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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • VELHOS GARGALOS

    Ainda é preciso ter parâmetros mais claros sobre as metas estabelecidas às secretarias para saber como e quanto cobrar do programa de ações prioritárias desenhado pelo governo estadual. Por ora, o que os indicadores apresentados expõem, nas pastas voltadas ao setor primário, é a necessidade de resolver antigos gargalos. Como avalia o titular da Agricultura, Ernani Polo, boa parte dos objetivos na pasta é ligada à questão sanitária.
    É o caso do projeto para a expansão da adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-RS). Criado para facilitar a venda de produtos fora do município de origem, ainda não decolou.
    Dos 497 municípios gaúchos, apenas cinco já receberam a homologação. Outros 211 manifestaram interesse e 55 estão com a documentação adiantada.
    Dar um ritmo mais acelerado ao processo de habilitação no Susaf-RS – que envolve análise de documentos e auditorias locais – é um desejo antigo e foi tema, recentemente, de audiência pública da Assembleia Legislativa. A execução, no entanto, não depende exclusivamente do Estado. Passa também pelos municípios. E nesse caso, como estabelecer uma métrica? Seria compartilhada?
    – Definimos linhas gerais. Os critérios serão detalhados a partir de agora – afirma Polo.
    A expansão da irrigação é outro item no radar – atualmente, o Estado tem, descontado o arroz, apenas 3% da área destinada às culturas de verão com o sistema. Como fazer o programa Mais Água, Mais Renda ganhar fôlego, por enquanto, ainda é uma pergunta sem resposta.
    De novo na lista das tarefas da Agricultura, apenas a entrega do Programa Estadual da Gestão de Água e Solos.

  • DE PORTAS ABERTAS

    Com um ritmo que deve ficar gradualmente mais acelerado, a Labema Alimentos abre as portas hoje do frigorífico de suínos (foto) em Seberi, no norte do Estado.
    Na contramão da retração, a dona da marca Adelle investiu R$ 130 milhões na fábrica – que terá área construída de 26,37 mil metros quadrados – e outros R$ 30 milhões na criação de suínos.
    O governador José Ivo Sartori confirmou presença na cerimônia de inauguração, na manhã de hoje. No início, serão abatidos cem animais por dia.
    – Será até ganhar ritmo. Pretendemos, em três meses, chegar a um abate de 1,5 mil animais por turno – explica Carlos Favero, diretor-geral da Labema Alimentos.
    Nessa progressão, a meta é chegar a 2 mil animais abatidos por turno até o final do ano, quando o quadro de empregos diretos deve chegar a 600. Para dar o pontapé inicial, a nova unidade contará com 400 funcionários.

  • DEMARCAÇÃO EM DEBATE

    Com o parecer aprovado nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, o projeto de lei que cria a possibilidade da demarcação descontinuada será debatido hoje em encontro na Capital entre líderes das comunidades indígenas e quilombolas.
    – Vamos discutir e ver as providências. Essa ideia fere a constituição e cria falsas expectativas – entende Onir de Araújo, integrante da Frente Nacional em Defesa dos territórios quilombolas.
    No mesmo dia da votação, um grupo esteve no Ministério Público Federal, para conversar com o procurador da República Mauro Cichowski dos Santos, do núcleo das comunidades indígenas, minorias e educação.
    Araújo diz que parecer do MPF deve ser levado ao deputado Elton Weber, autor do projeto. O texto segue para avaliação da Comissão da Agricultura.

  • PARCERIA JÁ EM VIGOR

    A Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) já tem parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a estocagem de grãos no Rio Grande do Sul. Atualmente, as 15 mil toneladas de milho destinadas ao programa de venda em balcão estão guardadas em unidades da estatal.
    – A Cesa sempre é priorizada porque oferece as melhores condições de logística para atender os locais onde há maior demanda – explica o superintendente da Conab no Estado, Glauto Lisboa Melo Junior.
    Estoques públicos de grãos, explica Melo Junior, são armazenados na região Centro-Oeste e têm a remoção solicitada toda vez que há necessidade. Em janeiro de 2015, foi feita solicitação para remoção de 40 mil toneladas de milho – 20 mil toneladas para o primeiro e o restante para o segundo semestre. A definição é tomada por conselho interministerial.
    Nesta semana, o presidente da Cesa, Carlos Kercher, esteve em Brasília pedindo a ampliação da utilização das estruturas da estatal para armazenagem de estoques públicos.

Fonte: Zero Hora