CAMPO ABERTO – FORA DA PISTA

Pronto para colocar à venda 500 animais em um remate, o pecuarista Julio de Freitas Lima precisou rever os planos. Teve de cancelar o evento, que seria hoje, dentro da Expofeira de Santiago. O motivo? A falta do antígeno utilizado para testar bovinos para a brucelose. O produto é disponibilizado por laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e está em falta.

O exame é requisito para participação em feiras. A sugestão ao produtor foi de que coletasse sangue do plantel e congelasse, para fazer a prova quando o antígeno estivesse disponível.

– Os absurdos se sucederam até impedirem o evento – lamenta.

O caso dele não é isolado. Rogério Kerber, presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), diz que há problemas de fornecimento do antígeno para os exames a campo e para o complementar, realizado no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor:

– Se não tiver os testes, não pode entrar no remate, por exemplo. Sem o reagente, não há solução de continuidade para os testes.

Uma reunião será realizada na quinta-feira. Apenas dois laboratórios estavam habilitados para fornecer o antígeno. Um deles foi descredenciado. Segundo o superintendente do ministério no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, o Planalto permitiu a importação. Uma carga já foi liberada e outra aguarda análise:

– Deve ser liberada dentro de 10 dias e será suficiente para abastecer o Rio Grande do Sul até o final do ano.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora