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CAMPO ABERTO – CHUVA: O PRESENTE QUE NÃO PODE FALTAR

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Há um item recorrente na lista de desejos de quem faz parte do agronegócio no Rio Grande do Sul: a chuva. Precipitações em volume adequado são ingredientes fundamentais para o bom desenvolvimento da safra. Aproveitando o período de Natal, a coluna propôs que personagens do setor elaborassem os pedidos que gostariam de ter atendidos.

Depois de cinco safras cheias no Estado e perspectiva de La Niña, com predominância de tempo seco nos meses de verão, a manutenção da umidade nas lavouras aparece como prioridade. Levantamento da Emater divulgado ontem mostra que, confirmado o prognóstico de pouca chuva, há probabilidade de impacto na produtividade das culturas de verão.

O milho já começa a ser prejudicado: 75% das lavouras estão na fase de floração e enchimento de grãos, período crítico.

– Dentro do contexto atual, o clima favorável seria um grande presente. Estamos com algumas ameaças. O La Niña fraco é algo muito impreciso – pondera Carlos Cogo, consultor em agronegócio.

Sócio da Solo Corretora, Índio Brasil dos Santos concorda. A garantia da produtividade é o primeiro passo na direção da rentabilidade:

– Não adianta preço se não tem produto. O agricultor vê o mercado a partir da produção.

Cogo cita ainda outros "presentes" importantes para o segmento. A estabilidade do cenário político e econômico seria um deles e daria mais segurança para novos investimentos. Uma menor volatilidade do dólar também ajudaria. Santos torce por taxa de câmbio que favoreça a comercialização – 2017 foi um ano de lentidão nas vendas, em razão da desvalorização das commodities.

– Seria muito bom se finalmente acabassem com os planos safras e criassem uma lei agrícola no Brasil, com duração de quatro anos – completa Cogo.

Veja abaixo as sugestões que um produtor, um dirigente, um empresário e um pesquisador do agronegócio fariam, se pudessem, para o bom velhinho.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora