CAFÉ – Cafeicultor de Araponga (MG) vence concurso da ABIC

Lote recebeu a maior nota no júri técnico, primeiro lugar do júri popular e teve melhor avaliação na sustentabilidade

POR VENILSON FERREIRA

João da Silva Neto, de Araponga (MG), foi o primeiro colocado no 12º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, ao vencer em todos os quesitos da premiação. A ABIC é Associação Brasileira da Indústria de Café.

Além do tradicional júri técnico, composto por provadores e especialistas, neste ano o concurso contou com um júri popular e a avaliação do nível de sustentabilidade da fazenda. O quesito técnico tem participação de 70% na nota final, o gosto popular 15% e a sustentabilidade 15%.

O lote de Silva Neto ficou em primeiro lugar em todos os quesitos e foi campeão na categoria cereja descascado. A nota de 8,70 pontos no quesito técnico, numa escala de 0 a 10, foi considerada excepcional. Na média ponderada dos júris populares foi eleito com 46% dos votos. Na questão da sustentabilidade recebeu nota máxima.

O júri popular foi formado por 63 consumidores que realizaram provas às cegas (sem saber a origem do café) em São Paulo (SP), Londrina (PR), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Vitória (ES).

Segundo a Abic, o concurso também confirmou a liderança, na categoria café natural, do lote do produtor José Alexandre Abreu de Lacerda, da cidade Dores do Rio Preto (ES). O lote obteve nota 8,33 pontos do júri técnico e na avaliação final registrou 8,40 pontos.

Na Categoria Microlote também foi confirmada a liderança do café produzido por Maria Aparecida Maciel Gomes, na cidade de Japira (PR). A nota de dada pelo júri técnico foi de 8,60 pontos e a final de 8,65 pontos, o que assegurou o segundo lugar no concurso.

A Abic explica que a inclusão da opinião dos consumidores na avaliação dos lotes finalistas ao mesmo tempo homenageou os apaixonados por café também e gerou “um grande banco de dados que expressa a paladar e os hábitos de cada região”.

Segundo a Abic, o cruzamento das informações poderá resultar em importantes indicadores que “auxiliarão as indústrias a melhor adequarem seus blends e focar com mais objetividade o posicionamento de seus produtos”.
Preferência

Entre as particulares do concurso, a Abic cita o fato de o júri popular em Salvador ter preferido (58%) um café da Bahia. Em Londrina, um café paranaense teve 71% da preferência.

Os paulistas preferiram um café cereja descascado de Minas Gerais. Os capixabas elegeram um café natural da Bahia e um cereja descascado de São Paulo. Já os mineiros preferiram um café do Paraná.

Leilão

Os 11 lotes finalistas do concurso serão leiloados entre 12 a 19 de janeiro. O pregão será aberto a torrefações, cafeterias e pessoas jurídicas de todo o país e os lances serão dados por e-mail.

Esses cafés serão posteriormente industrializados e chegarão aos supermercados e lojas gourmet em meados de abril, compondo a 12ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil.

Fonte : Globo Rural