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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • É PRECISO PASSAR POR ESTEIO

    Em um Estado como o nosso, onde o agronegócio responde por um quarto de toda economia gerada, o Parque de Exposições Assis Brasil se transforma, nos dias de Expointer, em símbolo da produção gaúcha.
    Nos pavilhões da feira é possível conferir uma amostra da força do setor. Quando a exposição começa, Esteio é roteiro obrigatório para quem deseja chegar ao comando do Estado.
    O painel realizado com os candidatos na Casa RBS – uma parceria entre Zero Hora e Federasul – mostra que os atuais participantes da disputa ao Palácio Piratini têm plena consciência disso. Não se pode cobiçar o cargo sem levar a sério propostas para o agronegócio.
    Embora com visões distintas sobre como atender às reivindicações e como conduzir o segmento que vem salvando o PIB gaúcho com seus bons resultados, Ana Amélia Lemos (PP), José Ivo Sartori (PMDB), Roberto Robaina (PSOL), Tarso Genro (PT) e Vieira da Cunha (PDT) deixaram claro que o setor merece atenção prioritária.
    Na esteira da produção recorde de grãos de mais de 30 milhões de toneladas colhidas neste ano, acumulam-se impactos positivos, mas também problemas a serem resolvidos, que vão da infraestrutura para escoar a safra às políticas de comercialização.
    A demarcação de terras é outro ponto sensível. Embora a tarefa originalmente seja do governo federal, há consenso de que o Estado precisar atuar na questão para que nenhuma das partes envolvidas seja prejudicada.
    Da plateia, formada por representantes do setor, vieram ainda perguntas referentes à produção gaúcha de leite, à irrigação, à construção de barragens, entre outros temas.
    Outro ponto: mais de um adversário do atual governador afirmou que projetos em execução – e que estejam funcionando – não serão deixados de lado.

  • METADE CADA VEZ MAIS SOJA

    Os prognósticos feitos para a safra gaúcha de arroz consolidam a dobradinha do cereal com a soja. A rotação entre as duas culturas avança.
    No ciclo 2014/2015, a soja deverá ocupar 320,64 mil hectares antes dedicadas a lavouras de arroz, alta de 382% em relação à área registrada no ciclo 2010/2011.
    A maior parte na região da Campanha, que terá 97,5 mil hectares dedicados à oleaginosa, como mostram dados apresentados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
    – O avanço da soja mudou para melhor as armas do produtor de arroz na hora de inserir a produção no mercado. Diria que estamos passando por uma pequena revolução econômica na Metade Sul – entende Claudio Fioreze, secretário da Agricultura.
    Em cinco anos, a soja avançou em cerca de 1 milhão de hectares na Metade Sul. Um terço disso foi sobre área de várzea.
    O arroz no Estado, maior produtor nacional do cereal, deve chegar a 1,12 milhão de hectares em 2014/2015.
    O clima vai exigir atenção na próxima safra. Sob efeito do El Niño Modoki – para os japoneses “semelhante, mas diferente” –, a primavera e o verão deverão ter comportamentos distintos, como explica o meteorologista Glauco Freitas, do Irga. Em outubro e novembro, poderá haver grande volume de chuva. No verão, há projeção de diminuição de precipitação. Há risco de onda de calor e estiagem em janeiro.

  • HORA DE COLHEROS RESULTADOS

    A Casa da Farsul no parque Assis Brasil foi o palco escolhido para a entrega dos troféus da primeira edição do Gente do Campo, prêmio organizado por Zero Hora e Federação da Agricultura do Estado (Farsul). Produtores que ajudam a fazer a diferença na produção gaúcha foram homenageados na noite de sábado em quatro diferentes categorias (veja abaixo).
    O presidente-executivo do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, ressaltou que o prêmio reconhece pessoas que devem servir de inspiração para todos, seja em empreendedorismo, tecnologia ou paixão pelo que fazem:
    – Reitero o compromisso do Grupo RBS com o nosso Estado e também com o agronegócio gaúcho.
    O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, reforçou que o objetivo da homenagem é valorizar o trabalho de produtores que, devido à natureza de suas atividades, muitas vezes não vão à Expointer como expositores:
    – Nesses quatro premiados, procuramos sintetizar a excelência da produção gaúcha em diferentes regiões.
    Colaborou Joana Colussi

Fonte: Zero Hora