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Brasil quer habilitar 11 frigoríficos para China

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No Rio Grande do Sul, apenas a unidade da Marfrig, em Alegrete, possui hoje autorização para vender aos chineses

Luiz Eduardo Kochhann

MARCO QUINTANA/JC

Ainda não há data definida para aprovação dos novos frigoríficos

Ainda não há data definida para aprovação dos novos frigoríficos

Considerado como um mercado estratégico para o futuro da exportação de carne bovina, a China voltará a comprar do Brasil a partir de janeiro de 2015. Agora, a prioridade do governo federal e das entidades do setor é garantir a habilitação de mais 11 plantas, além das oito já aprovadas. No Rio Grande do Sul, o único frigorífico habilitado é o Marfrig, em Alegrete, que corre o risco de fechar. Entretanto, no novo pacote, mais um estabelecimento gaúcho deve ganhar autorização para esse destino.
De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, ainda não há data definida para aprovação das novas plantas, mas os chineses se comprometeram em acelerar o processo. “Essa é a prioridade do momento. E, na missão do ministro da agricultura, a China garantiu que vai dar celeridade às habilitações”, afirma. Segundo Sampaio, os asiáticos sustentarão as compras de carne bovina na próxima década. “A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) estima que a Ásia vá ser responsável por mais de 60% do aumento do consumo de carne no mundo nos próximos dez anos”, ressalta.
Quando iniciou o embargo, em 2012, após um caso de encefalopatia espongiforme, conhecido como mal da vaca louca, registrado no Paraná, a China importava 17 mil toneladas da proteína brasileira, totalizando US$ 37,7 milhões. A projeção do ministro da agricultura, Neri Geller, é de que, em 2015, o faturamento brasileiro nesse mercado gire entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões. Em julho deste ano, após o anúncio da suspensão da barreira, a projeção do governo federal indicava a possibilidade de um montante de US$ 1,2 bilhão.

Para a Abiec, a concorrência da Austrália, que assinou, ontem, um acordo de livre comércio com a China garantindo acesso preferencial à sua carne, não deve atrapalhar o Brasil, pois a demanda crescerá acima da oferta. Além disso, o mercado da Arábia Saudita, que estava fechado desde 2012 pelos mesmos motivos que o chinês, também será retomado a partir de janeiro.  De acordo com Sampaio, há condições de voltar a exportar para os sauditas no mesmo patamar de três anos atrás: 36 mil toneladas anuais, com faturamento de US$ 170 milhões.

Preço pelo quilo do suíno vivo é de R$ 4,45

A pesquisa semanal da cotação do suíno, milho e farelo de soja no Rio Grande do Sul, feita ontem, apontou queda de R$ 0,40 no preço pago pelo quilo do suíno vivo ao produtor independente no Estado em relação à última semana, ficando em R$ 4,45.
O valor da saca de 60 quilos do milho subiu para R$ 26,25 (anterior R$ 25,50) e o farelo de soja subiu para R$ 1.170,00 para pagamento à vista (anterior R$ 1.160,00) e subiu para R$ 1.180,00 com 30 dias de prazo (anterior R$ 1.170,00).
O preço médio do suíno agroindustrial (integrado) subiu para R$ 3,48 (anterior R$ 3,47). As agroindústrias e cooperativas apresentaram as seguintes cotações: Cotrel, R$ 3,60; Cosuel/Dália Alimentos, R$ 3,50; Cotrijuí, R$ 3,30; Cooperativa Languiru, R$ 3,40; Cooperativa Majestade, R$ 3,50; Ouro do Sul, R$ 3,60; Alibem, R$ 3,40; BRF, R$ 3,50; JBS, R$ 3,50; e Pamplona, R$ 3,50.
A Pesquisa Semanal é realizada pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), com apoio da MSD Saúde Animal.

Demanda aquecida sustenta os preços da soja no País, mesmo com a safra recorde

Os valores da soja e derivados registraram fortes oscilações nos últimos dias nos mercados doméstico e internacional, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Nos momentos de alta, os preços eram puxados pela demanda firme num ambiente de disponibilidade restrita. Já quando os valores recuavam, a pressão vinha da expectativa de oferta mundial recorde, de 312 milhões na safra 2014/2015, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No Brasil, a demanda esteve bastante aquecida nos últimos dias por parte de granjas, indústrias e cervejarias. O indicador da soja Paranaguá Esalq/BM&FBovespa, baseado em negócios realizados na modalidade spot, referentes ao grão depositado no corredor de exportação, permanece arbitrado em R$ 61,17 a saca de 60 quilos.

Novo leilão Pepro de trigo ofertará 150 mil toneladas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, na próxima quinta-feira, dia 20, um novo leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), para venda e escoamento de 150 mil toneladas de trigo em grãos da safra 2014/2015. A operação de incentivo vai contemplar produtores e suas cooperativas nos estados do Paraná (65 mil toneladas), Rio Grande do Sul (80 mil toneladas) e Santa Catarina (5 mil toneladas).
Para fazer jus ao prêmio, o produtor e/ou a cooperativa deve vender seu produto para compradores da iniciativa privada sediados fora dos estados de plantio e das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A venda pode ser feita também para comerciantes instalados nestes estados, desde que atendam esta recomendação. Este é o terceiro leilão deste mês realizado pela companhia nesta modalidade, que com o próximo somam 569 mil toneladas.
O Pepro é uma subvenção econômica paga ao produtor rural e/ou cooperativa que se disponha a vender seu produto pela diferença entre o valor de referência estabelecido pelo governo federal e o valor do Prêmio Equalizador arrematado em leilão, de acordo com a legislação vigente em cada estado. Para ter direito ao prêmio, os participantes devem comprovar a venda e o escoamento para os locais determinados no edital.

Fonte: Jornal do Comércio |