.........

CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein A OPORTUNIDADE QUE SE ABRE COM O MÉXICO

.........

 

  •  

    A euforia com o sinal verde dado pelos mexicanos para a compra de arroz brasileiro, como antecipou ontem a coluna, se justifica pelo peso desse mercado nas importações. É o segundo maior comprador do cereal no continente americano. Há um potencial enorme: em média, o México adquire de outros países entre 600 mil e 700 mil toneladas por ano do produto.
    – É importante porque é um país novo, que tem potencial de compra e valoriza a qualidade do produto brasileiro – avalia Tiago Barata, diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
    Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz-RS), Henrique Dornelles, o potencial brasileiro de venda para os mexicanos seria entre 150 mil e 200 mil toneladas.
    – É um mercado muito grande que está aberto, muda toda a conjuntura – afirma Dornelles.
    O Rio Grande do Sul responde por mais de 70% do volume nacional e exporta cerca de 15% da produção – em média, são 1,3 milhão de toneladas. O Brasil embarca 10%.
    – O México é um país dependente da importação. Supre 85% da demanda interna com arroz comprado de outros países. Essa aquisição vinha sendo concentrada nos Estados Unidos, mas nos últimos anos, estão buscando diversificar – complementa Barata.
    O Brasil vende arroz para 116 países. É considerado um exportador recente – iniciou os embarques em 2005 – e vem conquistando mercados pela qualidade.
    E é esse o diferencial do produto brasileiro – e gaúcho.
    – Existe demanda por arroz brasileiro em função da qualidade – confirma Dornelles.
    Com o México aberto, o país e o Rio Grande Sul miram agora novos alvos de venda para o produto: China, Nigéria e Rússia.

  • TEMPORADA DE NEGÓCIOS

    Além do plano que prevê a venda de 12 unidades, em duas etapas, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) tem fechado outros negócios. A filial de Bagé (foto), que estava desativada, teve contrato de reserva de espaço fechado com a Coradini Alimentos e a Probagé Sementes.
    – Isso permite que façam investimentos e operem o local por um período de 12 meses – explica Lúcio do Prado, diretor técnico e comercial da Cesa.
    Já está claro, no entanto, que esta unidade também irá à venda.
    Em Palmeira das Missões, também foi fechado contrato, com a Goldgrain Agroecereais.
    Na semana passada, foi anunciado o início das vendas de plantas. Duas já estão com o edital aberto: a de Júlio de Castilhos e a de Santa Rosa. Devem ser negociadas ainda Nova Prata, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Bárbara. Outro grupo de unidades será negociado no segundo semestre.

  • ALÉM DA CONTA

    Os resultados da 17ª Expoagro Afubra, realizada em Rio Pardo, foram além das expectativas iniciais. O público compareceu em peso e cresceu 15%, somando 92 mil pessoas nos três dias de feira.
    Os visitantes que vinham de longe, chegavam em ônibus de excursão. Os de perto, costumam passear pelo parque nos três dias.
    Os negócios também avançaram, somando R$ 53,8 milhões, aumento de 41% em relação ao resultado da edição do ano passado.
    – Foi acima do que a gente esperava. Acho que o que contribuiu para isso foi o público maior e as perspectivas de boas colheitas no tabaco e nas lavouras de milho, soja e arroz – avalia Marco Dornelles, coordenador-geral do evento.
    Um dos destaques veio do pavilhão da agricultura familiar, que teve um total de R$ 603 mil em compras, incremento de 21% ante o desempenho de 2016.
    Agora, os organizadores aguardam o resultado de pesquisa encomendada para conhecer o perfil do público e dos expositores nesta edição.
    – O sucesso da feira é resultado da convergência de todas as instituições envolvidas – completa Dornelles.

  • FISCAIS SOB AMEAÇA

    Tiros, telefonemas e até mesmo ficar trancado em uma câmara fria de um frigorífico são algumas das ameaças que vêm sofrendo ficais agropecuários do Estado.
    A situação preocupa a Afagro, que tem registrado ocorrências e acionado o Ministério Público.
    A maioria dos casos envolve profissionais que atuam no serviço de inspeção nas indústrias e também mulheres.
    – Há um bom tempo os colegas são ameaçados, mas depois do último concurso, com mais fiscais atuando, se tornou mais comum – afirma Angela Antunes, presidente da Afagro.
    Nos últimos quatro meses, foram três casos envolvendo mulheres. O mais grave foi o de uma fiscal que teve o carro atingido por disparo de arma de fogo.
    – Quando o caso ocorre dentro do estabelecimento, fica mais fácil para o Ministério Público atuar – completa Angela.

  • SOLENIDADE À COMPRA

    A Cooperativa Central Aurora Alimentos assume oficialmente hoje as unidades de aves e de suínos adquiridas da Cooperativa Tritícola Erechim (Cotrel). O negócio, de R$ 108 milhões, a ser pago com recursos próprios e do BNDES, foi anunciado no início do mês. A cerimônia terá presença do governador José Ivo Sartori.
    – A Aurora adotou firme e corajosamente essa decisão em razão de seu compromisso de evitar o desemprego, proteger os produtores rurais cooperados integrados, manter a sua base produtiva e sua receita operacional bruta, além de atender ao apelo da comunidade regional – diz Mário Lanznaster, presidente da cooperativa.
    A planta de frangos tem capacidade instalada de abate de 26,7 milhões de cabeças ao ano e conta com 1.345 funcionários. O frigorífico de suínos tem capacidade de abate de 418 mil cabeças ao ano e 1.151 trabalhadores. Juntas, as duas unidades respondem por 7,8% da receita operacional bruta da Aurora.
    O histórico com a Cotrel nestas duas filiais vem de longa data. De 2005 a 2007, foi assinado contrato de prestação de serviços. Depois, até 2017, as plantas foram arrendadas.

    Fonte : Zero Hora