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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • BATALHAS DIFERENTES AGORA NOS TRIBUNAIS

    A assembleia-geral que selou o destino da Cotrijui foi tumultuada. E em vez de colocar um ponto final, acentuou ainda mais a divisão entre os que são favoráveis e os que são contrários à gestão iniciada no ano passado.
    Enquanto os advogados da Cotrijui correm para tentar evitar o leilão da unidade de Chiapetta, marcado para amanhã, o grupo Terceira Via estuda ação para questionar a assembleia, que terminou com a decisão da liquidação da cooperativa.
    Pela manhã, ontem, os advogados da Cotrijui entraram com pedido na Justiça do Rio de Janeiro, para suspensão do leilão.
    – É uma verdadeira cruzada contra o tempo – afirma Claudio Lamachia, advogado da cooperativa.
    O juiz deve se manifestar até as 15h de hoje. Caso não aceite o pedido, ainda há a possibilidade de recorrer. Como o leilão está marcado para as 10h de amanhã, qualquer definição tem de sair antes disso.
    Ao mesmo tempo, associados da Terceira Via avaliam imagens e áudios, com a íntegra da assembleia. Segundo Julimar Crescente, advogado do grupo, o primeiro passo é ver se a decisão pela liquidação “ficou clara para quem estava lá”. Outro ponto avaliado é com relação à escolha do nome do liquidante – posição que ficou com o presidente da Cotrijui, Vanderlei Fragoso.
    – Pretendemos entrar com recurso – afirma Crescente.
    Por ora, falta definir quando e como. Para Lamachia, uma eventual decisão que anule a assembleia do último sábado, na prática, inviabiliza a suspensão das execuções de cobrança.
    Ao que tudo indica, outras batalhas ainda deverão ser travadas no caminho da recuperação da cooperativa.

  • PARA NÃO PERDER NENHUM LANCE

    Com a meta de chegar perto dos R$ 3 milhões em faturamento, as cabanhas Guatambu, Alvorada e Caty trazem uma inovação para a pista da 42ª edição do remate que realizam na sexta-feira, dia 3.
    Dois leiloeiros trabalharão juntos no evento. Um é daqui do Estado. O outro, de fora, ficará atento às compras de criadores de regiões específicas do país.
    – A ideia é facilitar a identificação do criador com o leiloeiro. Fizemos isso motivados pelo grande número de consultas que tivemos do Brasil central – diz Valter Pötter, da Guatambu.
    Na contramão da temporada, os três criatórios optaram pelo aumento da oferta: serão 200 touros e 400 novilhas hereford e braford, 40% a mais do que no ano passado, quando as vendas somaram R$ 1,3 milhão.
    Para dar conta da maior oferta, o remate, que será realizado na Estância Guatambu, em Dom Pedrito, começa pela manhã.

  • NO RADAR

    Ainda não há prazo para que o site da Emater volte a funcionar. Um incêndio atingiu a área de gerência de tecnologia da informação, na sexta-feira, e tirou o sistema do ar.

  • TECNOLOGIA NA CONTA

    O Rio Grande do Sul recém deu a largada na colheita da atual safra de trigo. Mas os produtores do Estado já estão de olho no ciclo do próximo ano. Ontem, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) enviou documento ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e ao presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na correspondência, cobra os ajustes nas tabelas de custo de produção, como havia sido acertado.
    Os números da Conab são usados no cálculo do reajuste do preço mínimo e foram questionados neste ano. Em junho, quando esteve no Estado, Seneri Paludo, secretário de Política Agrícola, se comprometeu a revisar os custos, incluindo gastos feitos pelo produtor com tecnologia.
    – Houve mudança da matriz tecnológica – pontua Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Farsul.
    A pressa é porque as alterações precisam ser feitas ainda neste ano para entrarem nos cálculos da safra de 2015.
    – Isso tem de ser feito, no máximo, até o fim do mês de outubro – diz Jardim.
    Neri Geller, ministro da Agricultura, veio ao Estado para a abertura oficial da colheita, durante a Fenatrigo, em Cruz Alta. Na ocasião, enfatizou a liberação de R$ 150 milhões para Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e R$ 200 milhões para Aquisição do Governo Federal (AGF), para venda da atual safra do cereal.

  • TERMINA HOJE, às 23h59min29s, o prazo para a entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural deste ano. Se houver taxa a pagar, a primeira cota
    (ou a parcela única) também tem de ser quitada. O programa para envio das informações está disponível no site da Receita Federal.

  • OLHO NOS DEPÓSITOS DE AGROTÓXICOS

    O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos emitiu nota de repúdio ao projeto de lei que altera as regras para armazenamento de agrotóxicos. A proposta (PL 154) tramita na assembleia.
    O grupo de entidades que integra o fórum se diz preocupado com o artigo do texto no qual fica estabelecido que os depósitos poderão se instalar “independentemente da distância de residências, em zonas rurais, urbanas mistas, comerciais ou industriais, em consonância com o Plano Diretor do município e demais leis municipais de parcelamento do solo urbano ou do Estatuto da Cidade”.

Fonte: Zero Hora