Campo aberto – Expodireto é esperança de vendas para segmento de máquinas e equipamentos

Há expectativa do setor de que o governo federal dê injeção de ânimo no financiamento

Expodireto é esperança de vendas para segmento de máquinas e equipamentos Luis Iarchescki/Especial

Expodireto-Cotrijal será realizada no próximo mês (na foto, edição do ano passado)Foto: Luis Iarchescki / Especial

Neste ano, mais do que nunca, o setor de máquinas e implementos agrícolas voltará suas atenções – e esperanças –para a Expodireto-Cotrijal, feira que será realizada no próximo mês em Não-Me-Toque. Com as vendas em baixa, a indústria conta com uma boa nova a ser anunciada no evento pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para ganhar uma injeção de ânimo.

– A expectativa é de que ela anuncie alguma coisa nova – afirma Claudio Bier, presidente do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers).

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Indústria de máquinas agrícolas depende de crédito para retomar confiança

Na recente passagem pelo Estado, o secretário de Política Agrícola do ministério, André Nassar, confirmou que há um trabalho sendo feito na tentativa de ampliar o crédito para compra de máquinas e implementos.

A preocupação das fabricantes com o ritmo lento de vendas reflete a combinação de recursos limitados para o Moderfrota – segundo o governo, R$ 1,5 bilhão até junho – com a implementação da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos do Finame Agrícola.

Em reunião recente, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) teria orientado as empresas a direcionarem os financiamentos dos médios produtores para as linhas do Pronamp. A ideia é desafogar o fluxo do Moderfrota – fala-se que a quantia disponível seria, na verdade, de apenas R$ 1 bilhão.

Para Bier, é importante, mais do que o anúncio de valores extras, a derrubada da TJLP, que é reajustada a cada três meses:

– O agricultor é traumatizado com juro que não é fixo.

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Por: Gisele Loeblein

Fonte : Zero Hora