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Bom rendimento na safra e venda antecipada levam SLC ao lucro no trimestre

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Produtividades acima das inicialmente previstas na safra 2016/17 e comercialização antecipada da produção ajudaram a SLC Agrícola, uma das principais companhias produtoras de grãos e fibras do país, a registrar lucro líquido de R$ 83,9 milhões no primeiro trimestre de 2017, resultado recorde para o período. No primeiro trimestre do ano passado, a SLC havia registrado prejuízo líquido de R$ 2,7 milhões.

"Produtividade superior à inicialmente prevista e fixação de preço mais alto foram determinantes", afirmou Aurélio Pavinato, presidente da SLC. O rendimento da safra 2017/18 de soja da empresa – cuja colheita está praticamente encerrada – ficou em 3.282 quilos por hectare, 6,7% acima da projeção inicial e 27,2% superior à registrada no ciclo 2015/16.

A companhia também revisou para a cima, em 2,7%, a estimativa para produtividade da pluma do algodão, que ficou em 1.613 quilos por hectare. O número é 16,1% superior ao registrado no último ciclo. Para o caroço de algodão, a previsão é de produtividade de 2.178 quilos por hectare, 6% acima da inicialmente estimada e 29,7% superior à do último ciclo.

Esse quadro mais positivo da safra também fez a receita líquida da SLC subir no primeiro trimestre, para R$ 459,1 milhões. O montante é 9% superior ao de igual intervalo em 2016. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 123,5 milhões, alta de 2,6 vezes na comparação anual. O resultado exclui os efeitos de ativos biológicos. Com esse desempenho, a margem Ebitda ajustada subiu 20,8 pontos percentuais, para 35,3%.

Segundo Pavinato, cerca de 60% da soja da safra 2016/17 foi vendida ao preço médio de R$ 70,00 a saca. Ontem, a saca de soja estava cotada a R$ 69,42 no porto de Paranaguá. As vendas de algodão da SLC estão bem adiantadas, disse o executivo, e 98% da produção do ciclo 2016/17 – que começará a ser colhido ainda este mês – foi vendida pela média de 74,6 centavos de dólar a libra-peso. Da safra 2017/18 – que só será semeada no fim de setembro – já foi vendida 46% da produção esperada, por 76,4 centavos de dólar.

Para a safra 2017/18, as previsões iniciais da SLC são otimistas. E mesmo um eventual El Niño não geraria um quadro negativo. "As previsões apontam para um El Niño fraco, o que não exerce grande influência", disse o executivo. Ele afirmou, ainda, que os custos devem ficar em patamares baixos. "Já compramos quase todos os insumos para a próxima safra", afirmou.

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor