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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • HORA DE FAZER AS CONTAS PARA 2015

    Tão tradicional como as festas de final de ano é o período em que entidades fazem projeções sobre o que virá pela frente. Diante da difícil realidade de 2014, quando nem mesmo o bom desempenho do agronegócio conseguiu compensar os resultados negativos em outros segmentos, as previsões sobre o comportamento da economia em 2015 estão no centro das atenções. Com as perspectivas à vista, há quem gostaria de pular direto para 2016.
    Ontem, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) traçou seu panorama para o próximo ano. “Será desafiador para a economia brasileira, em especial em relação ao agronegócio”, avalia a entidade no documento.
    Ainda assim, a estimativa da CNA, presidida pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), principal aposta para a pasta da Agricultura no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, é de que o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária chegue a 2% no país, o dobro do estimado para a economia como um todo, 1%.
    Em 2014, a participação da atividade agrícola na geração de riquezas na esfera nacional deve fechar em 23,3% – leve alta ante 2013, quando foi de 22,5%.
    Se no Brasil o agronegócio pesa, no Rio Grande do Sul, cálculos do crescimento econômico passam, obrigatoriamente, pelo setor.
    O prognóstico da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) será conhecido amanhã.
    No levantamento da Fiergs, apresentado ontem, a variação do PIB agropecuário de 2015 é estimada entre -1,3% e 1% para o Brasil. Para o Rio Grande do Sul, os cálculos apontam variação entre -0,6% e 0,6%.

  • NO CONTRARRELÓGIO

    Uma corrida contra o tempo tenta evitar que a regra do emplacamento obrigatório de máquinas agrícolas entre em vigor no dia 1º de janeiro de 2015.
    Um dos caminhos trilhados é por meio da Medida Provisória 656. A emenda 66, incluída no documento, põe fim à exigência de licenciamento anual.
    O relatório sobre a medida está previsto para ser votado às 14h de hoje em comissão mista.
    – Vamos tentar levar a votação para o plenário da Câmara também nesta quarta-feira – diz Luis Carlos Heinze (PP-RS), autor da emenda.
    Amanhã, produtores gaúchos preparam uma mobilização em diferentes pontos do Estado e prometem trancar estradas com máquinas para protestar contra a regra estabelecida por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

  • BRASIL QUER PAGAR PARA VER

    De olho no potencial do mercado, o Brasil está disposto a ir até o fim no painel aberto na Organização Mundial de Comércio contra a Indonésia. Na segunda-feira, dia 15, termina o prazo para que o país asiático dê uma justificativa para o fato de estar barrando o produto brasileiro.
    Diferentemente de previsão anterior, quando acreditava em um desfecho positivo para o caso ainda neste ano, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, diz que a entidade foi convocada para ir a Genebra tratar do tema.
    A Indonésia tem quase 260 milhões de habitantes e consumo anual de 2 quilos de frango per capita. Apetite que deixa espaço para para a carne de frango brasileira de até 150 mil toneladas por ano, segundo estimativa da ABPA. A Indonésia é um dos mercados para onde o Brasil tenta avançar.
    Para manter resultados (veja abaixo), é preciso também fazer o dever de casa onde o produto já está presente.
    – Poderíamos duplicar a exportação de aves e de suínos se conseguíssemos aproveitar ao máximo os mercados disponíveis – diz Turra.
    A ABPA prevê crescimento entre 3% e 4% para aves (produção, mercados interno e externo) e entre 2% e 3% para suínos em 2015.

Fonte: Zero Hora