CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • PROPOSTAS PARA O LEITE SOB AVALIAÇÃO

    Com a tarefa de analisar os projetos de lei voltados ao controle do transporte e do comércio de leite, técnicos da Secretaria da Agricultura estudam a possibilidade de juntar as duas propostas em uma só. Atualmente, o texto sobre o Programa de Coleta e Transporte de Leite Cru a Granel (Transleite) está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, aguardando parecer do relator.
    A minuta referente ao Programa de Produção de Lácteos de Qualidade no Rio Grande do Sul (Prolácteos) ficou aos cuidados da Agricultura, para que o Executivo a apresentasse.
    – O grupo está fazendo avaliação técnica e jurídica da proposta – explica o secretário substituto, André Petry.
    A hipótese de unificar os projetos é considerada. Ainda não há prazo para a definição, que só deve sair após o retorno do titular da pasta, Ernani Polo, que está em Paris para receber o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal de zona livre de peste suína clássica sem vacinação.
    Originalmente, os projetos apresentados em 2014 na Assembleia eram dois. Depois, foram unificados e acabaram não avançando. Em março deste ano, sugestão feita pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL) foi de que as duas propostas ficassem em textos distintos.
    Diretor-executivo da entidade, Ardêmio Heineck pondera que a separação permite foco maior e que os textos estão “tecnicamente equilibrados”:
    – Essa legislação é uma das etapas para devolver ao consumidor a confiança no setor.
    Qualidade e mercado do leite serão os temas da programação técnica da 38ª Expoleite e 11ª Fenasul (na foto), que serão oficialmente abertas hoje. E se a descoberta de novas fraudes preocupa e se impõe nos debates, também é preciso reconhecer que as ações levaram à reflexão. Se colocadas em prática, medidas sugeridas poderão fazer o setor sair da crise fortalecido.

  • AINDA PARADO

    O frigorífico da Marfrig em Bagé pode receber hoje nova vistoria de técnicos do Ministério do Trabalho. A unidade está há 13 dias com as atividades paralisadas, depois que ação de fiscalização da força-tarefa do Ministério Público do Trabalho detectou riscos à saúde e à integridade física dos trabalhadores.
    Na semana passada, após fazer ajustes, uma nova vistoria foi solicitada, mas não levou à liberação. A unidade abate uma média diária de 750 animais. No local, trabalham 891 pessoas.

  • POTENCIAL DE ALCANCE

    Agora será preciso partir para uma segunda etapa e calcular os investimentos necessários para que a irrigação possa ganhar mais espaço no Brasil. Mapeado em um estudo feito pelo Ministério da Integração Nacional e o Instituto Interamericano para Cooperação Agrícola, o potencial para a agricultura irrigada no país foi apresentado ontem.
    Conforme o levantamento, existem 75 milhões de hectares irrigáveis. Desses, 48 milhões de hectares estão aptos à expansão do sistema e são prioritários.
    – A pesquisa mostra áreas com potencial de expansão e onde a irrigação está consolidada. O Sul é uma área consolidada – afirma Adriana Alves, secretária nacional de irrigação.
    Para o estudo, foram levados em conta critérios como disponibilidade hídrica, dados climáticos, relevo e capacidade de armazenamento da água nos solos em território nacional. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo concentram a maior parte dos 6 milhões de hectares atualmente irrigados. Na conta do Estado, estão os mais de 1 milhão de hectares irrigados do arroz.

  • RESPOSTAS À EMATER

    Depois de dois dias angariando apoio político, a comitiva gaúcha que está em Brasília sentou ontem para ter a conversa que realmente pode fazer a diferença na questão da filantropia. Da reunião com Marcelo Cardona, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), ontem à tarde, saíram duas resoluções.
    Uma, conforme Cardona, é o compromisso de concluir dentro de 10 dias a análise do recurso administrativo sobre a questão da filantropia da entidade. Portaria publicada neste ano revogou o certificado de entidade beneficente de assistência social a partir de 2009.
    A outra será um estudo – já em andamento – dos pontos que comprovam que a atividade da Emater é ligada à assistência social no meio rural. O levantamento contará com a participação de técnicos do Estado.

Fonte: Zero Hora