CAMPO ABERTO – A VEZ DO ARROZ

Depois da medida tomada em favor do leite brasileiro, com a suspensão temporária da importação do produto uruguaio, é a vez dos arrozeiros solicitarem intervenção do governo no âmbito do Mercosul.

Ontem, representantes de entidades estiveram no Ministério das Relações Exteriores. Segundo Anderson Belloli, diretor da Federarroz-RS, a intervenção solicitada poderia ser a implementação de cotas ou a distribuição das vendas do produto ao longo do ano.

– A entrada de arroz uruguaio e paraguaio eleva os efeitos dos custos de produção no Brasil, porque o arroz deles vem com custo menor. É um mercado anticompetitivo – diz Belloli.

Outra possibilidade seria acionar grupo de peritos para determinar o tipo de ação a ser adotada. O processo administrativo costuma se estender por, no máximo, 45 dias.

O México acaba de abrir mais uma oportunidade para a indústria brasileira: importará ovos livres de patógenos específicos, que são usados como matéria-prima para a produção de insumos, antígenos e vacinas. O primeiro embarque é estimado em 500 mil unidades. O Rio Grande do Sul tem esse tipo de produção e se habilita ao novo mercado.

Ninguém quer ou deve ser favorável ao trabalho escravo, mas ser penalizado por questões ideológicas ou porque o fiscal está de mau humor não é justo.

Blairo Maggi

Ministro da Agricultura, ao defender portaria que altera a definição de trabalho escravo

Apesar do recuo registrado no índice de custo de produção de

4,24%

em 12 meses, a relação ainda é desfavorável ao produtor. Índice de preços recebidos no período, segundo a Farsul, caiu 17,84%. Ou seja, o agricultor desembolsa menos do que há um ano para a aquisição de insumos, mas tem rentabilidade bem menor.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora