CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • ABRAÇO DE CAMPEÕES

    Foi com banho de lama, abraços e muita emoção que a Cabanha da Maya, de Bagé, comemorou a conquista do campeonato da raça angus entre os machos. Maya CAT 300 Impavido Eleuterio Lana levou para casa a roseta de grande campeão.
    É o quarto título que o touro arrebata no ano, incluído aí o campeonato nacional. O segredo para a conquista?
    – Além da genética, ele vem sendo preparado com muita paixão pela equipe – explica Vinícius da Silva Diniz, médico veterinário e administrador da Cabanha da Maya.
    Entre os bovinos de corte, a raça angus foi a que teve o maior número de animais inscritos na Expointer: 195.
    Ontem também foram conhecidos os grandes campeões da raça devon, que teve o ex-ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima como jurado.
    Nos machos, a vitória foi de São Valentin Rotokawa 1682, da Fazenda São Valentin, de Nova Prata. A grande campeã entre as fêmeas foi Corticeiras 1088, da Cabanha Corticeiras, de Cristal. A lista completa dos campeões da feira pode ser conferida em www.expointer.rs.gov.br.

  • MÁQUINAS DAQUI RODAM O MUNDO

    Não é apenas em terras brasileiras que circulam máquinas e implementos produzidos no país. A tecnologia desenvolvida por aqui tem chamado a atenção também de estrangeiros que vêm à Expointer negociar com o setor.
    Dez investidores de nove países – Equador, Quênia, África do Sul, Panamá, Zimbábue, Bolívia, Costa Rica, Guiné Equatorial e Togo – participaram das rodadas promovidas pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers) na feira.
    Plantadeiras de tamanhos menores, tratores e pulverizadores estão entre os mais procurados por nações do continente africano e também da América Latina. Em geral, são locais que estão começando ou intensificando a modernização da produção com modelos e estratégias brasileiros.
    O Brasil mantém acordo de cooperação com países da África para a transferência de tecnologia e de sistemas de produção. Tanto que a indústria gaúcha comemora a recém-concretizada exportação via programa Mais Alimentos Internacional de 344 tratores e 1,1 mil conjuntos de motobombas. Esses equipamentos da Agrale têm como destino Zimbábue e Cuba.
    – O programa deu um impulso à indústria de máquinas – diz o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, que esteve ontem em Esteio.
    Seis países – Moçambique, Quênia, Gana, Cuba, Senegal e Zimbábue – estão na lista do Mais Alimentos internacional.
    Dentro de casa, o programa responde, segundo o presidente do Simers, Claudio Bier, por 22% das vendas do setor de máquinas e implementos, atendendo a projetos específicos da agricultura familiar.

  • NO RADAR

    A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos estará sob nova direção a partir de 8 de outubro. José Luiz Lima Laitano, que é vice-presidente de comunicação e marketing, assumirá como presidente. Um dos desafios será dar início às obras da Arena do Cavalo Crioulo no parque Assis Brasil, em Esteio.

    A reportagem Rastro de Mudança, que abordou o impacto do avanço da soja na Metade Sul, foi a segunda colocada no prêmio nacional de jornalismo da Massey Ferguson. O material da repórter Joana Colussi, foi veiculado no Campo e Lavoura de 5 de maio.

  • PARA DAR UM GÁS

    A cooperativa Ecocitrus, de Montenegro, tem hoje um compromisso importante na Expointer. O grupo irá formalizar um convênio para financiamento de kits de gás GNV para carros dos associados. Os R$ 1 milhão que serão liberados via Banrisul devem beneficiar 50 cooperativados.
    A Ecocitrus, em parceria com a Naturovos (Consórcio Verde), tem uma planta de biogás – o GNVerde – com capacidade de gerar 5 mil metros cúbicos por dia. A energia que abastece os carros dos associados é gerada a partir das sobras dos produtos orgânicos com os quais a cooperativa trabalha. O crédito também poderá ser usado para a reconversão dos pomares para produção orgânica.

  • COM OS TROFÉUS EM MÃOS

    Ideias inovadoras convertidas em novas tecnologias para o campo foram premiadas na 32ª edição do Prêmio Gerdau Melhores da Terra. Os vencedores receberam ontem os troféus em cerimônia na Usina Riograndense, em Sapucaia do Sul.
    – A mecanização supre a mão de obra, que está escassa no campo em todo lugar. Então, o produtor investe em máquina na pequena, na média e na grande propriedade. Por isso a importância da inovação e da pesquisa – afirma Renato Levien, coordenador da comissão julgadora do prêmio e professor da UFRGS.
    Na edição deste ano, o prêmio teve 759 inscritos no Brasil e na Argentina.
    A francesa Lactalis se prepara para uma nova compra no país. O grupo pode fechar ainda hoje negócio de cerca de
    R$ 1,6 bi
    para aquisição de 11 unidades de leite da BRF. O grupo francês já havia adquirido unidades da LBR Lácteos.
    Colaborou Vanessa Kannenberg

Fonte: Zero Hora