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Caixa zerado no Mapa prejudica ações no RS

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A superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa) no Rio Grande do Sul está trabalhando sem recursos para, sequer, abastecer os veículos que transportam os profissionais nas ações de fiscalização. ‘No Interior, os fiscais estão atuando basicamente no seu local de lotação’, revelou o chefe do Departamento de Defesa Agropecuária do Mapa/RS, Bernardo Todeschini. A situação, que piorou no últimos dias, é resultado do corte de R$ 120 milhões no orçamento da Pasta anunciado no início de agosto. Até agora, o Mapa em Brasília não redefiniu os aportes a serem repassados aos estados. A falta de recursos levou o superintendente gaúcho, Francisco Signor, a Brasília ontem para reunião com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade. Contudo, a negociação não avançou. ‘Conseguimos dialogar para expor a situação. Não há sinalização de quando será resolvido’, afirma Signor, que espera solução até o final do ano. Para quitar as despesas fixas como água, luz e vigilância na sede da Capital, cinco unidades do Interior e 13 postos de fronteiras de agosto a dezembro o Mapa/RS precisa de mais R$ 1,1 milhão.

Enquanto isso, no RS, o maior problema está na falta de fiscalização dos estabelecimentos que fabricam produtos de origem animal e que não têm inspeção fixa. Sem controle também ficam as estradas, por onde circulam cargas ilegais ou fora de padrão, e estabelecimentos comerciais onde vendem-se insumos, como rações, medicamentos veterinários, sementes e agrotóxicos. ‘Isso é bem grave, pois é um mês de atividades que não foram executadas e geram risco’, destaca Todeschini. As vistorias para liberação de plantas fabris também estão todas paradas.

Fonte : Correio do Povo