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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • É HORA DE FALAR DO SUSAF

    Apesar de ter sido criado para facilitar a vida das agroindústrias familiares, o Susaf-RS, acrônimo para Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte, não engrenou.
    O mecanismo permite que o produto – queijo, vinho, salame, entre outros – seja vendido fora do município de origem. Sem essa credencial, é necessário buscar autorização, via Secretaria da Agricultura, toda vez que se participa de uma feira ou de um evento “fora de casa”. É o que ocorre na Expointer, por exemplo.
    Dos 497 municípios gaúchos, apenas cinco já obtiveram a habilitação – Salvador do Sul, Feliz, Victor Graeff, Restinga Seca e São José do Sul. Outros 211 manifestaram interesse em aderir e 55 estão com a documentação adiantada, segunda a Secretaria da Agricultura.
    Os entraves para o andamento do sistema serão colocados em debate hoje, em audiência pública da Comissão de Agricultura da Assembleia. Coordenador do Susaf na secretaria, o fiscal agropecuário Diego Viedo Facin, entende que é preciso olhar além do número de adesões:
    – Só o número cinco é pouco expressivo. Mas em 2014 foram realizadas 60 auditorias. De janeiro até agora, 25.
    Facin refere-se ao processo para a habilitação. Feito o pedido de adesão, a primeira etapa é de análise dos documentos. Depois disso, é realizada uma auditoria no município de solicitação. Na Agricultura, equipe de 10 pessoas atua nas análises do Susaf.
    A qualificação de técnicos no Interior é o que demanda “certo tempo”, afirma Facin. Os Serviços de Inspeção Municipal (SIM), em geral, têm estruturas pouco organizadas, com demandas variadas e por vezes profissionais sem muita prática.
    – Se há algo que os municípios devem melhorar, isso precisa ser dito. Não podemos continuar não falando a mesma linguagem – avalia o deputado estadual Elton Weber (PSB), um dos proponentes da audiência.
    Para Mario Nascimento, coordenador da área de agricultura da Famurs, a prometida mudança de legislação, permitindo a contratação de médicos veterinários privados para a inspeção, ajudaria a desafogar o trabalho do SIM.
    – Muitas prefeituras têm de ceder seus profissionais para o trabalho de inspeção federal e estadual – argumenta.
    Nascimento também cobra apoio do Estado aos municípios – em estrutura e recursos. A entrega de kits do Susaf – com veículo, GPS e computadores – anunciada no ano passado, por meio de parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, não ocorreu.
    – Faltou, e falta, o governo priorizar o Susaf – entende o deputado Edegar Pretto (PT), autor da lei que criou o sistema e também proponente da audiência, que espera um avanço para 50 homologações até a Expointer.

  • Valeu a pena esperar

    Exibindo a maior pontuação entre todos os animais que entraram em pista em Cachoeira do Sul no final de semana, BT Basteira (foto), com 20,145 pontos, foi a campeã da classificatória ao Freio de Ouro na categoria. A vitória e o bom desempenho justificaram o adiamento da entrada na competição. Marcelo Tellechea Cairoli, da Reconquista Agropecuária, chegou a pensar em ingressar com BT Basteira na competição em 2014, mas preferiu investir em treinamento e apostar nesta temporada para colocá-la nas provas funcionais.
    – Nossa expectativa é fazer uma boa final – comemorou Cairoli.
    A seletiva também confirmou a presença da Cabanha Cala Bassa, de Bagé, na final. Mascarado Cala Bassa, com 19,620 pontos, foi o vencedor entre os machos. Ao todo, oito conjuntos garantiram vaga para a final da competição, em Esteio, em agosto.

  • PARA UM LEITE COM CAFÉ

    Para dar ênfase e destacar o produto principal da feira, o convite para o lançamento da 38ª Expoleite e 11ª Fenasul é para “um leite com café”. A cerimônia ocorre amanhã no Galpão Crioulo do Palácio Piratini.
    Os eventos simultâneos serão de 27 a 31 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Até sexta-feira, 110 animais haviam sido registrados, segundo a Associação dos Criadores de Gado Holandês (Gadolando). No ano passado, 157 exemplares participaram da exposição, que somou R$ 1,05 milhão em faturamento.
    – A gente espera repetir o número de animais da edição passada. Mas o setor de leite apanhou bastante – diz José Japur, vice-presidente da Gadolando, em relação ao preço do produto, que caiu muito no ano passado e agora está em recuperação.
    É por isso que o foco principal dos debates deverá ser o mercado de leite. O Rio Grande do Sul destina 60% da produção para fora do Estado – principalmente para a Região Sudeste.

  • NO RADAR

    As definições sobre a presidência da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) devem ficar para depois do anúncio do Plano Safra que, aliás, mudou de data. Inicialmente previsto para 19 de maio, deve ficar para outro dia devido à visita do primeiro-ministro da China. Quanto à Anater, tem gaúcho sendo cotado para assumir o cargo.

  • SEM DEIXAR PARA A ÚLTIMA HORA

    Apesar da prorrogação, por mais um ano, do prazo para preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a orientação é para que os produtores não deixem para a última hora.
    – Temos mais de 450 mil cadastros a serem feitos em pouco mais de 250 dias úteis. Estamos falando de um desafio de quase 2 mil cadastros por dia neste período – ressalta Eduardo Condorelli, assessor técnico da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), em relação aos números do Rio Grande do Sul, que teve o índice mais baixo de adesão no país no primeiro ano.
    Em vídeo, Condorelli fala sobre a importância dos agricultores se organizarem e dos treinamentos de técnicos para que auxiliem no preenchimento correto dos dados. Veja em zhora.co/cadastroambrural.
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  • O I-UMA REALIZA AMANHÃ, NO SALÃO NOBRE DA UNICRUZ, EM CRUZ ALTA, A PRIMEIRA DE 10 ETAPAS DO CIRCUITO DE GESTÃO E INOVAÇÃO DO AGRONEGÓCIO 2015. EM 2014, O CICLO DE PALESTRAS REUNIU, EM CINCO ETAPAS,1,4 MIL PESSOAS

Fonte: Zero Hora