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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • NA LINHA COM O NOVO SECRETÁRIO

    Oanúncio do novo titular da Agricultura é aguardado para hoje. Pelo indicativo, o deputado estadual Ernani Polo (PP) deve ser confirmado no cargo. Terá pela frente o desafio de comandar uma pasta considerada vital para um Estado como o Rio Grande do Sul, em que o agronegócio tem peso significativo na economia.
    Na sexta-feira, o atual secretário, Claudio Fioreze, recebeu uma ligação de Polo pedindo informações sobre a estrutura de funcionamento do órgão.
    – Após o anúncio, vamos conversar. Temos um relatório completo já pronto – diz Fioreze.
    Engenheiro agrônomo, o atual titular é professor do Instituto Federal Farroupilha e foi alçado à condição de secretário após a saída de Luiz Fernando Mainardi, para disputa da reeleição na Assembleia, em março. Fioreze está no governo atual, no entanto, desde janeiro de 2011, quando tornou-se secretário-adjunto da Agricultura.
    Entre as sugestões que deve fazer ao novo titular, o secretário enumera temas conhecidos e outros que poderão render importantes debates. Aprofundar a recuperação das estruturas da pasta e o diálogo com diferentes setores produtivos, além da construção de uma política agrícola, estão na lista.
    – Avaliar, nesta mesma batida, a possibilidade de discutir a retirada, daqui a dois, três anos, da vacina contra a febre aftosa – completa.
    Santa Catarina é livre da doença sem vacinação e colhe mercados diferenciados como fruto do status. Paraná sinalizou que se prepara para alçar esse voo em 2016.
    Das conquistas deixadas, Fioreze considera importante a recuperação das inspetorias veterinárias e o concurso público, o canal aberto pelas câmaras setoriais – que hoje são 19 – e os programas consolidados nesses espaços, como o Mais Água, Mais Renda e o Prodeleite.
    Agora, é só aguardar o sinal do governador eleito José Ivo Sartori para dar início à transição.

  • NO RITMO DO SOL

    A aproximação com o verão e o período de plantio da nova safra talvez ajude a explicar o crescimento na busca por protetores solares distribuídos gratuitamente a agricultores familiares.
    Nessa primeira fase, 100 mil devem ser beneficiados. Até o momento, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), 65 mil foram cadastrados, e em torno de 50 mil já retiraram o produto, nos 129 municípios do projeto.
    – Estamos negociando para que não seja mais apenas um piloto. Para que se distribua aos 352 sindicatos associados – explica Inque Schneider, coordenadora de mulheres da Fetag-RS.
    Os cadastros, feitos com ajuda da entidade, são encaminhados à Secretaria Estadual de Saúde, que depois remete aos municípios os frascos solicitados.
    Além do desafio atual da logística na distribuição, há o da conscientização dos produtores, que trabalham de sol a sol na lavoura, sobre a importância do uso do protetor. A distribuição gratuita a agricultores familiares foi determinada por lei aprovada em 2010 e regulamentada no ano passado.

  • NO RADAR

    E segue a rodada de escolha dos presidentes de entidades do setor. O Fundesa vai às urnas na quinta, dia 18. Rogério Kerber preside o fundo desde a criação, em 2005. Na sexta, o Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado reconduziu Maria Angelica Zollin de Almeida à presidência para 2015/2018.

  • CONTRIBUIÇÃO EM DIA NO LEITE

    Mesmo com liminar suspendendo o recolhimento, algumas indústrias de laticínios do Estado optaram por seguir pagando a taxa destinada ao Fundoleite. Segundo dados do Instituto Gaúcho do Leite, até a sexta, o valor somava R$ 92,81 mil, referente à quantia de 26 empresas e à parte do governo estadual. A média mensal é de R$ 235 mil (somadas indústria e governo).
    A cobrança de R$ 0,0004 por litro de leite para o Fundoleite é obrigatória e começou em junho. O Sindilat-RS entrou com ação contra o pagamento e, no início do mês, obteve liminar favorável.
    Aliás, o Projeto de Lei 224, que faz alterações em três legislações, entre as quais a do Fundoleite, está na ordem do dia da Assembleia. A expectativa é de que seja apreciado amanhã.
    O acesso à terra engatou uma marcha lenta, na avaliação da Fetag-RS. A entidade aguarda aprovação e regulamentação da proposta de ampliação do teto de financiamento de R$ 80 mil para R$ 200 mil e do patrimônio, de R$ 30 mil para R$ 60 mil. Há esperança depositada na reunião do conselho monetário do dia 18.
    A Fetag não indica nem veta secretários. O que defendemos foi a manutenção da secretaria.
    Elton Weber
    Presidente da Fetag-RS e deputado estadual eleito (PSB), em relação às especulações sobre a pasta de Desenvolvimento Rural

Fonte: Zero Hora