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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • LISTA PARCIAL PARA O CONSUMIDOR

    Criada com o objetivo de informar o consumidor, a lista de indústrias que forneceram alimentos impróprios para o consumo divulgada na página do Procon ainda está incompleta.
    Passados mais de seis meses do acordo firmado entre Ministério Público Estadual, Procon, Secretaria da Agricultura e Secretaria da Saúde, a superintendência do Ministério da Agricultura ainda não assinou o termo de cooperação. Na prática, isso faz com que empresas submetidas à fiscalização federal não tenham seus nomes divulgados no site.
    – O projeto ficou incompleto. E esse fato também gera uma inconformidade por parte das indústrias que estão na lista – argumenta a promotora Caroline Vaz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica do Ministério Público Estadual.
    Conforme a promotora, a Advocacia-Geral da União emitiu parecer favorável à inciativa. Caroline diz que irá encaminhar o caso ao Ministério Público Federal, “para que sejam tomadas as providências cabíveis”.
    Superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor confirma que ainda não assinou o documento por entender que “precisa ser melhor estudado”:
    – Se é para fazer, que seja feito no Brasil inteiro.
    O termo foi encaminhado novamente à Brasília, para avaliação da atual ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Signor avalia que se houver qualquer falha na divulgação, “como se tem exemplos”, isso prejudica as empresas.
    A promotora contra-argumenta, explicando que só vai para a lista o nome de indústrias com condenação em processos administrativos, depois de terem se esgotado todas as possibilidades de recursos. A tramitação de processos administrativos costuma durar entre seis meses e um ano.
    – Quando a empresa faz a adequação, isso é colocado no site. Essa lista é para que as pessoas tenham todas as informações necessárias para eleger de forma consciente o produto que vão consumir – acrescenta.
    Os dados vêm sendo postados desde dezembro do ano passado e têm atualização mensal.

  • SEM EXCESSO

    A alta no primeiro trimestre das importações de lácteos pelo Brasil e o saldo negativo na balança comercial acenderam o alerta vermelho à indústria gaúcha. O avanço de 15,5% nas importações – que passaram para 312,9 milhões de litros em 2015, ante 270,9 milhões de litros nos primeiros três meses de 2014 – e a redução de 41,9% das exportações no período, deixaram uma conta negativa de 236,8 milhões de litros.
    A situação levou comitiva do Estado, segundo maior produtor nacional, a Brasília, para conversa com deputados e senadores.
    – Ainda somos um país importador. Estamos pedindo ação preventiva, para que se tenha controle – explica Alexandre Guerra, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat).
    O dirigente diz que é preciso ficar atento. E faz uma comparação. Com o fim das cotas na União Europeia, se o bloco crescer 3% na produção, já dá “praticamente o volume do Rio Grande do Sul”, que produz média diária de 13 milhões de litros.
    Ao mesmo tempo em que busca maior controle sobre o produto que entra, a indústria quer ganhar mais espaço no mercado externo – caso da Rússia, por exemplo. Tudo para evitar que exista um descompasso entre oferta e produção no mercado interno, um dos fatores da crise recente no setor.
    – O leite UHT reagiu, mas apenas no patamar de recuperação – diz Guerra, sobre o preço do produto.

  • TOMA LÁ, DÁ CÁ

    Em encontro com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária mostraram-se dispostos a votar a favor do ajuste fiscal.
    O apoio, no entanto, exigirá uma contrapartida do governo. Os ruralistas querem que a presidente Dilma Rousseff não vete a proposta da terceirização.
    – Vetar a terceirização para fazer discurso político a algumas entidades dificulta a gente tentar provar e mostrar aos parlamentares que as medidas de ajuste são de fundamental importância para o Brasil – disse o presidente da frente, deputado Marcos Montes (PSD-MG).
    Os integrantes também pediram o pagamento dos subsídios do seguro rural, que estão atrasados desde o ano passado.

  • NO RADAR

    PREFEITOS e representantes de municípios da Zona Sul com situação de emergência decretada ou já homologada têm hoje reunião com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. O objetivo é buscar auxílio do governo do Estado para a região, atingida por estiagem que faz os prejuízos à economia se acumularem.

  • Um grupo de trabalho vai se debruçar sobre a fiscalização nos frigoríficos de carne bovina, suína e de aves. Representantes do setor estiveram reunidos ontem em Brasília, no Ministério do Trabalho, tratando da questão.

    A Associação estadual e a nacional de Criadores de Suínos, com apoio de Sebrae, embrapa suínos e aves e Fundesa, realizam hoje, em Carazinho, o Fórum Suinocultura, Bem-estar e Integração no Rio Grande do Sul. São esperados 300 produtores. As inscrições podem ser feitas na hora.

  • NO MICROSCÓPIO

    Mais um laboratório de análise de leite poderá ser credenciado pelo Ministério da Agricultura: o da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), que recebeu R$ 4 milhões em investimentos.
    Isso ampliaria para quatro a lista de laboratórios habilitados no Estado. O assunto foi debatido em encontro entre o professor Sandro Rogério Giacomelli, da URI, e o diretor-executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Ardêmio Heineck.
    R$ 1,7 bilhão,
    O valor em real das exportações brasileiras de frango cresceu em abril deste ano, comparado a igual mês de 2014, somando o que representa alta de 9,3%, apontam dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal. Em dólar, no entanto, o cenário é de retração: queda de 19,8%. Também caiu 6,6% o volume embarcado.

Fonte: Zero Hora