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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • TÉCNICO E COM BOM TRÂNSITO

    Quem passou pelos caminhos do agronegócio gaúcho nos últimos 30 anos, já deve ter cruzado, em algum momento, com o economista Tarcísio Minetto, nome confirmado ontem para a pasta do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Estado na cota destinada ao PSB. Pós-graduado e com especialização em Economia Agrícola e Estudos de Custos de Produção e Rentabilidade em Lavouras, ele não é só uma referência técnica.
    Depois de passar por Fecotrigo e Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS), Minetto acumula ao longo de todos os anos de atuação no setor, além da experiência, a facilidade de circular entre diferentes públicos. Tornou-se também político ao ter de lidar com as negociações inerentes à função desempenhada.
    – Tem trânsito, credibilidade, é um bom técnico. Isso o credencia para o cargo – avalia Rui Polidoro, ex-presidente da Fecoagro, que trabalhou com Minetto por mais de 20 anos.
    Atual comandante da Fecoagro, Paulo Pires vai no mesmo tom. Além do conhecimento “profundo da agricultura” e bom relacionamento, avalia que Minetto conseguirá contribuir para o fortalecimento da secretaria. E completa:
    – Acho que vai haver um entrosamento muito bom com a pasta da Agricultura.
    Ernani Polo (PP), que será o titular da Secretaria da Agricultura, concorda que ambos têm um diálogo aberto.
    Acostumado ao cálculo das planilhas que, safra a safra, indicam custos e rendimento das lavouras de inverno e verão no Estado, Minetto se vê agora com os desafios da nova função. Entre as prioridades, cita:
    – Valorizar todas cooperativas e trabalhar com a agricultura familiar na melhoria de renda.

  • TEMPO EXTRA

    A decisão do Conselho Nacional de Trânsito de adiar até 1º de janeiro de 2017 a regra que exige o emplacamento de máquinas agrícolas representa um alívio para produtores. Os custos trazidos pela regra (que inclui licenciamento )preocupavam tanto que na semana passada levaram à mobilização no Estado (na foto, Júlio de Castilhos).
    Ainda assim, é melhor não relaxar. Dois anos podem parecer muito tempo. Não dá para esperar a proximidade da nova data para debater a questão.
    – Precisamos, nesse período, encontrar uma solução definitiva para a questão – alerta Cleonice Back, coordenadora no Estado da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-RS).
    A opinião é compartilhada com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS). Primeiro tesoureiro da entidade, Nestor Bonfanti sugere que se busque apenas um registro, sem emplacamento ou licenciamento, e sem custo.
    – Poderia ser, quem sabe, até uma autodeclaração – opina Bonfanti.
    Outro mecanismo que tentava barrar a entrada em vigor da regra era emenda apresentada à medida provisória 656. O documento foi aprovado na Câmara e no Senado, mas ainda depende de sanção presidencial, o que não deve ocorrer neste ano.

  • NO RADAR

    Depois da definição do titular, o momento é de busca pelo novo secretário- adjunto da Agricultura. Dizendo ainda não ter nomes, o futuro secretário, Ernani Polo, não abre mão de um requisito: que seja uma pessoa proativa.

  • SANIDADE À FRENTE

    Criado para dar suporte financeiro e desenvolver ações que garantam a sanidade animal do rebanho gaúcho, o Fundesa será peça-chave na eventual retomada da discussão sobre a retirada da vacina contra a aftosa.
    – O status sanitário do Rio Grande do Sul precisa avançar – avalia Rogério Kerber, ontem reeleito para nova gestão à frente do Fundesa no biênio 2015-2016.
    Tema sensível, a retirada da vacina já é discutida pelo fundo em parceria com a secretaria da Agricultura e entidades do setor. Conforme Kerber, no início de 2015 será hora de avaliar o que foi executado até agora.
    Com relação ao Fundesa, tem como metas manter a credibilidade e buscar participação mais efetiva de produtores e agroindústrias.
    Até o terceiro trimestre de 2014, o fundo indenizou R$ 3,63 mil à pecuária de corte e R$ 485,4 mil à pecuária de leite.

  • NOVA ETAPA DE FORÇA-TAREFA

    A força-tarefa criada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para atuar na cobrança do cumprimento da legislação em frigoríficos de aves voltou a Passo Fundo. Ontem, na nona etapa das ações de 2014, foi interditada a unidade da JBS. Conforme o procurador do trabalho Ricardo Garcia, a interdição se deve a fatores ergonômicos e problemas detectados em máquinas de setores distintos.
    A unidade da JBS em Passo Fundo emprega, segundo o MPT, 1.452 funcionários, sendo 240 estrangeiros.
    Em 2015, o foco da força-tarefa serão frigoríficos de suínos e bovinos.

Fonte: Zero Hora