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Brasil facilita entrada de produtos agropecuários da UE

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Divulgação

Vytenis Andriukaitis, comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE

O Brasil concedeu autorizações sanitárias para a União Europeia (UE) que vão facilitar a entrada de uma série de produtos de origem animal do bloco no mercado brasileiro, como Bruxelas vinha exigindo em meio às discussões sobre problemas com a carne brasileira.

"Atendemos a uma série de pedidos da UE na área fitossanitária. Para eles, o impacto será importante"’, afirmou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, que trabalha em Genebra.

Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos beneficiados são carne e produtos cárneos de aves, bovinos e suínos, envoltórios naturais de bovinos e suínos, gelatina e colágeno, leite e produtos lácteos e mel e produtos apícolas e ovos.

Conforme o diplomata, as autorizações não têm relação com as discussões acerca das inspeções envolvendo carne brasileira, que até agora não safistizeram Bruxelas.

Pedro Miguel da Costa e Silva disse que a agenda SPS, que inclui medidas sanitárias e fitossanitárias, é permanente entre Brasil e UE, e que questões específicas fazem parte do dia a dia dessas discussões. E que é em decorrência de inspeções, convergências regulatórias e análises técnicas que os produtos são liberados nos respectivos mercados.

Porém, ao retornar de uma viagem ao Brasil logo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca, em março, o comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Vytenis Andriukaitis, não escondeu que Bruxelas estava usando o problema para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso para suas exportações agroalimentares.

Na ocasião, ele contou que aproveitou a viagem ao Brasil "para destacar a forte insatisfação dos Estados-membros" com as dificuldades no acesso de produtos europeus do setor no país. E disse que elas contrastava "com a abordagem transparente e construtiva [da UE] em relação ao Brasil", inclusive naquela situação.

Em Genebra, no exame da política comercial brasileira, a UE fez perguntas sobre inspeção, reconhecimento de produtos e outros aspectos técnicos. Foi o que levou a delegação brasileira a destacar que, na semana passada, uma série de autorizações para atender à demanda europeia havia sido enviada. (Colaborou Cristiano Zaia, de Brasília)

Por Assis Moreira | De Genebra

Fonte : Valor