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BRF destaca a força do mercado doméstico

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Na esteira do avanço do consumo per capita de carne de frango no Brasil, a BRF estima que o mercado doméstico será o maior vetor do crescimento do volume a ser vendido pela empresa em 2015, apesar da perspectiva de estagnação da economia do país.

"No mercado interno, há uma expectativa de crescimento maior de volume", disse na sexta-feira o vice-presidente de finanças e relações com investidores da BRF, Augusto Ribeiro Júnior, em entrevista a jornalistas. Apesar do indicativo, o executivo evitou detalhar qual é o crescimento previsto para o ano que vem.

Já no mercado externo, a expectativa de Ribeiro Júnior é que as vendas da BRF sigam um critério mais "seletivo", em linha com a estratégia deflagrada pela empresa no fim de 2012 de reduzir o volume destinado às exportações com o objetivo de ampliar a rentabilidade das operações.

"O crescimento de volume no mercado internacional vai acontecer no Oriente Médio, onde nós temos uma planta, e também no mercado asiático", afirmou ele, citando a fábrica de alimentos processados que a BRF inaugurou no mês passado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Em que pese a projeção de crescimento "seletivo" das vendas no mercado externo, o diretor de "global desk" da BRF, José Humberto Prata Júnior, reconheceu que os preços em dólar das exportações de carne de frango in natura estão caindo, pressionados pelo crescimento da oferta global dessa proteína e pela queda das cotações dos grãos que compõe a ração animal, sobretudo milho e farelo de soja. De acordo com Prata Júnior, os preços deverão continuar em trajetória descendente até meados do primeiro trimestre de 2015.

"Já sentimos o preço caindo. Vai continuar recuando um pouco mais no primeiro trimestre, e depois se estabiliza", disse. Apesar disso, o executivo enfatizou que a rentabilidade das exportações permanece "boa", favorecida pelo efeito benéfico da desvalorização do real ante o dólar e da retração dos cotações dos grão.

Atualmente, a BRF lidera as exportações brasileiras de carne de frango. Do total exportado pela empresa, 85% é de carne de frango in natura. Portanto, a queda dos preços afeta diretamente a companhia. Por outro lado, minimizou o executivo, a impacto da queda dos preços da carne de frango in natura no mercado doméstico é menos representativa para a BRF, já que cerca de 90% dos produtos vendidos pela companhia no Brasil são de alimentos processados. E, ainda que seja a líder no abate de frango no Brasil, a BRF tem apenas 7% do mercado de frango in natura, disse.

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Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo