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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • DISPUTA À VISTA NA VOTAÇÃO DA COTRIJUI

    Uma disputa entre a atual diretoria da Cotrijui e o grupo de oposição denominado Terceira Via poderá marcar a votação sobre a liquidação voluntária da cooperativa. A avaliação do pedido será feita em assembleia-geral extraordinária marcada para o próximo sábado, como antecipado pela coluna na semana passada.
    Nos próximos dias, a Terceira Via discutirá a indicação de um nome para concorrer à posição de liquidante, pessoa que administrará o processo.
    Caso seja aprovada a liquidação na assembleia, o conselho administrativo da cooperativa é destituído. Na mesma ocasião, é preciso escolher o liquidante (que pode ser mais de uma pessoa) e três conselheiros fiscais, explica o advogado Fernando Pellenz:
    – A lei não impede que seja o atual presidente ou outro nome.
    A opção pela liquidação voluntária, segundo o presidente, Vanderlei Fragoso, é a terceira etapa de um processo de reestruturação. Com o recurso, o objetivo, acrescenta, é devolver a saúde financeira da cooperativa, uma das principais do Estado, com capacidade para armazenar 1 milhão de toneladas.
    As dificuldades são decorrentes de uma dívida de mais de R$ 500 milhões, acumulada ao longo de muitos anos. Só com a redução de custo operacional que vem sendo feita, Fragoso estima que haverá uma economia de R$ 200 milhões em quatro anos:
    – Tudo o que projetamos, cumprimos de forma rigorosa. Ficou o passivo de uma dívida que cresceu. É elevada, mas nada que não possa ser solucionado.
    Para a Terceira Via, a percepção é outra. O grupo faz campanha para que os associados compareçam na assembleia.
    Com um patrimônio tão grande em jogo e impacto considerável para a produção gaúcha, é preciso muita cautela na hora de dar o próximo passo.

  • CARRINHO CHEIO PARA OS RUSSOS

    Um dos pioneiros no embarque de frango dos Estados Unidos para a Rússia, o ucraniano Victor Spivak (foto à direita) veio ao Rio Grande do Sul buscar fornecedores para abastecer o mercado russo, que ampliou recentemente o número de unidades brasileiras de aves, suínos e bovinos habilitadas à exportação.
    Spivak é presidente da Grove Services, trading de importação e exportação de carnes, com sede nos Estados Unidos e escritórios em diferentes partes do mundo, inclusive em Porto Alegre. Na Capital, estava selecionando novos parceiros para a distribuição de frango.
    – Até julho, o Brasil vinha exportando 2,7 mil toneladas de frango por mês. A partir de agora, esse volume pode alcançar entre 15 mil e 18 mil toneladas por mês. Nosso volume mensal de frango dos EUA para a Rússia era de 8 mil toneladas mensais, vamos tentar substituir isso com produto do Brasil – afirma o executivo.
    Esse efeito significativo só deverá ser sentido por completo em janeiro do próximo ano, porque o tempo hábil para os embarques em 2014 é curto.
    A fama de boa remuneração dos russos se justifica. No caso do frango, segundo Spivak, são entre US$ 100 a US$ 200 a mais por tonelada de produto brasileiro. Sobre outros mercados que ainda podem conquistar, afirma:
    – As oportunidades de crescimento da exportação são ilimitadas.

  • Fim da polêmica

    A baixa incidência da anemia infecciosa em equinos no Estado, apontada por inquérito epidemiológico feito pela UFGRS, fez com que a Secretaria da Agricultura ampliasse para seis meses o prazo de vigência do exame negativo da doença.
    A análise é uma exigência para a movimentação desses animais. No ano passado, a redução para dois meses da validade do exame causou polêmica. No trânsito interestadual ou internacional, no entanto, segue valendo o prazo de 60 dias.

  • Ficou para a safra do ano que vem a previsão de entrada no circuito comercial da Cultivance. Primeira soja transgênica totalmente desenvolvida no Brasil, fruto de parceria entre Embrapa e Basf, a tecnologia ainda aguarda aprovação de mercados de peso, como a União Europeia.

  • Prazo extra antes da nova colheita

    Prestes a dar a largada oficial da colheita de trigo deste ano, no próximo sábado, em Cruz Alta, o Estado lança mão de uma última cartada para tentar vender o cereal que restou da última safra – cerca de 350 mil toneladas. O governo anunciou na sexta-feira que manterá até 31 de outubro o ICMS reduzido para 2% nas negociações interestaduais. Com um detalhe: dessa vez, a alíquota diferenciada será aplicada a todos Estados, pedido antigo dos produtores.
    – Ficamos satisfeitos porque entenderam que a medida tem de ser adotada. Vamos ver como vai se refletir – afirma Carlos Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    A redução de ICMS havia sido adotada em junho, como forma de compensar a isenção da tarifa externa comum concedida pelo governo federal para compras de trigo de fora do Mercosul. Vencida em 15 de agosto, foi prorrogada, expirando novamente no último dia 15.

  • Intensificando as apostas na carteira rural, a Caixa Econômica Federal estima liberar R$ 6 bilhões em crédito para o setor na safra 2014/2015, volume 42% superior ao ciclo anterior.

Fonte: Zero Hora