.........

CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

.........

 

  • DOIS DIAS DE PEREGRINAÇÃO EM FAVOR DA EMATER

    Entre as maiores expectativas da comitiva que entre hoje e amanhã percorre Brasília em defesa da Emater está conseguir audiência com Advocacia-Geral da União (AGU). A ideia é tentar persuadir o órgão a rever a decisão que negou a instalação de uma câmara de conciliação.
    O mecanismo é visto como uma das melhores formas de resolver o longo impasse em torno da filantropia da Emater. A revogação do certificado de entidade beneficente de assistência social (Cebas) a partir de 2009 coloca em risco o futuro da instituição que presta assistência a mais de 250 mil famílias e está presente em 494 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul.
    – Temos de aproveitar o momento político – avalia o presidente da Emater, Clair Kuhn.
    Hoje pela manhã, ele participa da marcha dos prefeitos – a Famurs prometeu levantar a bandeira da Emater no evento. Lá, também pretende conseguir alguns segundos com o vice-presidente, Michel Temer, para fazer a defesa do trabalho desempenhado pela entidade no Rio Grande do Sul.
    E alertar sobre o impacto financeiro que a perda da filantropia representa.
    O advogado da Emater, Rodrigo Dalcin, e parlamentares irão fazer coro na capital federal dos pontos colocados em debate na audiência pública da Assembleia Legislativa, da qual participaram 1,8 mil pessoas. Documentos endossados pelo governador José Ivo Sartori também serão entregues.
    Amanhã, será dia de reunião com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Marcelo Cardona. É o MDS que concede o Cebas – e que publicou portaria revogando a filantropia a partir de 2009.
    Há ainda a ação popular movida em prol da Emater. Mas essa conversa terá de ficar para 9 de junho, para quando foi adiada audiência prevista para hoje com a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa.
    – O mais importante é demonstrar a importância da Emater – reforça Dalcin.
    E nisso ele tem razão. De efeito prático, talvez seja essa a grande conquista, por ora, do grupo mobilizado em torno da entidade.

  • MESA POSTA EM PARIS

    Aproveitando a presença dos representantes de 180 membros da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), reunidos na 83ª reunião da entidade, o Brasil ofereceu ontem churrasco de degustação na Maison de la Chimie, em Paris. Além dos 400 quilos de carne bovina, oferecidos pelo projeto Brazilian Beef – parceria entre Apex e Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – os convidados ( na foto ao lado, a ministra Kátia Abreu ) puderam provar a caipirinha.
    A comitiva gaúcha que está em Paris para o receber o certificado da zona livre de peste suína clássica sem vacinação, também aproveitou a ocasião para divulgar a Expointer. No cartaz, a frase em francês diz que Com o Campo Todo Estado Cresce.

  • NO RADAR

    A GADOLANDO concluiu ontem a instalação de 2,5 mil metros de gradis de isolamento no Parque Assis Brasil. Hoje, os bombeiros deverão avaliar se está tudo nos conformes para a 38ª Expoleite e 11ª Fenasul, que começa amanhã. É que apenas parte do parque estará liberada para uso durante a feira.

  • CRITÉRIO NAS FEIRAS

    Diante dos altos custos para manter os animais longe de casa, criadores têm sido criteriosos ao avaliar a participação em feiras. A opção tem sido levar menos exemplares, escolhendo a dedo os de maior excelência.
    Ontem, começaram a chegar os primeiros animais para a 38ª Expoleite e 11ª Fenasul, em Esteio, que começa na quarta-feira.
    A Cabanha Santa Clara, da família Bickel, localizada no município de Humaitá, foi a primeira a entrar no Parque Assis Brasil. Levaram sete vacas, uma novilha e uma terneira.
    – Em média, o custo por animal, com deslocamento e mão de obra, é de R$ 500. Na Expoleite, o valor é um pouco menor porque são menos dias do que na Expointer – explica Lucas Eduardo Tomasi, superintendente técnico substituto da Associação de Criadores de Gado Holandês (Gadolando).
    Como não poderá estar presente na cerimônia de quinta-feira, da qual participa o governador José Ivo Sartori, a ministra Kátia Abreu recebeu ontem cópia do certificado de zona livre de peste suína clássica a ser entregue a Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
    A habilitação de novos frigoríficos de aves e a abertura de mercado para a carne suína está na lista das tarefas da missão brasileira que desembarca hoje no México. Os embarques de frango vêm crescendo: passaram de 108 toneladas no primeiro quadrimestre de 2014 para 7,2 mil toneladas nos primeiros quatro meses deste ano.

    Fonte: Zero Hora