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CAMPO ABERTO – COM UPGRADE

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Com programa consolidado de certificação, a Associação Brasileira de Angus, quer dar um passo além. Amanhã, lança em São Paulo o selo Angus Gold. A novidade será feita em parceria com a VPJ Pecuária. A meta é que outras indústrias comprem essa ideia.

– A expectativa é de que, no médio prazo, 20% dos cortes certificados pelo Programa Carne Angus também tenham o selo Gold – diz Fábio Medeiros, gerente do programa.

Até agora, padrão racial, idade e grau de acabamento de carcaça eram utilizados para alinhar animais no conceito de carne premium. Para ganhar o novo selo, os cortes terão avaliações de PH (máximo de 5,79), grau de marmoreio (gordura intramuscular), conforme padrão utilizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, e cor.

O Big Data, expressão dada à coleta e à análise de dados em grande escala para criar referências à tomada de decisões, ficará cada vez mais familiar ao agronegócio brasileiro. Com a crescente geração de informações no campo, por meio de satélites, softwares e equipamentos, o grande desafio passou a ser integrar todas as variáveis em ferramentas únicas de gestão.

– Não é a quantidade de dados, mas o que se pode tirar ou concluir por meio deles – disse Reinaldo de Bernardi, gerente-geral do Centro de Inovação no Agronegócio (CIAg).

O tema é discutido no 5º Simpósio da Ciência do Agronegócio, que termina hoje, em Porto Alegre. Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Agronegócios da UFGRS, reúne especialistas para discutir os caminhos e os desafios da agricultura digital no Brasil – também chamada de 4.0.

Chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá apresentou os produtos digitais desenvolvids pelas mais de 40 unidades de pesquisa do país. Para ela, a convergência tecnológica das informações é um caminho sem volta:

– Já é realidade. Por isso, precisaremos cada vez mais de ações coordenadas, cientistas de dados e sistemas integrados.

As iniciativas em Estados brasileiros esbarram em deficiências de comunicação de dados no campo, ponderou o gerente-geral do CIAg (foto):

– Muitas experiências são feitas em modo offline, por falta de sinal, para depois serem jogadas na nuvem.

CAMINHO SEM VOLTA

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora