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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • O PAGAMENTO DOS PRODUTORES VAI TER DE ESPERAR

    A decisão da Justiça de aceitar o pedido de recuperação judicial da Laticínios Mondaí, com sede em Santa Catarina, tem impacto direto sobre produtores de leite do Rio Grande do Sul. É que, com a medida, ações de cobrança são suspensas por 180 dias.
    No ano passado, cansados de esperar pelo pagamento atrasado por produto entregue, 145 produtores – dos quais 60 gaúchos – entraram com ação, via Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), contra a empresa. Somado, o valor a ser pago pela indústria chega a R$ 475 mil – R$ 144,51 mil dos quais devidos para agricultores do Estado.
    – Como os bens da empresa tinham sido bloqueados, a expectativa era de que haveria uma negociação. Avaliamos a decisão da recuperação como um retrocesso – diz Cleonice Back, coordenadora da Fetraf-RS.
    Advogado da federação, Geferson Luís Chetsco explica que agora o processo toma um caminho diferente. A partir da publicação da decisão judicial, abre-se prazo de 60 dias para a empresa apresentar o plano de recuperação. Esse planejamento é depois submetido à avaliação dos credores. Pode ser aceito, ganhar emendas ou ser recusado.
    Na prática, esse trâmite legal significa mais tempo de espera para os produtores.
    – Os únicos que conseguiram negociar alguma coisa de pagamento foram produtores da LBR (também em recuperação) – acrescenta Cleonice.
    Outras duas indústrias que tinham pagamentos a fazer, Promilk e Santa Rita, estão, respectivamente, em recuperação judicial e com a falência decretada.
    O único alento no momento vem da recuperação dos preços pagos ao produtor, que acumularam sucessivas quedas em 2014. Mais do que nunca, a discussão sobre produção e mercado ganha força e deve pautar os debates da 38ª Expoleite e 11ª Fenasul, lançadas hoje na Capital e realizadas de 27 a 31 deste mês no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

  • REFORÇO NA TAÇA

    Você fica em dúvida na hora de escolher qual vinho comprar? Projeto montado em parceria por Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Associação Brasileira de Supermercados, Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Bebidas e Associação Brasileira de Bebidas quer mostrar na prática como o varejo pode ajudar a vender melhor o produto. Os supermercados respondem por cerca de 80% das vendas de vinhos no país.
    Trazendo o exemplo do Grupo Pão de Açúcar, que tem mais de 80 atendentes em seções da bebida, a ideia é despertar a consciência para ferramentas que ajudem a impulsionar os negócios.
    – São poucos supermercados com alguém para orientar o consumo. O Pão de Açúcar tem até confrarias e roteiros de viagem – explica Diego Bertolini, gerente de promoção do Ibravin.
    Consultor de vinhos da rede desde 1997, Carlos Cabral vem hoje à Capital para dar dicas a varejistas. No evento será lançada a cartilha Conhecendo os Vinhos do Brasil, que faz parte de projeto com o mesmo nome. Um dos objetivos é ampliar o consumo anual per capita de 1,9 litro para 2,6 litros até o final do próximo ano.

  • As exportações de carne bovina brasileira fecharam abril com US$ 447 milhões em receita, queda de 7% na comparação com o mês anterior. Nas vendas para a Rússia, o cenário foi de alta de 22% em faturamento e 23% em volume, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

  • SUSAF COM CALENDÁRIO

    Uma das propostas para fazer com que o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-RS) avance no Estado é estabelecer um cronograma de auditorias. O assunto foi tema de audiência pública ontem e mobilizou mais de 200 pessoas no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), em Porto Alegre. Também há pressão para que sejam liberados recursos do governo federal para aquisição dos kits – veículo, GPS e computadores.
    Atualmente, apenas cinco dos 497 municípios já têm a homologação, que credencia as agroindústrias a venderem seus produtos fora da cidade sem precisar recorrer à pedido de autorização da Secretaria da Agricultura. O assunto foi tema da coluna de ontem. Para ler, acesse zhora.co/giseleloeblein.

  • O PARQUE ASSIS BRASIL, EM ESTEIO, TERÁ LIBERAÇÃO PARCIAL PARA A EXPOLEITE-FENASUL. SÉRGIO FOSCARINI, SUBSECRETÁRIO, DIZ QUE AS OBRAS DE RECUPERAÇÃO ESTÃO ANDANDO E ESTIMA QUE EM 30 DIAS O PARQUE ESTEJA TODO LIBERADO.
    ESTRUTURAS FORAM DANIFICADAS EM TEMPORAL REGISTRADO EM DEZEMBRO DE 2014.

  • NO RADAR

    O governo confirmou ontem o novo valor do preço mínimo do trigo tipo pão, que será de R$ 34,98 a saca de 60 quilos. O reajuste foi de 4,57% como já havia sinalizado a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante a Agrishow.

Fonte: Zero Hora