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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

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  • ALIMENTANDO BONS RESULTADOS

    Uma combinação de fatores ajudou a alimentar bons resultados nos remates de primavera. Valorização do boi gordo, oferta reduzida e interesse de compradores de fora impulsionaram os negócios da tradicional temporada da pecuária gaúcha. Levantamento do Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler-RS) aponta menor quantidade vendida, mas médias superiores (veja tabela). As vendas de machos somaram R$ 42,76 milhões, com alta de 10% nas médias. Nas fêmeas, somaram R$ 12,18 milhões, com médias 11% maiores. – Os remates foram mais rápidos, veio mais gente de fora para comprar – afirma Jarbas Knorr, presidente do Sindiler-RS. A genética de qualidade desenvolvida no Estado foi outro chamariz. O leiloeiro Fábio Crespo confirma a liquidez e interesse de produtores de outros Estados, sobretudo de Paraná e Mato Grosso. Tanto que, com a estação chegando ao fim, “estádifíil encontrar touro para comprar”. A menor oferta de fêeas évista com naturalidade e reflete o avanç das lavouras. –O pessoal segura as fêeas para a produçã de terneiros –observa Crespo

  • COOPERATIVAS NO CARDÁPIO DO DIA

    Em meio às negociações da transição, o governador eleito José Ivo Sartori irá sentar-se hoje à mesa do almoço com representantes de um setor que cresce em relevância para a economia gaúcha: o cooperativismo. O faturamento do setor no ano passado foi de R$ 28,2 bilhões, gerando R$ 1,5 bilhão em tributos R$ 452,7 milhões para o Estado.
    Com credenciais como essas à mão, a principal solicitação a Sartori será a criação de uma subsecretaria ou uma secretaria especial dedicada exclusivamente ao setor. Hoje, o cooperativismo está atrelado à secretaria do Desenvolvimento Rural.
    – Na estrutura atual, está ligada ao meio rural, onde avançamos muito. Mas existem 13 ramos no coooperativismo, do crédito à educação, onde há necessidades específicas – entende Vergilio Perius, presidente do Sistema Ocergs-Sescoop-RS.
    A proposta original era a criação de uma secretaria. Como o novo governo não deve ampliar o número de pastas, a proposta é, então, pela subsecretaria.
    – Não queremos produzir despesas e, sim, mais receita para o Estado – pondera Perius.
    Há ainda outros pedidos importantes. Como o de maior agilidade na liberação de licenças ambientais, sobretudo para a instalação de agroindústrias e de pequenas bacias hidrelétricas.
    As cooperativas também querem fazer andar o projeto para criação do Programa Jovem Aprendiz no meio rural, pelo qual estudantes poderiam ser remunerados por atividades práticas desenvolvidas no campo. Para isso, espera poder contar com o apoio de Sartori.
    Tema um pouco mais indigesto, a crise de cooperativas agropecuárias, como a Cotrijui, atualmente em liquidação voluntária, será tratado pela Organização das Cooperativas Brasileiras em reunião marcada para dezembro com deputados estaduais e federais.

  • NO RADAR

    O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, está deixando o cargo, alegando motivos pessoais. No seu lugar, entra Wilson Vaz de Araújo, diretor do departamento de Economia Agrícola. A mudança será publicada na edição de hoje do Diário Oficial.

  • AUDIÊNCIA SOBRE PRONAF

    Em até duas semanas deve ser realizada audiência pública em Santa Cruz do Sul sobre as suspeitas de irregularidades no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A Câmara aprovou ontem requerimento que havia sido feito pelos deputados federais Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Celso Maldaner (PMDB-SC).
    – Queremos ouvir os produtores. Precisamos de mais informações para saber o que fazer – afirma Heinze.
    O deputado aguarda apenas a resposta de outros pedidos de audiência solicitados, no Senado e em Santa Cruz, para acertar data única.
    Entre os convidados, além dos produtores, estarão o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosetto, o deputado federal citado nas investigações, Elvino Bohn Gass (PT), e o coordenador do Movimento dos Pequenos Agricultores e também vereador de Santa Cruz, Wilson Rabuske.

  • Frase

    O herdeiro existe naturalmente. O sucessor precisa ser formado ao longo dos anos.

    FLÁVIO CAZAROLLI Consultor, em palestra no 4º Avisulat sobre sucessão rural. Empresas familiares têm peso de 96% nos negócios rurais

MULTIMÍDIA

Fonte: Zero Hora