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Bola de neve

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Os gerentes de banco do interior gaúcho que se preparem: quando as agências abrirem, hoje, haverá filas de arrozeiros para entregar-lhes cartas pedindo a prorrogação dos vencimentos dos financiamentos e das dívidas do setor. É a forma que a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz) e as associações municipais de produtores encontraram para tentar sensibilizar os responsáveis pela liberação de recursos, já que não houve, por parte do Conselho Monetário Nacional, concordância em relação ao adiamento dos compromissos assumidos pelos produtores. A orizicultura gaúcha acumula uma dívida de R$ 3 bilhões. E, por falta de uma solução definitiva para o problema, a cada ano, milhares de arrozeiros são alijados do acesso ao crédito oficial. O drama da lavoura arrozeira vem de várias safras comercializadas com preços abaixo do custo de produção e de sucessivas prorrogações de dívidas. Esse passivo virou uma bola de neve que ameaça a sobrevivência de uma das mais tecnificadas lavouras do mundo.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho