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Boa substituta para a soja

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De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os estados de Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo concentram 82% da produção do biocombustível. A oferta de matéria-prima nesses locais colaborou para tornar a produção centralizada no país. Somente nos quatro estados, a produção de soja – uma das principais fontes para o biodiesel – supera a casa de 40 milhões de toneladas.

Para a produção em larga escala de GRÃOS, são necessárias plantações em grandes áreas agrícolas. Mas as microalgas demandam uma área pequena para seu cultivo e podem produzir uma quantidade de biocombustível maior. O cultivo de algas ocuparia cerca de 1% da área usada hoje pela soja para produzir a mesma quantidade de biodiesel por ano. Isso porque, enquanto a soja tem uma escala de produtividade de aproximadamente 600l de biocombustível por hectare, pesquisa realizada pelo Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil litros de biocombustível no mesmo espaço.

Além disso, as algas podem ser cultivadas em solo pobre, em águas de esgoto doméstico e com a água salobra do semiárido brasileiro, para onde a água do mar também pode ser canalizada. Do ponto de vista ambiental, o biodiesel de microalgas libera menos gás carbônico na atmosfera do que os combustíveis fósseis, além de combater o efeito estufa e o superaquecimento. (BS)

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE – DF