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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein Com Joana Colussi

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  • APOIO DISPUTADO NA ASSEMBLEIA

    Para aprovar o projeto de lei que prevê a terceirização da inspeção nas indústrias com fiscalização estadual, o governo precisará convencer a principal bancada de oposição: o PT. Com 11 parlamentares, o partido ainda avalia o projeto, mas segundo a líder Stela Farias há, majoritariamente, manifestação de contrariedade à proposta apresentada pelo Executivo:
    – Devemos fechar posição nos próximos dias, ainda antes do recesso. Essa questão é muito séria. Mesmo com a vigilância tendo hoje fiscais públicos, vivemos situações como a da fraude no leite.
    Deputados foram procurados por representantes da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro), que seguirão fazendo visitas nesta e na próxima semana. O próximo passo será tentar convencer deputados da base.
    – A gente sabe que é uma abordagem mais difícil. Mas vamos tentar que, pelo menos, questionem por que da urgência – argumenta Angela Antunes, presidente da Afagro, acrescentando que a tramitação normal permitiria que o projeto fosse melhor discutido.
    A coluna ouviu as quatro principais bancadas da Assembleia. O PMDB, que é governo, sinaliza, claro, com apoio. O deputado Vilmar Zanchin avalia que, com o texto devidamente esclarecido, a proposta não tenha muita rejeição.
    – Achamos que é algo que pode ajudar o setor produtivo. Será um avanço ao Estado – completa João Fischer, do PP, partido do secretário de Agricultura, Ernani Polo.
    O titular da pasta rechaça o termo terceirização. Diz que é habilitação, pela secretaria, para médicos veterinários prestarem o serviço. Ele também peregrina pelos gabinetes.
    O PDT não definiu posição. E entra na lista dos que ainda podem ser convencidos, de uma coisa ou de outra.

  • NO RADAR

    Missão do setor de proteína animal e do governo do Estado deverá desembarcar em novembro na Ásia. China, Japão e Coreia do Sul estão na lista dos países a serem visitados, por representarem mercados que interessam ao Rio Grande do Sul.

  • PARA GANHAR CRÉDITO

    Engatinhando no financiamento agrícola, a Caixa promete maior agilidade e menos burocracia na liberação de recursos para atrair produtores. Atuando no setor há apenas quatro anos, a instituição pública mais conhecida no financiamento imobiliário pretende aumentar a participação no agronegócio – hoje de 5%.
    – Estamos aprendendo a lidar com esse segmento, entendendo suas necessidades – disse Humberto Magalhães, diretor-executivo de produtos de varejo da Caixa, na apresentação do Plano Safra na Capital.
    Ao entrar no crédito agrícola, o banco fez pesquisa para identificar a percepção do produtor. Detectou excesso de burocracia e demora na liberação de recursos.
    – Focamos nessas questões, investindo em equipes especializadas para apressar a liberação sem comprometer a análise de risco do banco – explica o executivo.
    Para o Rio Grande do Sul, o volume no ciclo 2017/2018 é 60% superior.
    Na última safra, o setor arrozeiro respondeu por 47% do crédito acessado na Caixa, à frente dos produtores de soja, com 25%, e de maçã, com 6%. Para o próximo ano, a instituição planeja entrar também no crédito voltado à agricultura familiar, o Pronaf.

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    O PRESIDENTE DO BNDES, PAULO RABELLO DE CASTRO, SUGERIU À CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL QUE CRIE GRUPO PARA ACOMPANHAR A ATIVIDADE DOS FRIGORÍFICOS,EM CRISE DESDE AS DELAÇÕES DA JBS.

  • NO CONGRESSO E NA MERENDA

    Presidente da Frente Parlamentar da Erva-Mate, lançada ontem em Brasília, o deputado Heitor Schuch (PSB-RS) fez às vezes de garçom para oferecer bolo feito com o ingrediente. Também teve Escola do Chimarrão e mate à vontade na cerimônia. Hoje, o produto volta a ser o centro das atenções, desta vez em audiência pública.
    Entre as demandas do setor, está a inclusão da erva-mate na lista da merenda escolar e das compras institucionais.
    – Hoje, uma prefeitura pode comprar café, por exemplo, mas não erva-mate. São barreiras a serem superadas – diz Schuch.
    Em Ilópolis, no Estado, itens à base de erva-mate já estão incluídos na merenda escolar.

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    O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse que o Código Florestal foi uma das causas para aumento do desmatamento no Brasil nos últimos dois anos. Para ele, a concessão de anistia de multas por desmatamento ilegal levou à maior destruição de florestas.

  • FIM DE SAFRA

    O mês de maio registrou saldo negativo de empregos formais nos três segmentos do agronegócio gaúcho – antes, dentro e fora da porteira. O número de admissões (10.527) foi inferior ao de desligamentos (17.471), resultando na perda de 6.944 postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com os pesquisadores do Núcleo de Estudos do Agronegócio da Fundação de Economia e Estatística (FEE), o resultado segue a sazonalidade da safra de verão.
    Nos cinco primeiros meses do ano, de janeiro a maio, houve criação de 10.677 empregos no setor.

Fonte : Zero Hora