conselho lançou dúvidas sobre o documento firmado pelo Estado com a empresa responsável pelo plano. Conforme o presidente do Crea, Melvis Barrios Junior, a RS Prevenção de Incêndios não poderia ter sido selecionada porque não tem registro na entidade:
    – Nos preocupa muito por ser um projeto que tem custo elevado, de R$ 442 mil. No momento do contrato, a empresa não tinha posição legal para ser habilitada.
    Além da notificação, uma multa no valor de R$ 1.778 foi emitida.
    Coordenador jurídico da Secretaria da Agricultura, Jivago Rocha Lemes admite que houve um equívoco em não se observar se a empresa tinha registro no Crea, uma das três exigências feitas para a contratação emergencial.
    As outras duas eram a necessidade do responsável técnico ter registro e a apresentação de atestados de capacitação técnica (serviços anteriores prestados). A falha em cumprir com o requisito de registro da empresa só veio a ser conhecida quando a entidade fez contato com a secretaria sobre a empresa contratada.
    – Diante do quadro de emergencialidade em si, fulminar esse contrato inviabilizaria a realização do evento (Expointer). A exigência está parcialmente cumprida – entende Lemes.
    Dono da RS Prevenção de Incêndios, André Rodrigo Pedroso confirma ter recebido a notificação no dia 17 de agosto e diz já ter encaminhado o pedido de registro no Crea de Viamão – onde fica a empresa, que funciona desde 2012.
    – A exigência para participar foi do atestado de capacidade técnica. Além disso, nosso responsável técnico tem registro no Crea – afirma Pedroso.
    Com o entendimento de que houve burla no procedimento, o presidente do Crea diz que irá comunicar o fato ao Ministério Público. Ontem, os bombeiros emitiram o laudo de desinterdição do parque. A três dias do início da Expointer, a secretaria garante que o PCCI não fica comprometido.

  • NA CONTAGEM REGRESSIVA

    Até sexta-feira, a coluna ouve representantes de entidades do setor para saber qual a expectativa para a Expointer deste ano.
    A Expointer é a grande feira do segundo semestre. Sabemos que o momento é difícil, em função de toda essa crise na economia. Mas, ainda assim, projetamos que poderemos alcançar 80% das vendas do ano passado.
    Claudio Bier
    Presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers)

  • DE VOLTA A ESTEIO

    Para comemorar os 25 anos da cabanha, os proprietários da Catanduva retornam ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, local de origem do primeiro Red Concert. O remate coloca em pista uma mistura de negócios com arte.
    – Como começamos com o Red Concert na Expointer, por uma questão saudosista, quis marcar os 25 anos da cabanha lá – explica Fábio Gomes, proprietário e fundador da Catanduva.
    Os resultados dos primeiros remates de elite da temporada realizados em São Paulo, mostram, segundo o pecuarista, que a genética angus segue valorizada:
    – A pecuária parece estar passando ao largo da crise.
    O leilão, marcado para 2 de setembro no restaurante internacional do parque, colocará em pista 40 fêmeas e seis touros PO selecionados. É da genética desenvolvida pela cabanha o atual campeão da raça angus da Expointer, o touro Maya Catanduva 300 Impávido, em uma parceria com a cabanha da Maya.

  • DEGUSTAÇÃO GIGANTE

    Está aberta a safra para a maior degustação coletiva de vinhos do mundo. Ao todo, 850 pessoas participarão da 23ª Avaliação Nacional de Vinhos, marcada para o dia 26 de setembro no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, organizada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE). Neste ano, 312 amostras foram inscritas e 120 enólogos já estão trabalhando na degustação de seleção – que reduzirá para 30% esse número. No dia da avaliação, 16 vinhos serão apreciados pelo público.
    – Esse evento traça um perfil das diferentes variedades da safra 2015 – explica André Peres Junior, diretor de eventos da ABE.
    Em geral, metade dos participantes costumam ser pessoas ligadas à produção de vinho. O restante são apreciadores da bebida. Neste ano, um sistema online dará maior agilidade para o conhecimento das notas.
    Cinco itens, dentro de parâmetros internacionais são pontuados: aspecto visual, olfativo, gustativo e apreciação global, sendo a de qualidade gustativa a de maior peso, 22%.
    As inscrições para participar da avaliação abrem em 3 de setembro e, para não associados, custam R$ 250.

  • NO RADAR

    Está marcada para hoje reunião de representantes das indústrias de carnes e leite com o secretário de Desenvolvimento, Fábio Branco. Na pauta, o projeto de lei do Executivo que reduz em 30% o percentual de apropriação de crédito presumido. O setor pede a derrubada, com o argumento de que prejudica a competitividade frente a outros Estados.
    PROPOSTA PARA ALTEERAÇÃO DA LEI DE CULTIVARES QUE TRAMITA NO CONGRESSO ESTEVE EM DISCUSSÃO NO ESTADO ENTRE SEGUNDA-FEIRA E ONTEM. OS DEPUTADOS JERÔNIMO GOERGEN (PP) E ALCEU MOREIRA (PMDB) OUVIRAM SUGESTÕES DE ENTIDADES DO SETOR. COMISSÃO ESPECIAL CRIADA PARA DEBATER O PROJETO TEM 60 DIAS PARA CONCLUIR O TRABALHO.

  • COM CHANCE DE MUDAR

    A sinalização dada pelo Ministério da Agricultura, de que irá avaliar as sugestões feitas por subcomissão gaúcha e de que vem ao Estado, em outubro, apresentar alternativas às regras do setor avícola, deixou um clima de confiança ao término de audiência pública realizada ontem em Brasília. O evento, na Câmara, debateu a necessidade de flexibilização das normas impostas pelas instruções normativas 56 e 59. O deputado Heitor Schuch (PSB) avalia que o ministério “demonstrou sensibilidade com a situação enfrentada pelos produtores gaúchos”.
    – Nosso trabalho será no sentido de garantir segurança sanitária, mas oportunizando a produção de aves e sua ampliação. Diremos isso ao Ministério da Agricultura – completa o deputado Elton Weber (PSB), relator da subcomissão de aves e avoseiros da Assembleia.

  • Fonte : Zero Hora