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Brasília sedia seminário sobre Transformação Rural Sustentável e Inclusiva

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Hur Ben Corrêa da Silva, chefe da AIPC da Sead

Estreitar a cooperação e o diálogo do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) com as diversas entidades dos setores públicos e privados brasileiros é uma das estratégias do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), no combate à pobreza e às situações de fragilidade no meio rural. Sobre esse tema, foi realizado em Brasília, nessa terça-feira (25), o seminário Transformação Rural Sustentável e Inclusiva.

O evento, realizado no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG), com objetivo de promover a parceria e afinar o diálogo do FIDA com o Brasil, apresentou, pela primeira vez na América do Sul, o resultado do Relatório de Desenvolvimento Rural 2016 (RDR2016). Foram destacadas as principais conclusões do Relatório, que caracteriza os graus de elementos de desenvolvimento rural no mundo.

Durante o seminário, foi formada uma mesa-redonda, com a participação de seis entidades e colaboradores, para discutir o Relatório, o papel e a contribuição das instituições parceiras na promoção da prosperidade e a melhoria dos meios de subsistência das populações rurais do país.

Foram definidos tópicos, que serão discutidos na Conferência Internacional sobre Cooperação Sul-Sul e Triangular, organizada pelo FIDA e pelo Brasil, marcada para novembro de 2017, em Brasília. Os participantes tiveram ainda um espaço para fazer perguntas e para compartilhar conhecimentos relacionados a uma transformação rural sustentável e inclusiva.

Hur Ben Corrêa da Silva, chefe da Assessoria Internacional e de Promoção Comercial da Sead (AIPC/Sead), falou da importância das políticas públicas da Secretaria para a agricultura familiar. “É muito importante compreender que políticas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) são estruturantes e se constituem em investimento na economia local. O seminário veio afirmar que o Brasil e, especificamente, o Plano Safra, estão em um bom caminho para promover transformação rural com inclusão, integrando-se com outras políticas de infraestrutura e proteção social”. Saiba mais sobre os eixos do Plano Safra aqui.

O Relatório

O texto enfatiza que a transformação rural inclusiva é um pilar central dos esforços globais para eliminar a pobreza e a fome. O material é emitido a cada três anos – o primeiro foi lançado em 2001. No contexto, analisa os caminhos globais, regionais e nacionais da transformação rural, tentando identificar as principais trajetórias de transformação rural e estrutural dos 60 países avaliados. Os resultados da análise confirmam uma teoria: rápidas transformações não são suficientes para reduzir a pobreza rural.

O economista-chefe da Divisão de Pesquisa e Avaliação do Impacto do FIDA, Rui Benfica, explica que a intenção é saber até que ponto a velocidade com que os países se transformaram nos últimos 25 anos impacta no nível de inclusão. “Uma conclusão que chegamos é que todo processo da transformação rural terá diversidades de desempenho. No Brasil, por exemplo, é necessário continuar com o investimento dos produtores, principalmente, em grupos comunitários. Desde os menos favorecidos até as mulheres das populações indígenas, para trazer, de fato, a inclusão. O Brasil teve um desempenho superior quando comparado a outros países”, revela o especialista.

FIDA

Desde que começou a colaborar com os governos estaduais e Federal do Brasil nos anos 1980, o FIDA tem investido em atividades de desenvolvimento rural na região semiárida do Nordeste, o Sertão. A Sead desenvolve o Projeto Dom Helder Câmara em parceria com o FIDA, o qual está sendo ampliado para 11 estados da Região Nordeste. Leia mais aqui.

O Fundo está expandindo suas operações por meio de dois novos projetos: na zona de transição entre a Amazônia e o Maranhão; e no Agreste e Zona da Mata de Pernambuco, fora da área semiárida, mas ainda com foco no Nordeste, que é a região mais pobre do Brasil. “Nosso objetivo é eliminar a pobreza, dando uma vida digna para todos. Os investimentos financeiros são superiores a R$180 milhões, destinados à região Nordeste. Em 2016, começamos a pensar além do Semiárido. Estamos com um objetivo de investir 570 milhões de dólares em metodologias de apoio à agricultura familiar”, assegura o gerente de Programas do FIDA para o Brasil, Paolo Silveri.

Também participaram do seminário representantes do MPOG, do Ministério das Relações Exteriores e da Embrapa.

Assista a seguir a entrevista concedida pelo chefe da AIPC da Sead, Hur Ben Corrêa da Silva

Marília Fidélis
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação

Rômulo Serpa / Ascom Sead

Fonte : MDA