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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • PRIMEIRO, A CONVERSA

    Em encontro marcado para a próxima terça-feira, representantes da Secretaria do Ambiente e do Ministério Público Estadual deverão sentar para conversar sobre o decreto do Bioma Pampa. O documento publicado nesta semana cria regras para a região e é apontado por entidades do setor como ferramenta fundamental para o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Mas está sendo questionado pelo MP.
    – Surgiram dúvidas jurídicas e técnicas. Deveria haver lei estadual para o assunto, e não decreto. E na parte técnica, diminui a proteção do Bioma Pampa – explica o promotor de defesa do meio ambiente de Porto Alegre, Alexandre Saltz.
    Antes de tomar qualquer medida judicial, Saltz afirma que o esforço será pelo diálogo com o governo. O MP diz ter participado, no ano passado, com sugestões para a minuta do decreto, que acabou não evoluindo. O documento atual tem diferenças que, segundo o promotor, “são justamente o que enfraquecem a proteção à região”.
    – Não sei que tipo de expectativa tinham. O decreto cria uma proteção, porque estabelece uma regra que antes não havia. Queremos apresentar o documento para eles – explica secretária-adjunta Maria Patricia Möllmann.
    Já existe no MP um inquérito em andamento para acompanhar a evolução do CAR no Rio Grande do Sul. O Estado tem apenas 3% das 480 mil propriedades com o cadastro realizado.

  • PREÇOS NA BALANÇA

    Os preços recebidos pelo produtor seguem em ritmo de retração. índice divulgado ontem pela assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Frasul) mostra que na comparação com abril, a deflação de preços chegou a 2,17% em maio – entram na lista de cálculo da entidade soja, milho, arroz, trigo, carnes e leite.
    Se a análise dos preços recebidos pelo produtor for ampliada para os últimos 12 meses, a queda é ainda maior: 6,43%. De janeiro a maio ficou em 2,59%.
    No acumulado de 2015, no entanto, o IPCA Alimentos, índice do IBGE para o grupo alimentos ao consumidor, teve crescimento de 7,18%.
    – Isso reforça que a inflação na gôndola do supermercado não vem do preço pago ao produtor – argumenta o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.
    Outro índice calculado pela entidade, o da inflação dos custos de produção, também apresentou queda, de 1,02% na comparação de maio com abril. Situação que é pontual, assegura o economista:
    – Maio costuma ser de acomodação de preços. Ninguém está comprando nem no hemisfério norte, nem no sul.
    Com a demanda em baixa, o preço recua um pouco. Daqui para frente, no entanto, a projeção é de que não se tenha mais nenhum refresco. No acumulado dos últimos 12 meses, o custo de produção subiu 11,33%.

  • NO RADAR

    FICOU para o dia 2 de julho reunião entre grupo de parlamentares, Associação dos Servidores da Ascar-Emater (Asae) e o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. O tema do encontro será o orçamento da Emater para 2015.

  • NA PISTA VIZINHA

    O circuito do Freio de Ouro chega neste final de semana na casa dos vizinhos. A nona classificatória do ano será realizada no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó, oeste de Santa Catarina.
    Ao todo, 30 animais – 13 fêmeas e 17 machos – estão inscritos para disputar oito vagas na grande final, que ocorre durante a Expointer, em Esteio. A prova é organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
    Os catarinenses têm o segundo maior número de exemplares da raça de cavalos crioulos no país: 23,92 mil animais. Em número, perdem apenas para o Rio Grande do Sul. Por isso, a expectativa é de seletiva disputada.
    – Santa Catarina é um Estado com criadores que estão investindo tanto na parte morfológica quanto na funcional e participando periodicamente da final do Freio de Ouro – afirma José Francisco Pereira de Moura, um dos jurados da seletiva.

Fonte: Zero Hora