Campanha do Desarmamento: Armas sob a guarda do Judiciário serão destruídas

Fonte: Jornal do Brasil
 
Em apoio à Campanha do Desarmamento, do Ministério da Justiça, o presidente do Conselho Nacional de Justiça, Cezar Peluso, assinou acordo com o ministro da Jusitça, José Eduardo Cardozo, destinado à destruição de armas e munições sob a guarda do Poder Judiciário que não tenham mais serventia para a instrução de processos penais.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Bens Apreendidos, da Corregedoria Nacional de Justiça, 755.256 armas estavam sob a guarda do Poder Judiciário em abril deste ano. Este número é superior ao total das armas recolhidas pela Campanha do Desarmamento: 570 mil entregues pela população e inutilizadas, de 2004 até junho de 2011.

Depósitos de armas

O ministro Cezar Peluso disse que o acordo é um dos mais importantes assinados pelo CNJ porque ajudará a melhorar a segurança dos fóruns, que não foram construídos para servir como depósito de armamentos.

“Em conjunto com o Ministério da Justiça e com as Forças Armadas, dentro do espírito do desarmamento, conseguiremos aliviar os fóruns de um estoque de armas que o Judiciário não está preparado para guardar, já que não é a sua finalidade. Reduzindo o número de armas alcançaremos mais tranqüilidade nestes locais que viraram alvo de criminosos”, disse Peluso no ato de assinatura do acordo.

Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, existe uma relação direta entre a redução do número de armas e a queda do número de homicídios. “Quando falamos em desarmamento e tiramos armas de circulação também fazemos uma reflexão sobre a cultura da violência e da glorificação de criminosos que matam. Não basta retirar as armas, também temos que destruir as armas acauteladas para que não sejam roubadas e retornem a circulação”, afirmou.