CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • QUEM FICARÁNO COMANDO

    Com uma lista de nomes em mãos, o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) faz toda a pressão possível para que venha do quadro técnico o substituto no comando da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado.
    A posição ficou aberta após a exoneração do superintendente Francisco Signor, que estava há 12 anos no cargo, e é alvo de investigação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União.
    Interinamente, a função é ocupada por José Severo, que já respondia pelo órgão em situações de ausência do titular e é fiscal federal agropecuário do quadro de carreira.
    Ainda na quarta-feira, quando Signor foi exonerado, a Anffa enviou documento à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, reforçando pedido feito em fevereiro deste ano, para que um fiscal seja indicado. Na solicitação anterior, uma lista com seis nomes havia sido apresentada.
    Um dos cotados é o fiscal Roberto Schroeder, embora a Anffa ainda não confirme a indicação. Fontes ouvidas pela coluna entendem que uma possível combinação entre uma figura ao mesmo tempo técnica e política não deve vingar. A percepção é de que o PT, que chegou a sugerir nomes na troca dos ministérios para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, perdeu força para indicar um sucessor, e que a decisão deverá ficar mesmo na esfera dos fiscais.
    – É importante que seja um fiscal federal, para evitar conflito de intereses (o concursado precisa ter dedicação exclusiva), porque trabalhamos com ações sigilosas – entende uma fiscal do Ministério.
    Formalmente, o Ministério da Agricultura não respondeu à solicitação feita, afirma Marcelo Mazzini, diretor administrativo da delegacia sindical da Anffa no Estado.

    COMPETIÇÃO EM PISTA
    A disputa do Freio de Ouro esquenta com a realização de mais uma classificatória da competição. Neste final de semana, o circuito chega ao Parque Ildefonso Simões Lopes, em Pelotas, zona sul do Estado.
    Mais oito conjuntos irão garantir vaga na grande final da competição, durante a Expointer.
    Sede da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e da Associação Rural de Pelotas, o parque tem estrutura elogiada.
    – Vem muita gente de fora correr pela qualidade da pista, e isso é algo buscado pelos ginetes para que possam desempenhar um bom trabalho com seus animais – afirma Telmo Ferreira, um dos jurados da seletiva.
    As apostas são de disputa acirrada na classificatória, a quinta do ano. Hoje, o dia começa com o julgamento de morfologia de machos e fêmeas.
    As provas prosseguem no sábado, e a grande final ocorre no domingo.
    A ABCCC também dá a largada, neste sábado, à Marcha da Integração, em Jaguarão. Na prova, os cavalos percorrerão 750 quilômetros durante um período de 15 dias.

  • NO RADAR

    GRUPO DE trabalho do Fundesa focado no debate sobre o avanço do status sanitário do Rio Grande do Sul fará levantamento das áreas georreferenciadas nas fronteiras do Estado com Uruguai e a Argentina. A faixa a ser verificada vai até 50 quilômetros para o interior do Estado.
    VÃO ATÉ 14 DE JUNHO AS INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA TROCA-TROCA DE SEMENTES, DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL. NO ANO PASSADO, FORAM DISTRIBUÍDAS 230 MIL SACAS DE SEMENTES. INFORMAÇÕES EM FEAPER.RS.GOV.BR.

  • POR UM MATE MAIS LEVE

    Em tempos de ajustes fiscal, o tema é sensível. Mas a audiência pública proposta pelo deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS) irá discutir hoje, entre outros temas, um pedido antigo das ervateiras para a desoneração de PIS/Cofins da indústria. A isenção chegou a ser aprovada em 2013 pelo Congresso, mas foi vetada pela presidente Dilma Rousseff.
    O setor também reforçará pedidos como a criação de uma câmara temática, recursos para a assistência técnica e apoio à exportação.
    A oferta maior do produto – em razão da alta produtividade no último ciclo – tem feito os preços ao produtor caírem.
    – O valor está entre R$ 10 e R$ 12 a arroba (equivalente a 15 quilos). É preciso montar políticas públicas para o setor – afirma Roberto Ferron, diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate).

  • NO RÓTULO

    Uma mudança nas regras da rotulagem de carnes no país ganhou forma ontem com a assinatura do Protocolo Angus. Circular do Ministério da Agricultura determina que a procedência genética, ou seja, a raça do animal, só poderá ser identificada na embalagem se houver adesão à Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA). A ferramenta, sob gestão da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), é um grande banco de dados com informações da produção no país.
    Ao aderir à PGA, as associações ganham a chancela do ministério para colocar o selo que identifica o corte como de determinada raça.
    A Associação Brasileira de Angus (ABA), que mantém o programa Carne Angus Certificada, foi a primeira a aderir ao sistema por meio de protocolo assinado ontem na CNA, em Brasília.
    – Medidas como essa ajudam a organizar um mercado onde, hoje, todo mundo pode colocar informações no rótulo da carne dizendo que é de determinada raça sem efetiva fiscalização – entende o presidente da ABA, José Roberto Pires Weber.
    Preço e venda da produção de tabaco estarão em discussão em audiência pública da Comissão de Agricultura da Assembleia que será realizada hoje em Camaquã.

MULTIMÍDIA

Fonte: Zero Hora