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CAMPO ABERTO | Cadu Caldas CNA PEDE APOIO AO MERCOSUL

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    E m um momento em que os principais líderes mundiais seguem atônitos com o discurso e atitudes protecionistas do primeiro mês de governo do presidente americano Donald Trump, a superintendente de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Lígia Dutra Silva, mostrou que tem presença de espírito: em visita a Washington para debater segurança alimentar e o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC), aproveitou a oportunidade e fez duras críticas à política de subsídios adotada no país. Durante a apresentação, pediu comércio internacionalmais justo e capaz de oferecer aos produtores brasileiros e do Mercosul os meios para alcançar novos mercados.
    No seminário, realizado pelo International Food Policy Research Institute (IFPRI), a representante da CNA citou especificamente a questão dos custeios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos aos seus produtores, que têm alto poder de distorção ao comércio agrícola e prejudicam os produtores do bloco sul-americano – o apoio doméstico a agricultores é considerado um dos principais entraves das tratativas multilaterais.
    Apesar de não ter efeito prático, o gesto da dirigente é importante.
    Espera-se que o Brasil, como um dos grandes produtores mundiais de alimentos e dono de papel estratégico para garantia da segurança alimentar do mundo, seja o primeiro a se levantar e criticar o endurecimento de discursos protecionistas.
    Ainda mais quando vem do país que mais ganhou com acordos de livre comércio.

  • DO PLANTIO ÀS GÔNDOLAS

    O volume de frutas, legumes e verduras rastreado no ano passado aumentou 23,6% na comparação com 2015, segundo dados do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos, da Associação Brasileira de Supermercados.
    São rastreadas cerca de 80 variedades. Esses produtos levam em seus rótulos um código que permite que o consumidor veja toda a cadeia de produção até o supermercado. Já o comerciante tem acesso a um conjunto de informações que permite a seleção consciente de fornecedores.
    Os dados mostram ainda que, no ano passado, o programa de monitoramento registrou índice de conformidade de 73%. É uma melhora leve em relação a 2015, quando essa taxa foi de 66%.
    As inconformidades estão relacionadas principalmente a ultrapassagem do limite máximo de resíduos permitidos em alimentos, ingredientes não autorizados e à combinação das duas infrações.

  • C’EST QUI LE PATRON?

    Imagina se o consumidor pudesse escolher o quanto vai pagar pelo litro de leite em vez de apenas decidir entre ofertas pré-determinadas? É o que acontece na França. A marca C’est qui le patron? (Quem é o chefe?, em tradução livre) já vendeu 5 milhões de caixas em quatro meses oferecendo essa possibilidade. Detalhe: o preço médio pago tem sido maior do que o cobrado por outras marcas. O motivo? A quantia paga aos produtores estava muito baixa.
    A definição do preço final que será cobrado é determinada a partir de uma pesquisa na internet. Além do valor, os consumidores acompanham todo o processo produtivo: desde o tipo de alimentação das vacas, sem organismos geneticamente modificados, até a embalagem, onde letras garrafais indicam que “este leite paga ao seu produtor o preço justo”. É um alento para o setor, que tem enfrentado uma crise decorrente da queda das cotações no mercado.
    A partir do preço médio do litro do leite de 0,69 euros, cada escolha do internauta – como produção 100% francesa, período de pastagem, remuneração dos produtores e até a possibilidade de eles tirarem férias – aumenta ou diminui o valor do produto. Atualmente, o litro vendido pela marca custa 0,99 euros. Graças ao sucesso, já estão sendo planejados lançamentos futuros como manteiga, iogurte, ovos, purê de maçã, pêssegos, carne moída e presunto.

  • CARNAVAL NA PRAIA, TRABALHO NO CAMPO

    Como está evoluindo a colheita dos principais grãos produzidos, segundo a Emater
    Soja
    Com clima úmido e temperaturas elevadas, agricultores estão realizando os tratamentos fitossanitários para controle de pragas. Cerca de 13% das áreas plantadas já foram colhidas, 18% estão maduras e por colher, 45% estão na fase de enchimento de grãos. Até o momento, as lavouras têm mostrado alto potencial produtivo, o que já permite a produtores mais otimistas revisar projeções de produtividade para cima.
    Milho
    Cerca de 43% da área plantada já foi colhida e o rendimento médio tem vindo acima do esperado – 150 sacas por hectare. Mesmo com terreno mais úmido que o ideal, produtores estão realizando a colheita para cumprir compromissos de venda e entrada de novas culturas. Outros 26% do grãos plantados já estão maduros.
    Arroz
    Apesar de algumas pancadas de chuva nas últimas semanas, o clima tem sido favorável para lavouras, com boa luminosidade. No momento, 42% do plantio se encontra em fase de granação (desenvolvendo o grão), outros 25% já estão maduro e pronto para colher e 11% da área plantada já foi colhida. Expectativa é de produtividade recorde.
    Feijão
    A colheita da primeira safra só não foi encerrada ainda na região dos Campos de Cima da Serra – por lá deve iniciar apenas na segunda semana de março. Do que foi colhido, aproximadamente 60% já está comercializado pelos produtores. A segunda safra de feijão está sendo semeada. Dos cerca de 20 mil hectares, 39% já receberam plantio.

    Fonte : Zero Hora