CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • PLANO SAFRA SE TORNA PLURIANUAL EM 2015

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    Parte do projeto de governo desenhado para o agronegócio brasileiro, a implementação de um Plano Safra plurianual deve ocorrer já a partir de 2015. A proposta foi apresentada na campanha e faz parte das diretrizes para o setor no segundo mandato de Dilma Rousseff.
    – No ano que vem, já teremos um plano plurianual. Isso ajuda o produtor a ter previsão – explica o gaúcho Caio Rocha, atual secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura.
    A exemplo do que ocorreu com o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, que liberou R$ 25 bilhões em crédito para serem aplicados em cinco anos, o plano plurianual irá programar os recursos para um período de quatro anos.
    Ao lado de outros dois gaúchos, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller, e o ex-ministro Odacir Klein, Caio ajudou a montar o programa do governo para o segmento.
    – É um novo governo, mas reeleito – pondera Klein.
    Aprimorar os mecanismos do seguro rural, sobretudo para o médio produtor, é outra meta da segunda fase do governo Dilma. Atualmente, só 10% da área plantada no país tem seguro.
    Agricultores de médio porte devem ainda estar no centro das ações de extensão rural. Vale lembrar que no atual mandato foi criada a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O órgão, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, ainda depende da escolha da diretoria para entrar em funcionamento. A perspectiva é que isso ocorra ainda em 2015.
    Outras prioridades são medidas para garantir a segurança jurídica em questões como a demarcação de terras, além de avanços na fiscalização de produtos de origem vegetal e animal.

  • COLOCADO A PRÊMIO

    Ainda é incerto o interesse que o leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para o trigo, marcado para quinta-feira, irá despertar entre os agricultores gaúchos, considerando o fato de volume e qualidade da produção terem sido comprometidos pelo mau tempo.
    Pela primeira vez, será oferecido prêmio para o grão produzido no Estado, para 100 mil toneladas.
    Os leilões anteriores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)não incluíam produto gaúcho.
    As dúvidas pautaram reunião, ontem, entre cooperativas e Conab.
    – Tivemos problemas de qualidade, e o Paraná, uma safra boa neste ano – diz Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Feacoagro-RS).
    Embora as projeções de perdas no trigo não estejam consolidadas, Pires estima que a produtividade média geral gaúcha não chegue, no ciclo atual, a 2 mil quilos por hectare.

  • NO RADAR

    A FEDERAÇÃO da Agricultura do Estado deve reunir seu conselho na próxima semana para avaliar as eleições. Por ora, não se manifesta sobre possível indicação da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, para o Ministério da Agricultura.

  • FLORESTAS NO PREGÃO

    Em leilão marcado para a próxima sexta-feira, a BRF colocará à venda áreas florestais que somam 7.835 hectares em quatro Estados, incluído o Rio Grande do Sul. O negócio é estimado em mais de R$ 37 milhões, considerados os lances iniciais de cada lote.
    São espaços com eucaliptos, pinus e araucárias, além de uma granja em Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, as propriedades ficam em Serafina Correa e Erval Grande. A produção das áreas era utilizada pela própria empresa.
    – Como é um mercado restrito, há expectativa de grande interesse – diz Rennan Dallastra, preposto do leiloeiro oficial.
    O pregão, organizado pela Pestana Leilões, será presencial e online, no Hotel Deville Aeroporto, em Porto Alegre. Quase todos lotes são de vendas com contratos de arrendamento.
    Se no Estado o excesso de chuva atrapalhou, no Centro-Oeste e Sudeste, o clima seco diminui o ritmo de plantio da soja, que alcançou
    12,49%
    da área total a ser cultivada no país. Segundo a Safras & Mercado, a média dos últimos cinco anos para o período é de 31%. No RS, a área semeada é 0,5% dos 5,2 milhões de hectares projetados.
    Vamos ver como o governo vai encarar a fase de baixa do agronegócio.
    Luiz Carlos Corrêa Carvalho
    Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), ao comentar as eleições, sobre a perspectiva de queda nos preços das commodities em 2015, que pode trazer dificuldades aos produtores

Fonte: Zero Hora