CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • POLÊMICA DE VOLTA

    Esse é daqueles projetos que vão e voltam envoltos em polêmica. Depois de apresentar e retirar texto semelhante em 2013, o deputado estadual Gilmar Sossella (PDT) reapresentou proposta que altera as regras para os depósitos de agrotóxicos.
    O Projeto de Lei 32 está apenas no começo do rito burocrático e já há pressão para que não seja levado adiante. O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos entregou ao atual presidente da Assembleia, deputado Edson Brum, moção de repúdio ao texto. Em 2013, o grupo também havia emitido nota semelhante. Em 2014, outro parlamentar, Marlon Santos (PDT), tentou emplacar proposta similar, mas o projeto acabou arquivado.
    Sossella afirma que o projeto tem como objetivo tirar da ilegalidade cerca de 700 estabelecimentos agropecuários de pequenos comerciantes que não conseguem se regularizar diante das normas atuais.
    – Para se legalizar hoje, só sendo grande. E as embalagens são 100% seguras – argumenta.
    No centro do debate está a alteração da legislação que determina distância mínima de 30 metros entre os depósitos de agrotóxicos e residências. Pelo texto de Sossella, a instalação e operação poderá ocorrer “independentemente da distância de residências, em zonas rurais, urbanas mistas, comerciais ou industriais, em consonância com o Plano Diretor do Município e demais leis municipais”.
    – Embora seja novo, retoma a mesma ideia de projeto anterior da Casa. Entendemos que a ausência de distância mínima coloca em risco a segurança. E 77% das licenças de operações emitidas são para pequenos comerciantes – explica o procurador do Trabalho Noedi Rodrigues da Silva, coordenador do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos.
    A iniciativa reúne 40 entidades e monitora outras propostas em andamento na Assembleia e na Câmara. É o caso do texto para identificação do uso de agrotóxicos no rótulo de alimentos produzidos no Estado e o projeto avaliado pelo Congresso, que retira a exigência da indicação do símbolo de transgenia nas embalagens.

    RUMO A ESTEIO
    A quinta classificatória para a final do Freio de Ouro teve uma vitória de ponta a ponta e outra alcançada após várias alternâncias de posições. Entre as fêmeas, Igualita da Reconquista, da Reconquista Agropecuária, de Alegrete, saiu na frente ainda na avaliação morfológica e não largou mais a liderança da pontuação na disputa realizada em Pelotas. Nos machos, Quilero Tero Real, da Cabanha Quilero, de Bagé (foto), acabou em primeiro lugar.
    As éguas Opalina da Boa Vista, da Cabanha Boa Vista, de Vacaria, Carta Marcada do Mako, da Cabanha do Mako, de São Lourenço do Sul, e Ocasión da Coxilha Alta, da Estância Coxilha Alta, de Jaguarão, ficaram com as outras três vagas entre as fêmeas para a decisão do Freio de Ouro, durante a Expointer.
    Entre os garanhões, também asseguraram vaga na decisão da maior disputa da raça crioula Nhanduvai do Pontal, da Fazenda Capão da Lagoa, de Cidreira, Los Hermanos Cimarron, da Estância Nazareth, de Uruguaiana, e Tesouro do HB, da Cabanha del Bittenca, de Esteio.

  • PRATO CHEIO PARA A CAPITAL

    Será uma via de mão dupla. Ao participar da Exposição Universal, realizada em Milão, na Itália, agricultores, integrantes da prefeitura, rota turística Caminhos Rurais e da ONG Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre querem mostrar o que a Capital produz de bom e, ao mesmo tempo, trazer ideias.
    O Parque Agrícola de Milão é apontado como exemplo de sucesso na produção de alimentos em áreas próximas de um grande centro urbano.
    – Porto Alegre ainda é uma cidade com uma zona rural maravilhosa. Meu produto está a 20, 30 quilômetros do consumidor – afirma Emerson Chassot, do sítio Chachá, localizado no bairro Lami, na zona sul da Capital, que integrará a comitiva com viagem marcada para 19 de setembro.
    Além das feiras de produtos orgânicos da cidade, Chassot também desenvolveu parceria com um restaurante que está montando um cardápio orgânico. Em dois sítios que somam 40 hectares, produz uma infinidade de itens com manejo orgânico, de folhosas a chás.
    Aliás, uma comissão foi criada na Câmara de Vereadores para avaliar projeto de lei complementar do Executivo para a retomada do conceito de zona rural no plano diretor de Porto Alegre. O grupo tem prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para fazer a análise.

  • NOVAS FISCALIZAÇÕES

    A força-tarefa do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul para fiscalização de frigoríficos de bovinos e suínos deverá ter pelo menos mais sete etapas neste ano. A informação é do procurador Ricardo Garcia.
    Na sexta-feira, a segunda ação de 2015 levou à interdição da unidade de Bagé do frigorífico Marfrig. Em março, o Frigorífico Silva, de Santa Maria, teve as atividades paralisadas em outra ação.
    – O modelo de força-tarefa criado no Rio Grande do Sul está sendo replicado em outros Estados – afirma Garcia.
    Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Paraná também estão monitorando os frigoríficos.

  • MENOS CUSTEIO DE TRIGO

    Responsável por cerca de 70% das operações do crédito agrícola no Estado, o Banco do Brasil (BB) deve fechar o período de contratação de pré-custeio para trigo com redução de 30% no volume liberado.
    De novembro de 2013 a junho de 2014, foram 15 mil operações, que somavam R$ 594 milhões. De novembro do ano passado até agora, o total chega a R$ 360 milhões e 7,3 mil contratos.
    A estimativa da superintendência regional do BB é de chegar a 30 de junho com R$ 450 milhões. A redução na procura por crédito reflete previsão de recuo de área – que poderá chegar a quase 20% – destinada ao trigo no atual ciclo de inverno.
    criação de preço mínimo para o tabaco está entre as propostas encaminhadas a partir de audiência pública conjunta realizada por Assembleia e Câmara dos Deputados. Na atual safra, houve dificuldades para se chegar a acordo para reajuste do valor pago pela produção.

Fonte: Zero Hora